domingo, abril 16, 2017

Que super-herói foi criado para combater os nazistas?

Quase todos os heróis dos quadrinhos entraram no esforço de guerra, ajudando na divulgação dos ideais norte-americanos. O Fatasma combateu japoneses que invadiram as floresas de Bengala e até Flash Gordon voltou do planeta Mongo para dar combate aos nazi.
Mas um herói foi criado especialmente para fazer frente a Hitler: o Capitão América. O personagem era uma criação de dois artistas judeus, o roteirista Joe Simon e o desenhista Jack Kirby.
Eles imaginaram uma herói que teria como principal vilão o líder nazista e levaram a idéia para Martin Goodman, chefão da Timely (atual Marvel). Este gostou tanto da idéia que resolveu lançar uma revista às pressas. Afinal, o principal vilão poderia morrer logo e a revista perderia a graça.
O gibi mostrava como um franzino soldado, Steve Rogers, transformava-se em um super-soldado graças a uma experiência científica.
No primeiro número, o Capitão aparece dando um soco em Hitler, o sonho de 10 em 10 garotos norte-americanos (especialmente os de descendência judia).
Como era de se esperar, o gibi foi um sucesso e gerou muita polêmi­ca. Joe Simon conta que a editora foi inundada por uma torrente de cartas de ódio e telefonemas obcenos cujo teor era: “morte aos judeus!”.  O prefeito de Nova York mandou uma guarnição pa­ra proteger os artistas e telefonou pes­soalmente, felicitando-os pelo seu trabalho na revista.
Os artistas, entretanto, só foram perceber a extensão do sucesso do personagem quando começaram a apare­cer uma porção de imitadores.  Com o fim da guerra, Kirby e Simon abando­naram a Marvel para criar na DC o úl­timo grande sucesso do gênero: Os Boys Comando.
Stan Lee tentou conti­nuar as histórias do Capitão América, transformando-o num professor que combatia o crime nas horas vagas.
Kirby e Simon ficaram tão furiosos que resolveram criar uma paródia do seu personagem: o Fighting Amerícan, um super-herói que enfrentava vilões inap­tos, com nomes ridículos, como Super-Khakalovitch e Hotsky Trotsky.
Evidentemente, a versão de Stan Lee não deu certo e a própria Marvel passou a desconsiderá-la.
Na década de 1960 o personagem voltaria a alcançar sucesso, numa versão de Stan Lee e Jack Kiby, mas não se envolveu na guerra do vietnã.

O Capitão América foi o primeiro personagem de HQ a assumir abertamente um discurso político.

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