terça-feira, maio 23, 2017

O que foi a campanha da criméia?

A campanha da Criméia começou no dia 8 de maio de 1942, sob o comando do general Erich von Manstein. Os soviéticos haviam se entricheirado no pequeno Istmo de Parpatch e foram atacados. Em dez dias a cidade de Kertch cai. Os russos são derrotados e os alemães conseguem uma grande quantidade de prisioneiros e armas. São feitos 170 mil prisioneiros.
As forças alemães dirigiram-se, então, para o porto de Sebastopol, no mar Negro. Os russos, na defesa, contam com nove divisões de infantaria, diversas unidade blindadas, além de uma pequena força aérea e apoio naval.
Os alemães, além dos blindados, contam com canhões de 305 mm, 350 mm e 450 mm, além dos gigantescos morteiros Thor e Odin, de 600 mm. Outra arma importante era a colossal Dora, com calibre de 820 mm e cujo projétil pesava sete toneladas.

A batalha acaba se centrando na artilharia, com enorme poder de fogo e no fim os russos são derrotados. O porto cai nas mãos dos alemães, que fazem 90 mil prisioneiros. 

Promethea


O uivo da górgona - parte 60


60
- Ela é linda. – comentou Alan, enquanto iam para a farmácia.
- Shhhiii. – fez Edgar. Tinha acabado de conhecer a garota. A última coisa que queria é que ela se sentisse de algum modo constrangida. Mas, de fato, era obrigado a concordar com Alan. Ela era bonita. De um jeito peculiar – ela parecia estranha, com seus cabelos desgrenhados escondendo o rosto como se tivesse medo de todos e o usasse como uma espécie de escudo – mas era bonita.
Quando entraram na farmácia, encontraram Sofia já estava recobrada, no colo de Zu. Abrira os olhos e sorriu ao ver o professor. Havia uma fileira de pontos pretos em seu pescoço e ela parecia fraca, mas fora isso não parecia haver nada de errado com a menina.
- Essa é a pessoa que estava nos observando. – disse Edgar. Seu nome é Daniela, mas podem chamá-la de Dani.
Dani foi cumprimentada por todos. Tinham se sentado no chão da farmácia e Alan trouxeram alguns sucos, barras de cereais e chocolates.
Edgar fez um resumo do que haviam passado até ali. A garota ouvia e mastigava uma barra de Twix.
- É isso. – concluiu Edgar, após contar até o momento em que haviam entrado no shopping. Agora queremos saber de você. Quem é você,  como chegou aqui.
A menina pigarreou, tímida, como fosse difícil falar sobre si mesma.

Então começou. 

Onde você quer dizer com isso?



Dizem que Vicente Mateus, o presidente do Corinthias, pediu para a secretária fazer uma convocação, marcando uma reunião para uma sexta-feira. A secretária perguntou:
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”. “Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido e “no lugar em que”. Mas essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usado no lugar de qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem substituído palavras tão díspares quanto “porém”, “pois”, “quando”, “assim”, “e”, “em que”, “no qual”,  “enquanto”, “todavia” e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem ONDE professores e alunos estão separados.
Compre o produto ONDE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu ONDE o secretário estava de férias.

Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas frases seria:

A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
Eu gosto de pizza, NO LUGAR EM QUE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO LUGAR EM QUE professores e alunos estão separados.
Compre o produto NO LUGAR EM QUE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu NO LUGAR EM QUE o secretário estava de férias.

Na verdade, o que se queria dizer era:

A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO QUAL professores e alunos estão separados.
Compre o produto E ganhe o cupom.
O acidente aconteceu ENQUANTO o secretário estava de férias.

Algumas vezes é quase impossível entender o que o autor queria dizer, como em:
Sempre com novas atração, onde nosso objetivo é sua opinião.


E o cúmulo quando encontrei o seguinte exemplo em um trabalho universitário:
Faça sua pesquisa donde tire uma hipótese.


Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE, pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida, troque o “onde” por “no lugar em que”. Se der certo, o onde está correto, caso não, coloque a palavra correta. 

Amazing Fantas 15y


Pessoas que não entendem de quadrinhos tendem a achar que o número 1 de uma revista em quadrinhos é a mais valorizada. Nem sempre. O melhor exemplo disso é este: a revista Amazing Fantasy 15 (de 1962) é de longe a mais valorizada da série por uma razão simples: foi a primeira a publicar uma história do Homem-aranha. Stan Lee aproveitou a revista, que seria cancelada para introduzir seu personagem e testar sua popularidade (o dono da Marvel achou que as crianças não iriam gostar de um personagem baseado em uma aranha). Posteriormente o herói ganhou revista própria.

A marca da pantera

Os anos 60 foram o auge da luta pelos direitos civis nos EUA. Figuras como Martin Luther King e Malcom X serviam de inspiração para milhões de negros americanos, cansados de serem tratados como cidadãos de segunda classe.
A Marvel comics era a editora que na época estava mais antenada com os anseios daquele momento de mudanças profundas. Stan Lee e Jack Kirby faziam sua própria revolução nas paginas coloridas das Hqs.
Em 1966 a dupla criou um personagem coadjuvante no numero 52 do  Fantastic Four, era o príncipe africano T'Challa, mais conhecido como o Pantera Negra o primeiro herói negro dos comis americanos.  A polemica não ficava apenas no nome (que  Stan Lee ficou receoso em utilizar), uma alusão direta ao movimento Black Panther que fez tremer a direita americana nos anos 60, mas em como o personagem era apresentado.
Até aquela época os negros eram retratados pelos comics americanos de forma caricata e preconceituosa, como por exemplo o Ebano ajudante do the Spirit de Will Eisner ( que anos depois pediu desculpas a comunidade negra pelo modo racista com que escrevia o personagem) dentro do estereotipo do Pai Tomas, o do negro preguiçoso, burro e malandro.
Pantera Negra é o nome do  uniforme cerimonial da nação africana de Wakanda. Filho do rei T'Chaka, T'Challa  ingeriu na infância uma poção preparada  com uma erva mágica em forma de coração, que, de acordo com uma antiga tradição, deve ser ingerida por todos os futuros reis de Wakanda em um ritual secreto. A poção desperta os poderes do "Espírito da Pantera": força e agilidade sobre-humanas e sentidos super-aguçados.

Antes de obter os poderes, porém, T'Challa praticou todas as artes marciais do mundo e estudou nos melhores colégios (e universidades) da Europa e dos Estados Unidos, onde se formou como físico. Esta formação, por sinal, permitiu que ele no futuro criasse seu uniforme feito de Vibranium, um metal que absorve som e impacto e que é a principal fonte de renda de Wakanda, o "país mais rico e desenvolvido tecnologicamente de toda África do Norte".
Embora tenha sido criado na era de prata, o personagem ficou realmente famoso na era de bronze, quando estreou aventuras próprias, escritas por Don MacGregor e desenhadas por Billy Graham. A partir do número 5 da revista Jungle Action, de 1973, os leitores puderam acompanhar o herói em uma aventura em que ele volta para a África para combater uma revolta armada liderada pelo vilão Terror Negro. Roteirista e desenhista não perderam a oportunidade de aprofundar a mitologia e a personalidade do Pantera Negra. As histórias eram eletrizantes e o desenho de Graham perfeitos para mostrar a savana africana. A série também apresentou ótimos vilões, como o Salamander Kruel e Rei Cadáver.
Com uma visão inovadora de um  personagem negro, com doses de nobreza, inteligência e principalmente falando de um reino da Africa distante da miséria e de todos os esteriotipos vendidos pelas produções de Hollywwod, o Pantera Negra abriu caminho para uma nova visão dos heróis negros dos quadrinhos (Falcao, Raio Negro,  Lanterna Verde John Stuart etc) e no cinema ( Blade).

Ainda  hoje o principe T'Challa e seu uniforme negro são símbolos do orgulho negro. 

Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes. 

segunda-feira, maio 22, 2017

Jerry Spring

Criado por Jijé, Jerry Spring foi um dos principais personagens da HQ franco-belga. Surgiu em 1954 e foi publicado até 1977. O personagem chegou a ser desenhado por Moebius na sua fase clássica.

O que era o plano azul de Hitler?

O plano azul (fall blau) foi uma estratégia criada por Hitler para acabar de uma vez por todas com a resistência russa. A idéia era destruir definitivamente os exércitos russos, tomar o Cáucaso e consolidar o domínio nazista na Ucrânia. Para isso, o grupo de Exércitos Sul deveria receber reforços vindos dos outros dois exércitos (Centro e Norte).
Os alemães contavam com 88 divisões, sendo 28 eram compostas de exércitos húngaros, romenos, italianos, e eslovacos, além de noruegueses e voluntários espanhois.

O fall blau ia contra a opinião de muitos dos generais de Hitler, que achavam que o momento era de reorganização e descanso das tropas, além da chegada de mais recursos. Mas o ditador foi firme em sua posição, argumentando que necessitava de uma vitória rápida no front russo. 

Detective Comics #408 (1971)

Lançado em Fevereiro de 1971 com capa por Neal Adams e Gaspar Saladino, roteiro pelas lendas Len Wein e Marv Wolfman e com os desenhos do próprio Neal Adams, o número 408 da revista Detective Comics tem uma das capas mais marcantes de toda a história.
Na trama, Batman está há 24 horas procurando por Robin, que sumiu sem deixar rastros. Sua busca chega então a uma misteriosa casa nos arredores de Gotham... E que não existia até um dia atrás. Ao ter um vislumbre aterrorizante do parceiro, o Cavaleiro das Trevas vive uma sequência de eventos do mais profundo terror, onde sua sanidade é testada ao limite por um inimigo que parece invisível e invencível.

Histórico da publicação dessa edição no Brasil:

* Batman n° 26 - Ebal dezembro de 1971
* Batman Bi n° 42 - Ebal fev/mar de 1972
* Coleção Invictus n° 24 - Nova Sampa julho de 1995


Fonte: Capas clássicas de quadrinhos (vale a pena curtir e acompanhar as postagens)

O uivo da górgona - parte 59


59
Edgar teve que se esforçar para entrar sem levantar ainda mais a porta. Já tinha mais de quarenta anos e o peso da idade já começava a cobrar seu preço. Alan já estava lá dentro, esperando por ele.
- Vamos. – cochichou o rapaz, ajudando o professor a se levantar.
Olharam à volta. A luz da claraboia praticamente não entrava ali e, num primeiro momento, sentiram-se cegos. Ficaram lá, parados, esperando que suas retinas se acostumassem à parca luminosidade antes de continuarem.
Era uma loja média, com várias gôndolas repletas de cabides com roupas. Quem quer que fosse, poderia estar escondido atrás de cada um deles.
                Os dois homens avançaram separados, vasculhando os corredores por entre as gôndolas. Iam passo a passo, cuidadosos, tentando vislumbrar algo por entre as trevas. Já estavam quase no fim quando ouviram algo lá atrás.
- É alguém correndo! – sussurrou Alan.
Uma das gôndolas ainda balançava e tilintava. Edgar compreendeu: alguém se escondera no meio das roupas e se aproveitara que estavam longe para procurar um refúgio melhor.
Os dois correram na direção do som, mas não viram nada.
- Ali. – disse Edgar, apontando para os provadores.
Era uma boa hipótese. Os provadores ficavam perto da gôndola na qual a pessoa se escondera.
O cômodo estava ainda mais escuro que a loja. Edgar fez um gesto e entraram, ao mesmo tempo em que abriam a primeira cortina. Não havia nada ali. Seguiram para a segunda cortina. Nada. Começavam a abrir a terceira cortina quando ouviram um grito e algo passou por eles.
Alan deu um salto rápido e segurou alguém pela cintura. Por um instante, Edgar achou que fosse uma atitude imprudente. Se fosse um daqueles zumbis... mas, quando foram para a área mais clara, compreendeu: era uma garota, de pouco mais de 17, talvez 18 anos. Alan a segurava e a arrastava para a luz, enquanto ela gritava:
- Me larguem! Me larguem!
Edgar correu na frente e abriu a porta corrediça, de modo que logo estavam no corredor, sob a iluminação da claraboia.
- Calma. – disse. Não vamos lhe fazer mal.
Só então pôde observá-la. Tinha cabelos lisos e negros, cortados à altura do ombro, grandes olhos pretos e vivos. Sua figura oscilava entre a beleza e a fragilidade.
Alan a soltou e ela se encolheu junto à parede.
- Por favor, não me machuquem!
- Já lhe disse. Não vamos lhe fazer mal.
Alan olhava para a moça, fascinado.
Edgar aproximou-se dela, cauteloso, a mão aberta estendida.
- Calma. Não vamos machucar você. Imagino que tenha passado por maus bocados. Estamos aqui para ajudá-la.
A garota pareceu mais confortável ao ouvir essas palavras. Edgar aproximou-se e tocou em seu ombro.
- Qual é o seu nome?
- D... Daniela. Mas pode me chamar de Dani.
Edgar fez que sim com a cabeça:
- Muito bem, Dani. Um de nós está ferido. É uma menina. Precisamos voltar para a farmácia e ver como ela está. Você nos acompanha?

A garota concordou. 

Thundarr, O Bárbaro - Abertura

Direto da estante: fanzine Crash!

Crash foi um fanzine publicado por mim e por Bené Nascimento em Belém no início da década de 1990. Foi provavelmente o primeiro fanzine paraense totalmente dedicado aos quadrinhos.

Neuros

A editora Grafipar se destacou por publicar revistas de diversos temas sempre misturados ao erotismo. A revista Neuros juntava dois temas que aparentemente não se encaixam, mas que estão intimamente ligados: terror e erotismo. A revista teve 19 edições, entre os anos de 1979 e 1980.

domingo, maio 21, 2017

O que foi a contra-ofensiva russa?

Em dezembro de 1941 os russos empreenderam um ataque em grande escala contra os alemães que sitiavam Moscou.
Nesse ataque foram usadas novas divisões vindas da Sibéria, homens acostumados com o frio terrível, que fazia congelar os alemães e provocava casos de gangrena e congelamento.
Os russos também usaram muitas divisões dos mortíferos tanques T-34 e os lança-foguetes Katiusha, conhecidos entre os alemães como “orgãos de Stalin”. A força aérea vermelha também tivera tempo de se recuperar e provocava grandes perdas entre os nazistas.
Logo os alemães estavam reduzidos a unidades isoladas, lutando pela sobrevivência.
Os russos, além de estarem melhor preparados e acostumados com o frio, usavam em suas armas um lubrificante que evitava que arma travasse com o frio.
Os russos vão tendo vitória após vitóriA, fazendo milhares de prisioneiros, o que fez necessária a criação de campos.
Agora a possibilidade de uma vitória fácil na Rússia estava definitivamente afastada.

A guerra prolongada em duas frontes era, mais do que nunca, um fantasma, que assombrava os alemães.  

As capas dos pulp fictions

Pulp fictions foram publicações anteriores ao surgimento das revistas em quadrinhos (comic books, nos EUA). Publicava contos, inicialmente de autores consagrados, como Poe e H. G. Wells. Posteriormente começaram a contratar novos escritores. Alguns dos autores mais famosos do século XX, como Isaac Asimov, surgiram nos pulps. O nome se deve ao fato do papel ser feito com a polpa da madeira, um papel vagabundo ao extremo, que vazava as letras para o outro lado e se esfarelava com o tempo. Como precisavam se destacar nas bancas, essas revistas tinham capas chamativas, algumas das quais se tornaram clássicas. Abaixo algumas capas de pulps.







Livro reúne os melhores contos de Lovecraft




Contos reunidos do mestre do horror cósmico é, provavelmente, o mais completo volume de Lovecraft já publicado no Brasil. É uma impressionante coletânea em quatro ciclos: Ciclo de Cthulhu, ciclo dos sonhos, miscelânea e juvenília. Para os fãs do pai do horror contemporâneo o volume traz a possibilidade de acompanhar a elaboração da mitologia lovecraftiana cronologicamente. Assim é possível perceber como o autor foi construindo essa mitologia. Ajuda também os pequenos textos que introduzem cada conto. Além disso há nada menos que nove textos sobre o autor e sua obra, desde uma biografia até a análises sobre a ideologia de Lovecraft aos filmes baseados em sua obra.
O volume, em capa dura, foi financiado via Catarse (eu fui um dos que apoiaram o projeto).

Minha biblioteca - ficção científica


Família Titã


No inicio da década de 1990, o desenhista Joe Bennett ainda não tinha iniciado sua vasta produção para o mercado norte-americano de super-heróis, no qual atuaria com personagens como Batman, Homem-Aranha, Thor e tantos outros. Ele ainda assinava seus trabalhos como Bené Nascimento.
Na época, um segmento que andava em alta era o de quadrinhos eróticos, e Bené tinha total liberdade de criação para realizar seus trabalhos para a Editora Sampa. Foi nessa fase que ele, em parceria com o escritor Gian Danton, produziu diversas HQs focadas no horror e na fantasia.
A Insólita Família Titã foi publicada nessa época em diversas revistas eróticas (numa tiragem total de mais de 150 mil exemplares), e ganhou muitos fãs, além de ter conquistado novos adeptos a partir do ano 2000, quando foi difundida na Internet.
Em 2014 a editora Opera Graphica relançou a história no formato de álbum de luxo, com textos sobre a importância da história e biografia dos autores, além de mais uma HQ, Powers, tornando-se um item de colecionador para os fãs dos super-heróis brasileiros.
Valor: 25 reais, frete incluso. 
Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

Lobo solitário


Na década de 1980, quando a maioria dos mangás (quadrinhos japoneses) ainda era desconhecida no Ocidente, uma história de quase 9000 páginas teve uma influência decisiva sobre alguns dos principais artistas de vanguarda norte-americana, em especial Frank Miller (Seu clássico Ronin de 1983 e considerado o primeiro “Mangá Ocidental”). O nome desse trabalho é Lobo Solitário.
A ideia para a série surgiu quando o roteirista Kazuo Koike leu que o clã Ogami, que detinha o posto de executor oficial do Xogum, caiu em desgraça, sendo substituído pela família Yagyu. O autor imaginou que os Ogami poderiam ter sido vítimas de uma tramóia política, mas que dois sobreviventes, pai e filho, buscariam vingança. Estava criada a ideia principal de Kozure Ookami (O lobo acompanhado de seu filhote – traduzido no Brasil como Lobo Solitário).
Para desenhar a história, ele chamou Goseki Kojima. Este havia adaptado para os quadrinhos clássicos do teatro Kabuki, além do romance de Renzaburo Shibata sobre os ninjas, de forma que era considerado na época o maior especialista em Japão medieval.  Os dois já vinham  tabalhando juntos  no  mangá  Kubikiri Asa (Samurai Executor), em 10 Volumes (1972-1976), um Gekiga (manga para o publico adulto masculino) Assim, era a escolha óbvia e acertadíssima.
A série estreou em setembro de 1970, na revista semanal Action, com grande sucesso. A visão realista do período feudal japonês foi um fenômeno de vendas, milhões de exemplares foram vendidos, gerando sete longas metragens para o cinema, uma serie de TV (que chegou a ser exibida pelo SBT no começo dos anos 80 com o titulo de o Samurai Fugitivo). Lobo solitário foi publicado entre Setembro de 1970 e  abril de 1976 tornado-se clássico absoluto da gigantesca industria japonesa de mangas.
 Lobo Solitario foi o primeiro mangá a ser publicado fora do Japao, foi traduzida pelo inglês pela então recém-nascida ediora Dark Horse. No Brasil, a saga do Lobo Solitário começou a ser publicada em 1988, um ano depois do lançamento nos Estados Unidos, trazida pela editora Cedibra (em nove edições, todas em formato americano) que publicavam apenas duas estórias por edição formato muito distante do original que tinha em media 300 paginas. Em 1990, a editora Sampa começou a publicar o título em formato não-cronológico. Porém, em 1993, a publicação foi interrompida.
Mas no ano de 2005 a publicação foi retomada, desta vez pela Editora Panini, após um longo processo de aprovação. A Paninni repeitou o formato original de formatinho com 300 paginas , e lançou os 28 volumes da serie para a alegria dos faz brasileiros que esperaram vinte anos para ter em mãos o eletrizante desfecho da saga.
Lobo Solitário seguia a linha de guerreiros samurais, mas levava o gênero a um patamar nunca antes igualado. Nas paginas de suas 28 ediçoes, desfilavam estórias que mostravam o período Edo de forma nada glamourizada, muito distante  da visão romântica  das novelas da japonesas.
Um dos segredos era justamente a figura de Daigoro, o filho de Ito Ogami. Uma criança que acompanha o pai em um caminho de vingança e sangue. Daigoro roubava a cena em algumas estórias com sua inocência e esperteza, era o contraponto perfeito à extrema violência da saga.
Outro aspecto que colaborou para o sucesso foi o desenho de Kojima, com belos planos cinematográficos que lembravam os filmes do metres Akira Kurosawa.
Kojima transformava violência em poesia, nunca na historia das HQs a violência foi tão bela, sem contar o erotismo do seu traço nas cenas cruas de sexo.
Transcorridas três décadas do fim do épico original, a saga dos Ogami ganhou sua primeira continuação no Japão, focada justamente em Daigoro. Com o título de Shin Kozure Ookami (Novo Lobo Solitário e Filhote, em tradução livre para o português), a nova série tem início no momento exato onde a original termina. Os 11 volumes da publicação foram licenciados pela editora Dark Horse  que deverá lançá-los no mercado norte-americano sob o nome de Shin Lone Wolf & Cub.

A terceira parte da saga está atualmente sendo publicada no Japão em capítulos, como parte da revista de mangás JIN. Seu primeiro volume encadernado foi lançado em setembro de 2007.

Texto produzido em parceria com Jefferson Nunes

sábado, maio 20, 2017

O uivo da górgona - parte 58


58
Alan foi o primeiro a perceber que não estavam sós, mas quando se virou para chamar os outros, a pessoa havia sumido.
- Vocês viram? – disse, virando-se, para os outros.
- Tinham alguém ali. – respondeu Edgar. Mas não consegui ver direito quem era.
Zu puxou a galinha para perto de si:
- Será um daqueles zumbis?
- Se fosse, já teria nos atacado. – decidiu Edgar.
- Concordo. Vamos procurar. Pode ser mais um sobrevivente.
O grupo se entreolhou.
- Vão. – disse Jonas. Eu e Zulmira ficamos tomando conta da menina.

Edgar e Alan irromperam pelo corredor do shopping. Felizmente ainda era dia e havia a iluminação natural, que vinha das claraboias.
- Mais tarde vamos procurar lanternas. Vamos precisar. – avisou o professor.
- Sim, sim. – respondeu Alan, sem prestar atenção.
Ele olhava à volta, em busca de qualquer sinal de movimento.
- Nada. – disse, por fim. Quem quer que seja deve ter entrado em uma dessas lojas. Se tivesse indo pelo corredor, nós teríamos visto.
Edgar concordou com a cabeça e levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio. Então apontou para as portas das lojas.
Foram andando, cuidadosamente, ao longo das lojas, atentos a tudo.
Em certo ponto Alan parou e apontou para baixo.

A porta corrediça de uma loja infantil estava abaixada pela metade. 

O que foi a operação tufão?

A operação foi o ataque a Moscou, resultado de uma mudança de planos por parte de Hitler. Depois de perceber que o cerco a Leningrado não seria tão fácil, ele decidiu que a nova prioridade era Moscou.
A marcha para Moscou começou depois de tomada Kiev, onde os alemães fizeram 600 mil prisioneiros.
A ordem era não aceitar rendições. Os civis poderiam fugir, mas a cidade deveria ser completamente arrasada.
A relação de forças era desigual. Hitler contava com dois milhões de homens e várias divisões panzer. Stalin só contava com 800 mil homens e apenas 25 divisões blindadas operacionais.
O primeiro ataque alemão, em outubro d e1941, pegou os russos de surpresa. 663 mil russos caíram prisioneiros, além de grande número de armas e tanques. Os oficiais alemães começaram a pensar que finalmente a vitória estava garantida. Mas eles não contavam com o maior inimigo de quem tenta invadir a Rússia: o frio.
Após a terceira semana de ataque, as chuvas haviam transformado as estradas em verdadeiros lamaçais que dificultavam o avanço alemão. Com isso, a chegada de tropas e suprimentos foi totalmente interrompida.

As tropas alemães estavam em condições deploráveis, molhadas e exaustas. Os motores congelavam e as armas falhavam. Os alemães, sem roupas adequadas, congelavam de frio. Era necessário ligar constantemente os blindados, para evitar que congelassem, o que provocava um grande gasto de gasolina. 

O poder dos livros


AS FESTAS DE ANIVERSÁRIO MAIS BIZARRAS!

As melhores piores capas de discos de todos os tempos

Quando ainda existiam lojas de discos, as capas dos mesmos eram importantes elementos de divulgação no ponto de venda. Uma boa capa ajudava a vender o produto. Mas uma capa poderia se destacar exatamente pelo oposto: por ser muito ruim. Abaixo algumas dessas pérolas. 








Marketing de guerrilha

Hoje o mundo vive uma guerra. Nessa guerra, as batalhas não são travadas com metralhadores ou tanques, mas com muito dinheiro, propagandas e estratégias promocionais. É a guerra de Marketing, cujo objetivo é a atenção do consumidor. Empresas como a Coca-cola, Pepsi, Nike e muitas outras investem bilhões de dólares anualmente para não serem derrotadas. Nesse cenário, só resta uma saída para as pequenas empresas: quebrar as regras, usar técnicas não-convencionais. Isso é chamado de marketing de guerrilha.
Num cenário em que os consumidores estão cada vez mais saturados de informação, o marketing de guerrilha acabou não só dando uma possibilidade de sobrevivência para as pequenas empresas, como conseguiu destacar seus produtos no meio do marasmo publicitário, tanto que hoje até mesmo grandes empresas usam armas de guerrilha.
Mas o que é o marketing de guerrilha?
A principal arma do marketing de guerrilha é a chamada mídia espontânea. Ou seja, colocar o próprio consumidor para fazer propaganda de seu produto. Como fazer isso? Uma forma óbvia é deixar o consumidor satisfeito. 

A loja Stew Leonard tem consumidores tão fieis que eles levam as sacolas da loja e tiram fotos com essas sacolas nos mais diversos locais do mundo.
Outra maneira de fazer isso é estimular a participação, a curiosidade e a criatividade. Um exemplo disso foi quando Maurício de Souza colocou o elefante Jotalhão no molho de tomate da Cica. Como muitas vezes eram as crianças que iam comprar o molho na mercearia, elas logo pediam: ¨Moço, me vê um elefante!¨.
O marketing de guerrilha tem, além da participação dos clientes, outras características importantes. Uma delas é a desobediência às normas estabelecidas. O guerrilheiro usa mídias não convencionais e ataca a qualquer momento, em qualquer local. Até mesmo no banheiro. Um canal pago de esportes colocou propagandas em mictórios nos estádios de futebol. Além do cartaz adesivo na parede (em um local em que a pessoa é obrigada a ver se quiser usar o mictório), havia uma bolinha e um gol. 

Enquanto fazia suas necessidades, o consumidor via a propaganda e tentava, fazer gol, direcionando a bolinha. Certamente muita gente foi ao banheiro só para conhecer a novidade.
Alunos meus fizeram uma ação de guerrilha para um restaurante na orla do Araxá. Foram colocadas três faixas. A primeira delas perguntava: ¨Está com fome?¨, a segunda indagava ¨Já jantou hoje?¨ e a terceira trazia o nome do restaurante, junto com um convite para jantar. As faixas, seguradas pelos alunos, eram dispostas a cada 50 metros, de modo que a pessoa ia tendo contato com a mensagem aos poucos, ficando curiosa. Muita gente parou para perguntar do que se tratava... e o retorno foi tão bom que os donos do restaurante não conseguiram dar conta da demanda.
Um supermercado de Macapá colocou malas com a sua logomarca e os dizeres ¨Bem vindo a Macapá, gente boa¨ na esteira de bagagens do aeroporto da cidade.
Quando o livro ¨O doce veneno do escorpião¨, de Bruna Surfistinha, foi lançado em Portugal, os editores usaram uma estratégia de guerrilha: espalham pelos bancos da praça fotos da autora com um recado manuscrito e o endereço do site de divulgação.
Em Belém, durante o natal, vi uma interessante ação de guerrilha na frente de um shopping. Quando o sinal fechava, vários papais noéis ficavam na frente dos carros segurando placas com propagandas de uma loja. A ação era tão curiosa que muitas pessoas paravam para ver.
A estratégia de divulgação do chocolate Twist mostra bem como uma estratégia de guerrilha pode conquistar o público, tornando-se um viral de grande poder. A propaganda do produto, lançada exclusivamente na Internet, especialmente no Youtube, mostrava um homem que tinha como cacoete gritar ¨Caramelo!¨. Ele acabava gritando caramelo até nos momentos mais impróprios, como na hora do casamento. Procurando ajuda em um psicólogo, ele acaba encontrando dois outros homens com problemas semelhantes. Um grita ¨Biscoito!¨, o outro grita ¨Chocolate!¨. Ao encontrar o caramelo, os dois se completam e se tornam grandes amigos. Como o Twist é feito de caramelo, biscoito e chocolate, a propaganda fala, de forma divertida, da composição do produto. Mas o seu caráter divertido fez com que virasse um hit na net. Posteriormente foram colocados atores em filas de cinema. De repente eles começavam a gritar ¨Caramelo!¨ao o que o restante da fila respondia: ¨Chocolate!¨, ¨Biscoito!¨. Ou seja, a propaganda do biscoito virou quase uma brincadeira, que as pessoas se divertiam em espalhar.
O marketing de guerrilha pode ter, portanto, ótimos resultados, mas desde que seja bem feito. É necessário conhecer exatamente quem é o público-alvo, seus costumes, locais que freqüenta... no caso do Twist, as ações de guerrilha aconteciam nos cinemas porque o público desse produto gosta de assistir filmes e adora comer chocolates durante as sessões.
Além disso, é necessário ter uma prefeita noção do posicionamento, da imagem que se quer passar ao consumidor. Uma ação de guerrilha mal-feita pode acabar com o posicionamento de um produto, ou criar um poscionamento errado.
Por fim, as ações de guerrilha devem trabalhar com orçamento enxuto, mas não se deve fazer economia burra. Folhetos mal-feitos, faixas com erros ortográficos e fantasias precárias podem criar uma péssima imagem da empresa ou do produto. Melhor contratar um profissional para confeccionar os materiais promocionais.

sexta-feira, maio 19, 2017

O uivo da górgona - parte 57

57
Jonas trouxe soro fisiológico, uma agulha, uma tesoura e um fio preto. A menina fora colocada sobre uma maca e todos se posicionaram em volta dela.
- Vamos ter que limpar isso e ver a profundidade do golpe.
O homem ia jogando soro e limpando com uma gaze. Aos poucos a pele da menina ia aparecendo. Estava vermelha. Em certo ponto, o sangue voltou sair, embora em pequena quantidade.
- O corte foi superficial. – informou Jonas.
- Mas ela desmaiou.
- Ela perdeu sangue. Se tivesse acertado a jugular, provavelmente já estaria morta a esta hora.
Em seguida fez os pontos. A menina se mexeu, incomodada pela dor, mas deixou que Jonas fizesse seu trabalho.
Quando terminou, ficaram ali, em volta dela. Zu pegara em sua mão:
- Vamos, minha filha. Reaja.

Só então perceberam que havia alguém atrás deles. 

Revista Tintin

A revista Tintin Semanal foi publicada pelo editorial Bruguera em 1968. A revista publicava o melhor do quadrinho franco-belga, de Tintin a Asterix, no estilo das publicações européias: em capítulos de poucas páginas com continuação (na Europa esses capítulos posteriormente são reunidos em um álbum). A publicação durou até o número 26.

O que foi a batalha de Leningrado?


Leningrado era uma das principais cidades russas. Foi fundada por Pedro, o grande, em 1703, como uma janela para o mundo ocidental. Com a revolução russa, seu nome foi mudado para Petrogrado, um nome mais russo. Depois da morte de Lenin, a cidade passou a se chamar Leningrado.
Os habitantes da cidade sabiam que seriam atacados, pois os Exércitos Norte avançavam rapidamente em conjunto com os finlandeses. Eles então começaram a cavar trincheiras, e criar outros obstáculos para dificultar o avanço os nazistas.
Antes do ataque, o grupo de Exércitos Norte esperou o grupo de Exércitos Centro e finalmente atacaram em 8 de agosto, com auxílio dos Filandeses.
No dia 4 de setembro a Luftwaffe começou a bombardear a cidade, centrando seus ataques sobre concentrações de tropas, depósitos de combustíveis e armamentos.
O povo resistia bravamente. Além dos soldados, pessoas normais se ofereciam para proteger a cidade.
Mas as provisões da cidade era pequenas e logo a fome começou a se instalar em Leningrado. Goebbels lançava panfletos sobre a cidade, com os dizeres: “Melhor um súdito saudável que um bolchevique faminto”, dando a entender que os habitantes da cidade receberiam comida caso se entregassem, uma óbvia mentira, pois os nazistas jamais iriam alimentar os três milhões de habitantes da cidade.
Na verdade, a ordem de Hitler era estrangular a cidade através de bombardeios aéreos e artilharia. “Que morram de fome!”, ele teria dito.
A fome dentro da cidade era tão grande que muitos começaram a praticar o canibalismo, comendo a carne dos mortos.
Mas os alemães também sofriam, agora com o frio, que chegava a 50 graus abaixo de zero. Hitler esperava acabar com a campanha russa antes do inverno, de modo que os alemães não estavam preparandos para tamanho frio.
Em janeiro de 1942 o lago Ladoga, uma das poucas áreas não ocupadas pelos nazistas, congelou, permitindo que caminhões russos levassem comida e equipamentos para os sitidiados.

O cerco a Leningrado durou 900 dias, o maior da II Guerra, e terminou com a morte de um milhão de russos, em 1944. Entretanto, Hitler não conseguiu seu objetivo de dominar a cidade. 

O uivo da górgona


Um som se espalha pela cidade (ou pelo estado, ou pelo país, ou pelo mundo?). Um som que ouvido transforma as pessoas em seres irracionais cujo único o objetivo são os instintos básicos de violência e fome. É o uivo da Górgona.
Acompanhe a história dos sobreviventes neste livro de terror, uma história de zumbis diferente, em que qualquer um pode se transformar, bastando para isso ouvir o terrível uivo da górgona.
Escrito em capítulos curtos, o livro transforma o suspense em elemento de fantasia, prendendo o leitor da primeira à última página. 
Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

O monstro do pântano


No início da década de 1980 o terror já era um gênero decadente no mercado de quadrinhos dos EUA. Depois do auge das revistas do gênero na década de 1970, os gibis do gênero vendiam cada vez menos. Seria uma revista da DC Comics, contando com textos do gênio Alan Moore que levaria os quadrinhos de horror a um novo patamar, provocando inclusive a criação de um selo voltado apenas para leitores adultos, a Vertigo.
O personagem surgiu na revista House of Secrets 92, de abril de 1971, criação do roteirista Len Wein e do desenhista Berni Wrightson. Contava a história vitoriana de um homem, Alex Olsen, casado com uma linda mulher, cujos experimentos científicos são sabotados por um colega, que se apaixonou por sua esposa. Os produtos químicos, em junção com as plantas do pântano, fazem com que ele se transforme num monstro. Ele volta para se vingar, mas descobre que não poderá mais voltar a ser humano e foge para o pântano, sob o olhar apavorado de sua esposa. Wrightson  desenhou tudo em uma semana, usando fotos de amigos para compor os personagens.Era uma história fechada, mas fez tanto sucesso que surgiu a ideia de criar um gibi com o personagem.
O personagem foi atualizada e alguns nomes mudados. Alex Olsen virou Alec Holand. Sua esposa tornou-se Linda Holand. Na nova versão, o casal de cientista está pesquisando uma fórmula restauradora capaz de acelerar o crescimento das plantas, o que poderia acabar com a fome do mundo. Mas a experiência é sabotada, Linda morre e Alec se transforma em um monstro sempre em busca de recuperar a sua humanidade perdida.
A revista foi sucesso por algum tempo e lançou personagens importantes, como o vilão Anton Arcane e sua sobrinha Abe, mas logo a fórmula se saturou e as vendas caíram. Alguns anos depois, uma nova equipe criativa, composta pelo roteirista Marty Pasko e o desenhista Tom Yeats assumiu o gibi, sem sucesso. A revista já estava para ser cancelada quando o editor, Len Wein, resolveu chamar um novo talento inglês, Alan Moore, para assumir o roteiro.
Alan Moore não só conseguiu revitalizar o personagem como o transformou em um dos maiores sucessos de público e de crítica, influenciando absolutamente a forma como os leitores viam os quadrinhos de terror.
Para começar, Moore fez a mudança significativa no personagem. O mote procura da humanidade foi abandonado quando o Monstro descobriu que não era Alec Holand, mas um elemental que se apropriara das memórias do cientista. Com isso, as possibilidades se ampliaram muito, permitindo que o personagem pudesse viajar para qualquer lugar do planeta apenas deixando sua casca morre em um ponto e renascendo em outro.
Além disso, Moore incorporou à série um discurso ecológico e libertário, denunciando a destruição da natureza e a cobiça dos governos e grandes corporações. O auge da inovação foi quando o Monstro do Pântano e Abe fizeram amor graças a uma raiz alucinógena. Essa HQ foi a causa do personagem ter parado de ser publicado no Brasil, já que os diretores da Abril, na época a acharam indecente, embora não houvesse, de fato, cenas de sexo.
A revista tinha também desenhos detalhistas e apavorantes de Stepehn Bissete e John Totleben, que posteriormente seriam substituídos por Rich Veitch e Alfredo Alcala.
Mas a grande atração da revista era, sem dúvida, o texto de Moore, que flertava com a poesia e a filosofia. Moore chegou a afirmar que a revista era o seu jeito de devolver a poesia às pessoas. Até Moore, a maioria dos roteiristas usava o texto para apenas ajudar a contar a história. Ele levou o texto a patamares muito mais amplos, usando recursos estilísticos totalmente inovadores. Além do texto poético, as histórias contavam com narrativas não lineares, com flash backs ou com a mesma situação contada por vários personagens. Parecia que a cada número o roteirista inglês experimentava uma nova maneira de contar uma história.

Como resultado, muita gente que tinha parado de ler quadrinhos voltou a eles. Moore conquistou para os gibis os leitores mais velhos e intelectualizados, que seriam a base do selo Vertigo. 

quinta-feira, maio 18, 2017

O uivo da górgona - parte 56


56
O carro parou na rua lateral do shopping. Ali não parecia haver nenhuma entrada, mas Jonas os guiou por uma porta ao lado de uma loja. Edgar espantou-se: já tinha passado por ali diversas vezes e nunca reparara naquela entrada.
- Vamos torcer para não estar fechada. – disse Jonas.
Não estava.
Era um corredor estreito e escuro. Jonas ia à frente. Tateando no escuro. A certo ponto, parou:
- Cuidado que a partir daqui tem degrau.
Depois de alguns minutos, o grupo estancou. Edgar sentia o peso da menina em seus braços. Aproximou o rosto de seus lábios: ela ainda respirava.
- E então? – reclamou Alan.
- Calma, estou trabalhando na porta. 
Uma luz se abriu em leque diante deles.
Quando se deram conta, estavam no andar térreo do shopping.

- Vamos! – gritou Jonas. Precisamos chegar na farmácia o mais rápido possível! 

O que era a nova diretriz?

A nova diretriz era a estratégia de Hitler para dominar a URSS, elaborada quando se percebeu que os recursos de defesa dos russos eram maiores do que se imaginava. O ditador nazista pretendia provocar um colapso econômico cortando os suprimentos de petróleo e dominando a cidade industrial de Leningrado.
Para cumprir essa meta, o grupo de exércitos centro, que avançava na direção de Moscou, teve de ceder homens e equipamentos para os grupos de exército sul e norte. Os oficiais alemães protestaram, pois Moscou estava a apenas 320 quilômetros. Além disso, havia ali uma grande concentração de tropas que deveriam ser destruidas antes de terem tempo de organizar uma defesa. Para Von Bock, a vitória sobre Moscou provocaria o colapso político sobre a URSS, já que toda a administração se concentrava na cidade. “Moscou é apenas um nome”, objetou Hitler, impondo seu ponto de vista.
A maioria dos analistas acredita que foi uma estratégia equivocada. A falta de estradas pavimentadas fazia com que a poeira entrasse no motor dos tanques, já bem desgastados pelas longas distâncias percorridas.

Os tanques capturados dos franceses na batalha da França logo começaram a quebrar, fazendo com que os alemães perdessem muitos de sua capacidade de combate. Além das máquinas com problemas, também os soldados alemães ficaram exaustos com a longa viagem. 

Como cancelar serviços da NET?


A NET é uma empresa que oferece serviços de TV a cabo, internet e telefone. A coisa mais fácil do mundo é conseguir contratar um serviço deles: você liga e às vezes no mesmo dia aparece um técnico para instalar o equipamento. Cancelar os serviços, no entanto, é um verdadeiro calvário.
Quando morava em Curitiba eu assinava um pacote de internet mais telefone passei por todas as dificuldades que todos enfrentam na hora de cancelar o serviço.
Assim, preparei um passo-a-passo para evitar que outras pessoas passem pelas mesmas dificuldades na hora de cancelar pacotes da NET:

1) Não ligue para o 0800. Eu liguei seis vezes. Em todas elas as ligações demoraram quase uma hora, com atendente me passando para atendente. Em todas eu, teoricamente, conseguia o cancelamento do serviço. Pedia inclusive que me enviassem por e-mail o número de protocolo. Quando ligava de novo, descobria que não havia nenhum registro de pedido de cancelamento.

2) Não se preocupe com número de protocolo. Mesmo quando mandam por e-mail, são apenas números, não dizem nada - até porque o e-mail não traz o assunto ao qual aquele protocolo se refere. Em um processo pode-se descobrir, por exemplo, que aquele número de protocolo se refere a uma gravação vazia. Número de protocolo de ligação não tem nenhum valor legal.

3) Leve o equipamento diretamente na loja. Eles agendaram dia para pegar equipamento e simplesmente não apareceram. Quando meu filho foi levar o equipamento na loja, descobriu que não havia nenhum registro de pedido de cancelamento (apesar das minhas seis ligações).

4) Exija na loja comprovante de entrega do equipamento e de cancelamento do serviço.

5) Se a conta estiver no débito automático, procure o banco para cancelar o débito automático. Mesmo depois de entregue o equipamento e cancelado o serviço, eles provavelmente ainda vão cobrar uma ou duas mensalidades. Eles fazem isso por uma razão muito simples: se o consumidor entrar na justiça, o máximo que irá conseguir será seu dinheiro de volta em dobro. O máximo. E quem vai contratar um advogado e ter todo stress de um processo judicial para receber 300 reais de uma cobrança indevida? Se o débito automático for cancelado e a NET colocar o nome do consumidor no SPC- Serasa, fica caracterizado o dano moral. Aí sim vale a pena um processo, pois os valores altos de indenização por inclusão indevida no SPC-Serasa compensam o processo.

Legião Urbana - Que país é esse? (Clipe Oficial)



Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá
Na baixada fluminense
Mato Grosso, Minas Gerais
E no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Mulher-diaba no rastro de lampião

Mulher Diaba no rastro de Lampião foi lançada pela editora Nova Sampa em 1992, como primeiro número da coleção Graphic Brasil. O roteiro, de Ataíde Braz emulava o estilo dos cordéis e o desenho de Colin lembrava muito as xilogravuras nordestina. A reunião desses dois talentos produziu  um dos melhores quadrinhos nacionais de todos os tempos.

quarta-feira, maio 17, 2017

Qual a importância da batalha de Smolenski para a guerra?

A batalha travada entre alemães e russos ao redor de Smolenski, embora tenha terminado com a derrota russa, serviu para mostrar que a vitória nazista não seria tão fácil e que não aconteceria antes do inverno.
Em 18 de julho de 1941, os dois panzergruppen fecharam um bolsão ao redor de Smolenski, capturando 300 mil russos e destruindo ou capturando muitos de seus blindados. Mas 200 mil russos lutaram desesperadamente e conseguiram fugir do bolsão por uma brecha, posicionando-se entre os alemães e Moscou.
Esses e outros contratempos atrasaram o avanço dos nazistas, dando a certeza de que o número das forças russas haviam sido subestimados e que o país estava longe do colapso. Na verdade, embora a URSS tenha perdido muitos efetivos e armamentos nessa primeira fase da guerra, a verdade é que ela tinha recursos suficientes para se recuperar.

Diante desse fato, Hitler decidiu que seria necessário mudar os planos da guerra, criando a nova diretriz. 

Artlectos & Pós-humanos # 11 traz HQ experimental a quatro mãos


Uma das atrações da revista Artlectos & Pós-humanos 11 é a história em quadrinhos experimental “Fótons do Desejo”,  realizada a quatro mãos por Edgar Franco, Gian Danton,Gazy Andraus e Matheus Moura. A história em quadrinhos de duas páginas segue a linha poético-filosófica.
Confira no blog do Ciberpajé mais detalhes sobre a publicação.