quarta-feira, abril 19, 2017

V de vingança é uma crítica ao nazismo?

V de vingança, mini-série em quadrinhos escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd, e transposta para a tela pelos irmãos Irmãos Wachowski (Matrix), é uma crítica a todos os regimes totalitários, mas a referência ao nazismo parece mais clara. Na história podemos ver os campos de concentração, a perseguição a minorias étnicas e sexuais (gays e lésbicas) e o controle do estado sobre todos os atos da população.
A história foi publicada originalmente entre 1982 e 1983 na revista britânica Warrior, mas ficou inacabada. Em 1988, com o sucesso de outros trabalhos de Alan Moore, como Monstro do Pântano, a editora DC convenceu os dois artistas a continuarem a série.
Em V de Vingança, o partido fascista chegou ao poder na Inglaterra após uma guerra nuclear. Com ele vieram um controle estrito sobre a população, com um sistema de espiões e câmeras, e a perseguição a grupos minonitários, que eram presos em campos de concentração e serviam como cobaias para pesquisas.
É justamente o sobrevivente de um desses campos de concentração que se torna V, um misterioso anarquista que, inicialmente parece estar apenas se vingando de seus algozes, mas, conforme a história avança, percebe-se que seus planos são muito mais amplos.
V é culto e, embora execute friamente seu plano para derrubar o regime, parece ser muito sensível.

A história de Valerie, uma lésbica companheira de prisão de V, é um dos momentos mais marcantes da HQ e o único que foi transposto literalmente para as telas. Através de Valerie, Alan Moore mostra o pavor dos regimes totalitários a pessoas que não seguem um padrão de comportamento sexual. 

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