segunda-feira, junho 26, 2017

Como os alemães tentaram esconder os campos de extermínio?


Os alemães tentaram esconder dos mundos o que acontecia nos campos de concentração. A idéia dos fornos foi justamente para não deixar corpos e, portanto, provas. Na medida em que ficava claro que os nazistas não ganhariam a guerra, eles começaram a fazer tudo o possível para apagar as pistas dos horrores.
O que aconteceu no campo de Treblinka exemplifica bem isso.
Os prisioneiros judeus restantes, que haviam sido forçados a desmantelar o campo, foram transferidos para o campo de morte de Sobibor em 20 de Outubro de 1943, através de Siedlce e Chelm.
Em 17 de Novembro de 1943, o último transporte partiu, carregando equipamentos do campo. Partes dos alojamentos foram enviados para o Campo de Trabalhos Forçados de Dorohucza próximo a Trawniki.
Os fornos foram derrubados, assim como os galpões. Árvores foram plantadas para que o local se parecesse com uma fazenda.
Um guarda ucraniano, chamado Streibel foi deixado ali, como se fosse um fazendeiro. Além disfarçar a verdadeira função da área, ele servia para afugentar a população que se aproximava.

Quando esse guarda foi embora, a população das proximidades desceu até o local para tentar encontrar objetos de valor. Nisso, eles revolveram a terra e encontraram parte de corpos em decomposição. Finalmente eles entenderam para que servia aquele campo: para exterminar pessoas. 

Teia do Aranha e o novelão aracnídeo

A revista Teia do Aranha publicava as histórias clássicas do aracnídeo em sequência, iniciando pela fase inicial de John Romita no título. O interessante de ler uma revista assim é acompanhar a evolução da trama. O título do Aranha, escrito por Stan Lee, era um grande novelão, mas as histórias eram auto-contidas. Raramente uma saga se estendia além de uma edição. O conflito normalmente era resolvido dentro daquela edição - terminando sempre com Peter Parker refletindo depressivamente sobre sua vida. O desafio aí deveria ser criar um vilão para cada edição - ou resgatar um vilão. Uma das curiosidades é uma edição usada apenas para apresentar o novo uniforme da Viúva Negra (e uma briga dela com o amigão da vizinhança que se revela totalmente despropositada). Mas no geral, a trama super-heroiesca misturada aos problemas pessoais e amorosos de Peter Parker seguravam o leitor. Não admira que o título se tornasse o mais vendido da Marvel na década de 1970: era uma revista à frente de seu tempo. (foto da minha coleção)

Tarzan


Tarzan é um dos personagens mais populares do século XX e teve diversas versões para quadrinhos, cinema e televisão. Mas poucas foram tão fieis à obra original de Edgar Rice Burroughs quanto o desenho animado Tarzan, o rei das selvas, de 1976. Criado pela Filmation, o desenho usava em algumas cena a técnica da rotoscopia, em que o desenho é realizado em cima de filmagens com atores, o que dava um incrível realismo às sequências. Nessa versão do Tarzan ele é acompanhado pelo macaco Nikima, como nos livros, ao contrário da versão cinematográfica, em que foi criada a macaca Chita.
O estúdio aproveitou bem o fato da animação não necessitar de cenários para colocar na histórias reinos perdidos, o que dava à série um ar de fantasia.
Todos que assistiram esse desenho se lembram da cena de abertura com Tarzan se movimentando em rotoscopia e o texto: "A selva... eu nasci aqui. E aqui meus pais morreram quando eu era pequeno. Eu teria perecido logo se não tivesse sido encontrado por uma bondosa macaca chamada Kala, que me criou como seu filho e me ensinou a viver na selva. Eu aprendia rápido e me fortalecia a cada dia. Agora, compartilho da amizade e a confiança de todos os animais da selva. A selva é cheia de belezas... e perigos e cidades perdidas cheias bondade e maldade. Este é o meu domínio e eu protejo aqueles que aqui veem, pois eu sou Tarzan, o Rei das Selvas!".

No total, foram 36 episódios, em 4 temporadas. O desenho vem sendo exibido pelo SBT desde a década de 1980 e atualmente passa nas manhãs de sábado. 

O uivo da górgona - parte 78

78
A maioria do grupo estava tomando café na área de alimentação quando ouviu-se um estrondo e, em seguida, o barulho de vidro quebrado contra o chão. Os sobreviventes vieram de vários pontos na direção do parapeito, de onde observaram os zumbis tomando todo o andar térreo. Pareciam mais enlouquecidos que antes, talvez pelo uivo da Górgona, que certamente soara de noite. Andavam sem rumo, grunhindo alto e destruindo tudo que encontravam pela frente. As lojas que não tinha portas de correr foram suas primeiras vítimas: manequins eram jogados para todos os lados, assim como roupas e até caixas das lojas, algumas ainda com dinheiro.
- O que vamos fazer? – perguntou Dani.
- Enquanto estiverem descontando sua raiva nas lojas, estaremos seguros. O problema vai ser quando resolverem subir as escadas. – conjecturou Jonas.
- Melhor descer e ficar perto da escada.
Os homens se posicionaram próximo à escada rolante, que parecia o ponto mais frágil. Zu, Dani e Sofia ficaram no primeiro andar, mas foram orientadas a subirem para a praça de alimentação ao primeiro sinal de perigo.

Demorou muito para que um dos integrantes da horda tivesse a ideia subir a escada rolante, mas quando o fez, foi surpreendente. 

domingo, junho 25, 2017

Como era a chegada dos judeus nos campos de extermínio?


Os judeus chegavam viajavam em vagões de gado. Cada locomotiva continha de 50 a 60 vagões, com seis a sete mil pessoas que viajavam apertadas, sem água ou comida.
Quando os vagões estavam para entrar no campo, homens da SS tomavam posição na plataforma de ferrovia e na área de recepção.
Quando os trens paravam, os portões eram abertos de uma vez e os judeus saiam o mais rápido que podiam para evitar as chicotadas.
“Ficávamos numa plataforma comprida e estreita, cheia de pessoas até o limite da sua capacidade. Todos rostos familiares – vizinhos e conhecidos. A poeira era tão grande, ela obscurecia a luz do sol. O cheiro de carne queimada sufocava a respiração. Sem saber de nada, eu dei uma olhada nas montanhas de roupas, sapatos, roupas de cama e todo o tipo de utensílios que podiam ser vistos além da cerca. Mas não havia tempo para pensar... A densa massa de pessoas é empurrada e conduzida através de um portão...", lembra um sobrevivente.
O ritual então podia variar. No campo de Treblinka, um dos mais eficientes no holocausto, um oficial falava com os recém-chegas e dizia que estavam num campo de trânsito e que deveriam tomar um banho por razões higiênicas e ter suas roupas desinfetadas. Deveriam entregar todo o dinheiro e valores aos soldados, pois, depois do banho, eles seriam devolvidos.
Na “quadra de despir”, os homens eram mandados para a direita e as mulheres e crianças para a esquerda. Depois de despidos, os prisioneiros entravam em um tubo que levava às câmeras de gás. Em alguns casos os homens eram gaseados primeiro. Em outros casos, isso acontecia primeiro com as mulheres e os homens deveriam ficar de joelhos na “quadra de despir”.  
Em alguns casos separava-se, entre os homens, aqueles que poderiam ser úteis, como os artesãos e pedreiros.
As vítimas eram trancadas em câmeras onde era expelido monóxido de carbono. Em no máximo 30 minutos estavam mortas.

Enquanto o primeiro lote era assassinado, prisioneiros limpavam os vagões nos quais eles tinham sido transportados. Depois de limpos, os vagões eram empurrados para fora do campo para dar lugar à segunda leva de vítimas. 

sábado, junho 24, 2017

Uma insólita obra-prima


Jefferson Nunes 

Em 1990 a dupla Gian e Bené, deu um tempo de suas estórias de terror para contar aquela que é sem duvida a melhor estória de super heróis já produzida em solo brasileiro: A Insólita  Família Titã.
Influenciados pela leitura de Watchmen e principalmente de Miracleman (ambas obras primas de Alan Morre), a dupla resolveu homenagear a Família Marvel da DC Comics através de uma ótica inovadora e totalmente inusitada.
Franco Rosa, Editor da Editora Nova Sampa na época, pediu que a dupla fizesse uma história de 30 páginas um a revista que ele estava lançando e só havia uma semana para realizar todo o trabalho, do roteiro à arte-final.
Assim, Bennett e Gian se reuniram em um cômodo que eles chamavam de estúdio situado na clínica de um tio do desenhista, que estava fechada. Então, eles conversaram sobre as possíveis estórias e surgiu a idéia de fazer uma homenagem à Família Marvel.
A estória foi elaborada naquele momento. À pedido de Franco, ela deveria conter cenas de sexo, entretanto, para os autores, não havia como encaixar sexo na HQ. Então, Bené ficou como responsável para adicionar esse tema. De fato, das 30 páginas, apenas duas contiveram cenas de sexo.
No mesmo dia, Benné fez o rafe da estória e Danton os balões. Em menos de uma semana, o artista desenhou e arte-finalizou a Família Titã. Foi um recorde, afinal, era um trabalho urgente.
O interessante foi que, como tiveram pouco tempo para conversar sobre a HQ, cada um teve uma interpretação diferente sobre ela. Para Gian, o personagem Tribuno era o herói, para Bené, o vilão. Assim, enquanto o desenho mostrava o protagonista em uma cruzada de vingança, o texto intimista justificava suas ações. Isso criou uma dupla possibilidade de interpretação: alguns leitores entenderam o personagem como um sanguinário, outros como um homem bem-intencionado.
Outra característica interessante é que a história se passa, boa parte, numa favela da cidade fictícia de Santa Helena e o herói Tribuno é, na verdade, um deficiente físico.
Embora fosse publicada em revista lacrada com saco plástico, a história fez grande sucesso entre os fãs. Chegou a ter quatro tiragens, vendendo um total de 120 mil exemplares, mais do que a venda do Homem-aranha na época.
A história foi também a responsável pela entrada de Bené no mercado de quadrinhos dos EUA. Ao vê-la, um agente americano se convenceu de que ele seria um ótimo desenhista de super-heróis. Atualmente, Bené assina como Joe Bennett e desenha as histórias da Liga da Justiça.

A história da Família Titã desenrola se durante um período de 15 anos e se passa em Santa Helena, uma cidade fictícia. E em uma favela daquela cidade, viviam César – deficiente físico acometido por leucemia, que fugia da realidade abusando da leitura de livros achados no lixo e que idolatrava a antiga sociedade greco-romana; Paulo e Melissa, garotos amantes. Todos órfãos com, aproximadamente, 14 anos, que viviam de sobras de lixo e catando papel para reciclagem.
César amava Melissa, que amava Paulo. Esse triângulo, de fato, foi a fonte para todos os eventos da trama. César, inadvertidamente, encontrou um artefato alienígena que lhe garantiu toda e qualquer forma de poder. Por ser um trágico humanitário, o jovem deficiente decidiu compartilhar sua descoberta com seus amigos, que fizeram uso do disco e se tornaram os super-heróis Tribuno, Centurião e Vésper.
E durante algum tempo, eles foram os heróis do planeta, salvando as pessoas de ameaças e tragédias. Mas o clímax atinge quando todos passam a confrontar os ideais, resultando em uma tragédia digna da civilização grega.
"Quando Hulk 2 foi lançado, notei o entusiasmo do pessoal, dizendo que havia ficado legal o uso da Favela. Poxa, é isso aí! Na época que eu e Bené produzimos a Família Titã, as pessoas diziam que estória de super-herói não combinava com favela. Então, é necessário a vinda dos gringos para mostrar que isso podia ser feito, sim. Mas, com certeza, nós fomos os pioneiros", disse Danton.

"Sim, tragédia e realismo fazem a cabeça dos leitores de hoje e o engraçado é que nós introduzimos isso há quase 20 anos", completou Bennett.
Danton continua brincando que eles são Stan Lee e Jack Kirby, "dois caras bem diferentes, mas que usam essas diferenças nas estórias".
"Tanto que Franco a publicou várias vezes [Risos]", concluiu o artista.

Fora de catalogo, os exemplares da Familia Titã são  disputadíssima entre os colecionadores de Hqs e e sempre lembrada por vários estudiosos do quadrinhos nacionais como sinônimo de qualidade. Alem disso a dupla Gian e Bene mostrou que e possível sim criar boas estórias de super heróis no Brasil, desde que fuja das imitações baratas e da falta de originalidade que sempre caracterizou e caracteriza o gênero  no nosso pais. Um possível remake da estória vem sendo preparado e devera sair pela editora Quadrix aina este ano.

 Apesar de seu roteirista Gian Danton  afirmar que “Esta não é uma história de super-heróis”, Familia Tita e totalmente antenada com as mudanças  que o gênero estava passando naquela virada de década. O ambiente sombrio, os personagens psicologicamente profundos e o clima de niilismo eram típicos da cahamada “Era Sombria” dos quadrinhos. A dupla despretensiosamente  coloca essa pequena obra prima em pe de igualdade com a revolução  que mestres como Alan Moore, Grant Morrison e Frank Miller  imprimiam nas paginas dos então cansados comics americanos.

O que foi a revolta de Treblinka?



Houve várias tentativas individuais para resistir aos nazistas em Treblinka; por exemplo, o assassinato do SS Max Biala por Meir Berliner em 11 de Setembro de 1942, mas não foi antes dos primeiros meses de 1943 que um grupo de resistência foi formado. Este grupo incluía Galewski, Dr. Julian Chorazycki, Zelo Bloch, Zvi Kurland, Rudolf Mazarek e Dr. Leichert. Nem todos do grupo sobreviveram ao levante; muitos iriam morrer heroicamente.
Quando a cremação dos corpos estava chegando perto do fim, e estava claro que o campo e os prisioneiros estavam prestes a serem liquidados, os líderes do movimento de resistência resolveram que o levante não poderia mais ser postergado. Uma data e hora foi fixada – 17:00 em 2 de Agosto de 1943.
Inicialmente, o levante ocorreu de acordo com o plano. Com uma cópia da chave, o arsenal foi aberto. Armas foram removidas e entregues aos membros da resistência.
Pouco antes do momento programado para o levante, alguns dos homens da SS haviam decidido se banhar no vizinho Rio Bug, dessa forma enfraquecendo a guarnição. Por causa disso, e para assegurar que o levante não tinha sido comprometido, os rebeldes não tiveram opção senão iniciar a revolta mais cedo que o planejado. Os rebeldes que possuíam armas roubadas abriram fogo nos guardas do campo. O posto de gasolina explodiu e os alojamentos de madeira foram incendiados. As câmaras de gás não foram danificadas. Uma massa de prisioneiros agora tantava romper as cercas na tentativa de escapar do campo. Eles foram alvejados pelos guardas das torres de vigia. A maioria daqueles que tentavam escapar foram alvejados enquanto ficavam enroscados no arame farpado que ficava entrelaçado com as armadilhas anti-tanque.
Aqueles que escaparam foram perseguidos pela polícia local e forças de segurança, incluindo guardas de Treblinka I. 1.000 internos ainda estavam vivos quando ocorreu o levante de 2 de Agosto de 1943. Destes, somente 200 conseguiram escapar. Cerca de 60 dos fugitivos ainda estavam vivos no final da guerra para contar ao mundo os horrores de Treblinka.
Um certo número de sobreviventes testemunhou nos julgamentos pós-guerra de Josef Hirtreiter nos anos 1950. O julgamento principal dos homens da SS de Treblinka ocorreu em 1964/65; o julgamento do comandante Franz Stangl foi em 1970.
Dos prisioneiros que permaneceram no campo depois do levante, alguns foram assassinados no local. O resto foi forçado a demolir as estruturas e eliminar os traços das atividades homicidas do campo.

Como as câmaras de gás ainda funcionavam depois da revolta, as últimas vítimas foram gaseadas em 21 de agosto de 1943. 

O uivo da górgona - parte 77

77
O grupo foi se organizando. Edgar e Jonas tentaram convencer Tiozinho a tomar banho e trocar de roupa, mas ele, ou não entendia, ou parecia demais apegado à sua própria roupa para seguir esse conselho.
Em decorrência disso, ele foi colocado para dormir no sofá, do lado de fora do cinema, pois sua simples presença na sala de projeção provocava um empestava a sala onde dormiam.
- Ele não vai correr o risco de ser transformado pelo uivo da Górgona. – disse Edgar.
O mendigo pareceu não se incomodar. Estava sob um teto, alimentado e parecia feliz com isso.
Foi uma noite tranquila, exceto pelo medo de que os zumbis finalmente conseguissem quebrar a porta de vidro.

Isso, de fato, aconteceu na manhã do dia seguinte. 

Viagem ao fundo do mar


Viagem ao fundo do mar foi um seriado de aventura criado por Irwin Allen e exibido na TV americana na década de 1960.
O seriado teve origem em um filme dirigido por Allen sobre um submarino nuclear que tenta salvar a terra de um desastre. O diretor conseguiu convencer a Fox a produzir o seriado com o argumento de que os principais cenários já estavam prontos e poderiam ser reaproveitados.
Assim, surgiu o seriado no qual o submarino seaview enfrentava monstros, extraterrestres e nações inimigas dos EUA.
Uma curiosidade é que a marinha americana inicialmente se negou a ajudar a produção, temendo que o desenho de seus submarinos fosse divulgado. Assim, o pessoal do design teve de se infiltrar em grupos de turistas em exposições de submarinos alemães capturados durante a II Guerra e fazer desenhos escondidos.
Com o sucesso da série, o submarino a principal estrela. O Marechal Costa e Silva, então presidente do Brasil, fez questão de visitar o seaview quando visitou os EUA, em 1967.

No Brasil, Viagem ao Fundo do Mar foi exibida em vários canais de TV a partir dos anos 70. A última emissora a transmití-la foi a Rede Record, no início dos anos 90.

Grafipar, a editora que saiu do eixo


No final da década de 1970, Curitiba se tornou a sede da principal editora de quadrinhos nacionais. A produção era tão grande que se formou até mesmo uma vila de quadrinistas. No livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, eu conto em detalhes essa história. O livro inclui também algumas HQs publicadas na época e análise das mesmas.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.

sexta-feira, junho 23, 2017

O estranho mundo de John Constantine


Esqueçam o filme meia boca de 2005, esqueçam keanu Reeves e a ensolarada Los Angeles. O verdadeiro John Constantine está nos quadrinhos  com seu sobretudo gasto, seus cigarros,  caminhando nas ruas de Londres  e tendo apenas como arma sua misteriosa mágica  e seu sarcasmo, enfrentando os piores perigos no submundo da magia.
Tudo começou quando os desenhistas do Monstro do Pantano,  John totleben e Steve bissete , que eram fãs  do  The Police e pediram para Alan Moore criar um personagem que fosse parecido com o baixista e vocalista da banda, Sting. Moore prontamente topou o desafio e criou um “místico dos quadrinhos da classe trabalhadora”.
“ Eu  sempre achei que os místicos das Hqs fossem homens respeitáveis de classe media sem nenhuma credibilidade nas ruas, então me veio a idéia de criar um tipo malandro e sem nenhum glamour” afirmou Moore anos atrás em entrevista.
Constantine estreou nas paginas de Swamp Thing 37 (junho de 1985) como um simples coadjuvante do Monstro do Pantano na saga “Gotico Americano”. O personagem  roubava a cena em todas as vezes que aparecia  e, em  1986  ( ano da grande revolução dos comics americanos ), ganhou revista própria, com roteiros do também britânico e subestimado, Jamie Delano.
Se Alan Moore criou o personagem, Jamie Delano o levou em frente e criou toda a mitologia que fundamenta suas estórias ate hoje. Delano criou sua origem, lhe deu uma estória de vida com amigos e todo um universo próprio.
Logo na sua primeira estória solo somos apresentados ao seu mundo perigoso e amoral. Na  estória em duas partes, Constantine tem que enfrentar um demônio da fome em plena Nova York. Somos apresentados ao seu fiel amigo Chas e uma característica particular do personagem: A estranha mania de sacrificar amigos em nome de uma causa maior.
Essa fase de Contantine é uma alegoria da era Thatcher. Jamie Delano usava como pano de fundo o caráter místico das estórias de constantine para criticar o governo neoconservador da primeira ministra e suas reformas neoliberais e quase fascistas.
Delano escreveu Constantine por 40 números e foi substituído pelo escritor irlandês Garth Ennis, o preferido pela maioria dos fãs.  Na sua saga de estréia  “Hábitos perigosos”. Ennis criou aquela que é certamente a estória mais cultuada do personagem.
Em “Habitos Perigosos”, encontramos  um John Constantine com os dias contados devido a um câncer no pulmão, resultado de anos e anos do abuso de cigarros, nosso anti-herói usa demônios do inferno na esperança de que pudesse enganar  a própria morte.
O Cosntantine de Ennis é muito mais malandro, cínico e manipulador. Para muitos essa e a melhor fase do personagem no qual praticamente todas as suas estórias são clássicas. O personagem já enfrentou desde demônios com sede de vingança, o próprio rei dos vampiros e até ameaças mais reais como o National Front (partido inglês de extrema direita).


Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes

O que era o campo de Treblinka?


Treblinka era um campo de extermínio nas proximidades da cidade com esse mesmo nome, a 100 km de Varsóvia. Incialmente era um campo de trabalhos forçados para prisioneiros políticos, mas em 1942, um ano após sua abertura, foi construindo um anexo que se transformaria num local de extermínio de raças indesejáveis.
A mão-de-obra usada para construir Treblinka I eram prisioneiros poloneses e judeus trazidos do gueto de Varsóvia. Posteriormente, quando o gueto foi evacuado, Treblinka recebeu e exterminou 265 mil judeus da capital polonesa.
Para evitar levantes e tornar suas vítimas dóceis, os nazistas alegavam que estavam apenas reassentando judeus da Europa para terras do leste.
Os judeus deviam acreditar que Treblinka era apenas um entroncamento ferroviário, um local para descansar e tomar banho antes de continuar viagem. Para isso seu diretor, Franz Stangl mandou construir uma estação ferroviária falsa: um relógio com números pintados indicando permanentemente 6 horas, janelas de guichês e vários quadros de horários com viagens para Varsóvia, Wolkowice e Bialystok.
Quando chegavam, as vítimas eram levadas para cortar os cabelos. Um oficial da SS fazia um discurso explicando que aquele era apenas um entrocamento e que deveriam tomar um banho de desinfecção. Os guardas incentivavam as pessoas a escreverem cartas a conhecidos e familiares dizendo que estavam bem e que apenas estavam em trânsito para outro local no qual seriam realojadas. Essas cartas eram depois enviadas como forma de camuflar o holocausto.
Depois eram levados para o que seria o banho, mas na verdade eram as câmeras de morte.
Seus pertences eram recolhidos e separados, os objetos valiosos enviados para a Alemanha e os que eram considerados sem valor queimados.

O campo de extermínio começou a operar com três câmaras de gás, chegando em pouco tempo a seis. De julho de 1942 a abril de 1943, aproximadamente 870 mil pessoas morreram no local. Era tão eficiente na sua tarefa de matar que a maioria das pessoas que chegavam estava morta duas horas após a chegada. 

Direto da minha estante


Feliz aniversário, JJ Marreiro!


Hoje é aniversário do grande amigo e grande artista Joao Marreiro, uma das pessoas que tenho orgulho de já ter trabalhado. Em sua homenagem, publico um dos trabalhos que fizemos juntos: o Astronauta para o álbum em homenagem ao Maurício de Sousa.

Uma Mente Brilhante Trailer Legendado

quinta-feira, junho 22, 2017

Quem foi Klaus Barbie?



Klaus Barbie foi o Diretor da Gestapo, a polícia política alemã. Era famoso pela brutalidade com que torturava os prisioneiros. Foi um dos grandes responsáveis pelo Holocausto.
Klaus nasceu em uma pequena cidade do vale do Reno. Entrou para a SS em 1936. Em 1940 foi enviado para os países baixos para procurar judeus e adversários políticos do nazismo. É para fugir da sua perseguição que a família de Anne Frank viveu escondida.
Em 1942 ele assume a direção da Gestapo, cargo no qual foi implacável e cruel.
Entre os atos que o tornaram famoso está o assassinato de Jean Moulin, braço-direito de Charles De Gaulle na resistência francesa. Barbie só conseguiu pegá-lo graças à denuncia de René Hardy, um amigo de Moulin.
Barbie e seus subordinados o torturaram quase até a morte e depois o deixaram no pátio da prisão, entregue à sua própria sorte. Moulin morreu uma semana depois.
Outro crime famoso de Barbie foi a destruição de um campo onde se escondiam crianças judias. Com idades inferiores a 14 anos, elas tinham se refugiado numa pequena aldeia perto de Lyon, na França. O diretor da Gestapo caçou-as uma a uma, deportando-as para Auschwitz, de onde nenhuma delas saiu viva.
Klaus Barbie era famoso pela crueldade que usava nos interrogatórios. Os prisioneiros que se recusavam a falar eram punidos com chicotadas, amputações, fome e afogamentos. Suas vitimas afirmam que ele tinha especial prazer com os interrogatórios.
Terminada a guerra, Barbie desapareceu e foi julgado à revelia na França, sendo condenado à pena de morte. Na verdade, ele se tornara agente do serviço secreto americano e depois fugira para a Bolívia para oferecer seus serviços ao ditador local, Luis Garcia Meza.
Depois viajou para a Europa com o nome falso de Klaus Altmann, para negociar a compra de veículos usados para reprimir as manifestações da oposição.
Foi reconhecido pelo filho de um homem assassinado em Auschwitz, mas só foi extraditado para a França em 1983, quando a Bolívia voltou a ser um país democrático. Em 1987 foi julgado na cidade Lyon e condenado à prisão perpétua.

Em nenhum momento Klaus Barbie deu mostras de arrependimento. Ao contrário, dizia estar satisfeito por ter livrado a França do perigo comunista. Morreu de leucemiana prisão, em 25 de setembro de 1991. 

O uivo da górgona - parte 76

76
Edgar e Dani voltaram para a praça de alimentação a tempo de ver o mendigo comer, avidamente, seu terceiro sanduíche.
- Parece um poço sem fundo. – brincou Jonas.
- Já conseguiram descobrir o nome dele?
- Nada. Ele não fala, não sabe escrever.
- Vamos chamá-lo de Tiozinho. – sugeriu Dani.
Edgar franziu a sobrancelha:
- Tiozinho?
- É um nome tão bom quanto qualquer outro. – argumentou Dani. Quem concorda levanta a mão.

Meio que por brincadeira, Zu, Jonas e Alan levantaram a mão e a partir daquele momento o mendigo se tornou o Tiozinho. 

Garcia-López


Túnel do tempo


The Time Tunnel (no Brasil, O Túnel do Tempo) foi um seriado de TV realizado por Irwin Allen nos anos 60, que mostrava as viagens no tempo de dois cientistas: (Robert Colbert, como Doug Phillips, e James Darren, como Tony Newman).
Eles eram monitorados por uma equipe que permanecia no laboratório e os acompanhavam em seus deslocamentos no tempo através de imagens que recebiam pelo Túnel do Tempo. A equipe estava sempre tentando encontrar um meio de trazê-los de volta, ou então tentavam ajudá-los por intermédio dos recursos de que dispunham, como precárias transmissões de voz ou envio de armas ou equipamentos, quando possível. Quando tudo falhava, tiravam-nos de uma época e os enviavam para alguma outra data incerta do passado ou do futuro, dando início a um novo episódio.
Os personagens viajavam pelos mais diferentes períodos históricos, indo parar até mesmo no Titanic pouco antes dele afundar.  
Nos episódios eram utilizados imagens de arquivo de filmes da Fox, como O Mundo perdido, Príncipe Valente e até do seriado viagem ao fundo do mar. A regra da televisão na época era: lavou, tá novo.
Devido ao elevado custo de produção, esse seriado durou apenas uma temporada, com 30 episódios.

quarta-feira, junho 21, 2017

O Príncipe Submarino


Em 1939, Martin Goodman, dono da editora Timely, estava em maus lençóis. As vendas dos pulps (revistas de contos em papel barato) estavam em queda. Ele precisava de algo que fosse um sucesso de vendas. Foi quando Frank Torpey, agente do estúdio Funnies Inc apareceu com uma novidade. O pernagem era o Príncipe Submarino, criado por Bill Everett para a revista Motion Pictures Funnies Weekly, uma revista que era para ser distribuída de graça para crianças no cinema na esperança de que na semana seguinte elas quisessem comprar. Segundo Torpey, os quadrinhos eram grana fácil.
No final, negociaram para a publicação de uma antologia incluindo outros personagens criados pela Funnies, incluindo o Tocha Humana.
A antologia se chamou Marvel Comics e foi lançada em agosto de 1939. Vendeu 80 mil exemplares em um mês. Goodman decidiu reimprimir e vendeu 800 mil exemplares.
Junto com o Tocha Humana, Namor era a grande atração da Marvel. Na história, uma expedição faz explosões que provocam destruição involuntária nas colônias submersas de Atlântida. O imperador manda sua filha espionar os humanos. Ela faz mais que isso: se apaixona pelo capitão e engravida dele. Dezenove anos depois o fruto dessa união emerge do mar querendo vingança contra a raça humana. Com orelhas pontudas, asas nos pés e vestindo apenas uma sunga verde e um cinturão dourado, Namor (cujo nome significa filho vingador) era tudo, menos um herói convencional. Na verdade, estava mais para um anti-herói, violento e incorreto.
Já estava ali, naquelas primeiras histórias, a base do que seria a Marvel Comics. Enquanto na DC heróis como o Super-homem eram certinhos, na Marvel eles se pareciam mais com anti-heróis. Enquanto na DC os personagens trafegavam por cidades imaginárias, na Marvel os heróis lutavam em Nova York. Além disso, havia uma ligação entre os personagens, eles viviam no mesmo ambiente. Namor interessara-se por Betty Dean, amiga de Jim Hammond, alter-ego do Tocha Humana. E posteriormente ambos os personagens iriam se enfrentar (em outra grande características Marvel: quase sempre, quando heróis se encontram, eles brigam).
Embora inicialmente tenha se dedicado à sua vingança contra os humanos, Namor logo se aliaria aos americanos na luta contra o Eixo – uma jogada de Goodman, que percebeu que o patriotismo dava dinheiro.
Com o fim da guerra, os super-heróis entraram em declínio e Namor hibernou no limbo editorial.
Quando Stan Lee e Jack Kirby criaram o mega-sucesso Quarteto Fantástico, resolveram trazer de volta o personagem – e inventaram que ele estivera todo esse tempo sem memória, vivendo como mendigo em Nova York. O novo Tocha Humana o descobre, joga-o na água e ele recupera a memória. É o bastante para voltar à sua sanha de vingança contra a humanidade.
O personagem voltou a fazer sucesso e dividiu revista com o Hulk em Tales of Astonish.

Em 1968 ele finalmente ganhou revista própria, numa memorável fase com roteiros de Roy Thomas e desenhos de John Buscema. Ambos deram uma explicação coerente para a cronologia do personagem em história repletas de ação e selvageria, que antecipavam o trabalha da dupla em Conan, o bárbaro.  

O que foram os julgamentos de Nuremberg?


Os julgamentos de Nuremberg foram os processos abertos contra 24 dos principais criminosos de guerra da II Guerra Mundial no Tribunal Militar Internacional. Ele iniciou no dia 20 de novembro de 1945, na cidade alemã de Nuremberg.
Como resultado desses processos, o tribunal decretou 11 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações de 20 anos de prisão, uma de 15 e outra de 10 anos. Hans Fritzsche, Franz von Papen e Hjalmar Schacht foram absolvidos.
O historiador Eric Hobsbawn, no livro A Era dos extremos, diz que a punição aos nazistas não se tratava de vingança: “Trata-se de trazer de volta a ordem e a normalidade, restabelecendo a confiança dos povos nos organismos legalmente constituídos”. A idéia não era punir condenar milhares, mas “punir aqueles que servissem de exemplo”.
Além dos 24 principais nomes, foram analisados mais de 900 mil casos. Cerca de 40 mil funcionários públicos norte-americanos, franceses e britânicos foram convocados. Era um verdadeiro exército de escrivães, juízes e advogados.

Entretanto, muitos criminosos de guerra fugiram para países como Argentina e Brasil ou desapareceram no meio da burocracia. 

Heróis da TV 43


A edição 43 da revista Heróis da TV troux como principal atração uma história de Conan publicada na revista What if (aqui traduzida como O que aconteceria se...) em 1979. Na história, Conan surge na Nova York da década de 1970 em pleno apagão. O desenho de John Buscema como arte final de Ernie Chan dispensa apresentações. O visual rico da história enche os olhos do leitor desde a capa. O desafio ficou mesmo por conta do roteirista Roy Thomas: como trazer o cimério para nossos dias e manter a verossimilhança da história? Afinal, Conan é um personagem de fantasia capa e espada. Como adequar isso a um ambiente urbano contemporâneo. Thomas resolve isso através de um truque esperto: Conan veio para nosso tempo através de magia.
A HQ é tão repleta de ação que o leitor facilmente esquece a descrença e embarca na história, apesar de algumas incoerências (Conan se apaixona por uma taxista e parece cavaleiro demais - em determinado o texto diz que ele está esganando um homem com a mão direita, quando o desenho o mostra fazendo isso com a mão esquerda, que havia levado um tiro).
No final, é, acima de tudo uma história divertida. Destaque para o humor de Roy Thomas, que brinca o tempo todo com o fato de que os personagens não falam a mesma língua, o que provoca diversos equívocos. Deixo aqui também a capa original.

Capas de pulp fictions








terça-feira, junho 20, 2017

O uivo da górgona - parte 75

75
Dani sentou-se em um banco, no corredor do shopping, num local afastado da praça de alimentação e Edgar fez o mesmo. O professor não deixara de notar que Alan os observara atentamente enquanto se afastavam. Mas estava ali e precisava conversar com ela.
- E então? – perguntou a moça.
Edgar pigarreou de leve, indeciso sobre como começar.
- Bem, é sobre sua história.
- Minha história?
- Sim, há algo que me intriga nela.
A moça olhou-o, intrigada:
- Como assim?
- Se você soubesse o que estava acontecendo lá fora, todo esse apocalipse, eu conseguiria entender porque não tentou voltar para casa. Mas, segundo suas próprias palavras, você só soube dos zumbis muito depois. O que quero saber é porque não saiu e simplesmente pegou um taxi quando percebeu que sua mãe não vinha?
                A moça ficou em silêncio, mordendo o lábio inferior.
- Então? – perguntou Edgar.
- Já ouviu falar em agorafobia?
- Agorafobia. Medo de locais abertos, ou com muitas pessoas.
A moça fez que sim com a cabeça.
- Há quanto tempo você tem isso?
- Eu sempre percebi algo estranho. Mas minha mãe não acreditava que realmente fosse algo grave. Até bem pouco tempo. Eu estava começando um tratamento antes de começar essa coisa toda. Já tinha visitado um psicólogo...
Edgar coçou o queixo:
- Isso pode vir a se tornar um problema. Enquanto estamos aqui, no shopping, não haverá grande dificuldade, mas se precisarmos sair...
- Eu não vou conseguir.

- Vamos precisar lidar com isso. 

Quem foi Oscar Schindler?


Oskar Schindler  foi um empresário tcheco que ficou famoso por salvar 1.200 trabalhadores judeus do holocausto.
Schindler se tornou membro do partido Nazista assim que a Alemanha anexou a região dos Sudetos, em 1938. Quando a  Polônia foi invadida, ele se mudou para o país pensando em ganhar dinheiro aproveitando a mão-de-obra escrava de judeus. Ele abriu, então, uma fábrica de esmaltados e conseguiu trabalhadores do gueto de Cracóvia.
Em março de 1943 o gueto foi desativado. Os moradores foram mortos e os sobreviventes enviados ao campo de concentração de Plaszow. Os trabalhadores de Schindler ficavam o dia todo na fábrica e à noite voltavam para o campo de concentração.
Mas a grande ação humanitária de Schindler aconteceu em  1944, quando os administradores do campo receberam ordens de desativá-los e enviar todos os judeus para campos de extermínio.
Schindler subornou os oficiais para convencê-los de que precisava de operários especializados. Com isso fez uma lista com 1200 nomes, incluindo crianças, que acabaram sendo salvos do holocausto e enviados para uma fábrica adquirida por ele na sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz. Ainda teve de subornar mais oficiais, pois o trem que levava as mulheres foi desviado e enviado para Auschiwitz.
Nos últimos dias da guerra, com a proximidade do exército russo, Schindler fugiu para a Alemanha, em território controlado pelos norte-americanos e ingleses.
Ele acabou se livrando de ser preso graças aos depoimentos dos judeus que ajudara.
Terminada a guerra, ele estava falido graças ao dinheiro investido na compra dos judeus. Mas o Estado de Israel lhe deu uma pensão vitalícia em agradecimento por seus atos humanitários.
Schindler plantou uma árvore na Avenida dos Justos, no Museu do Holocausto.
A história foi filmada por Steven Spielberg com o nome de A Lista de Schindler. Esse filme é considerado pelo diretor e pela crítica como sua melhor realização e lhe valeu o Oscar de melhor direção de 1994.

Na maioria das listas de melhores filmes de história, A Lista de Schindler aparece em primeiro lugar. 

Galeão


Galeão é uma obra de fantasia histórica escrita por Gian Danton que se passa em algum lugar do Atlântico, no século XVII.

Depois de uma noite de terror, em que algo terrível acontece, os sobreviventes descobrem que estão em um navio que não pode ser governado e repleto de mistérios. A comida está sumindo, alguém está cometendo assassinatos, uma mulher é violentada e o tesouro do capitão parece ter alguma relação com todo o tormento pelo qual estão passando.

Galeão mistura vários temas da ficção fantástica e outros gênero numa trama policial, já que um psicopata parece estar agindo entre os sobreviventes. A história torna-se, assim, um quebra-cabeça a ser desvendado pelo leitor.

Valor: 25 reais - frete incluso. 

Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

Space ghost

No final da década de 1960, a emissora americana CBS, que estava perdendo audiência nas manhãs de sábado para ABC, resolveu encomendar a Hanna-Barbera um desenho de ficção-científica com heróis dotados de super-poderes. A Hanna-Barbera que só tinha experiência com desenhos humorísticos, exceção de Jonny Quest, não tinha uma equipe de roteiristas e desenhistas com prática nessa área, mas aceitou o desafio.
A produtora contratou o desenhista Alex Toth, que já havia desenhado gibis de super-heróis para a DC Comics. Toth tomou como base o herói dos quadrinhos da Marvel, The Spectre, e criou um herói espacial chamado Space Ghost.
 Cada episódio tinha em média 8 minutos e mostrava um herói poderoso e gentil usando uma roupa branca e máscara preta, com capacidade de voar e ficar invisível.
Space Ghost tinha ainda, em cada pulso, um bracelete com botões que, quando pressionados, emitiam raios com várias funções, entre elas, a projeção de escudos de força.
O herói tinha dois ajudantes, que mais atrapalhavam do que ajudavam, os gêmeos Jan e Jace, além do macaco blip.
Entre os vilões enfrentados pelo herói estavam: Viúva Negra, Zorak, Sarrasco Humano, Lurker, Glasstor, entre outros.
Em 1994 o personagem foi revivido para estrelar um talk show na Cartoon Network. Seus assistentes eram os outrora vilões Zorak (um louva-deus gigante que era o tecladista e líder da banda do programa) e Moltar (uma criatura de lava dentro de uma armadura metálica que faz a edição do programa).
Entre as celebridades entrevistas por Space Ghost estão Beck, Timothy Leary, os Ramones e Matt Groening. O programa usava um humor absurdo e surreal.

O uivo da górgona


Um som se espalha pela cidade (ou pelo estado, ou pelo país, ou pelo mundo?). Um som que ouvido transforma as pessoas em seres irracionais cujo único o objetivo são os instintos básicos de violência e fome. É o uivo da Górgona.
Acompanhe a história dos sobreviventes neste livro de terror, uma história de zumbis diferente, em que qualquer um pode se transformar, bastando para isso ouvir o terrível uivo da górgona.
Escrito em capítulos curtos, o livro transforma o suspense em elemento de fantasia, prendendo o leitor da primeira à última página. 
Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

segunda-feira, junho 19, 2017

Superaventuras Marvel 4


Superaventuras Marvel número 4 foi a primeira revista de heróis que eu li, provavelmente no ano de 1982. Eu estava em uma fila de banco do tipo que durava a manhã inteira e parte da tarde (sim, havia uma época em que a única forma de pagar contas era enfrentando a fila do banco). Alguém tinha levado essa revista e, quando terminou de ler, alguém pediu emprestado, mas acabou emprestando para outra pessoa. Assim, a revista foi passando de mãos em mãos até chegar ao local em que eu estava. Ali ela parou. Devorei a revista da primeira à última página. Lembro que gostei do Demolidor do Frank Miller. Mas que o que realmente me chamou atenção foi a história do Doutor Estranho, que tinha um forte toque de horror, e a história de Conan. Em certo ponto o dono pediu a revista de volta e tive que devolver. Nunca mais achei essa edição, nem mesmo em sebo, mas ela foi essencial para que eu me tornasse leitor de quadrinhos.

Os pilares da terra


Em Os pilares da Terra, Ken Follett construiu uma obra grandiosa, uma verdadeira saga em torno da construção de uma catedral na Inglaterra do século XII.
A história se passa entre os anos de 1123 e 1174. É um período de transformações que irão se refletir principalmente na arquitetura. Até então, as catedrais eram edifícios atarracados, de paredes grossas e janelas pequenas, locais escuros e insalubres. Aos poucos irão se transformar em imponentes edifícios esbeltos, belos, altos, com amplas janelas enfeitadas de vitrais coloridos que filtravam a luz do sol provocando grande deslumbramento nos que as visitavam.
Follett foca sua narrativa na construção de uma catedral fictícia, Kingsbridge e em um homem, Tom Construtor. Mas a narrativa envolve também uma ampla variedade de personagens, do prior de Kingsbridge a uma mulher que se refugiou na floresta depois de amaldiçoar pessoas poderosas que haviam condenado seu marido à forca. É também uma saga que se desenrola por décadas, o tipo de livro no qual vemos os personagens nascerem, crescerem, envelhecerem, acompanhamos seus sonhos, suas frustações e vitórias.
Concentrando tudo, como personagem principal, a catedral. O autor mostra como a construção de uma igreja de tamanha envergadura muda tudo ao seu redor: do comércio que se desenvolve aos conflitos palacianos que se desenvolvem (um dos vilões do livro é um bispo, que jura impedir a construção).
Follett maneja bem duas instâncias aparentemente opostas: a realidade e a ficção. Assim, ele mistura fatos e personagens reais (o mártir São Tomás Becket merece toda uma sequência) com pura ficção. Aliás, o romance pode ser visto ele mesmo como uma catedral: os fatos e pessoas reais são o cimento, que dão sustentação para os tijolos ficcionais.
A narrativa de Follett passa longe de ser elaborada: ele é um escritor que parece estar mais interessado na costura da trama do que em jogos literários. Isso certamente foi um fator que fez o livro se tornar um best-seller, apesar de seu tema de pouco apelo popular. O roteiro é redondo, sem falhas, com fatos que se encaixam perfeitamente, personagens que parecem não ter importância, mas se revelam fundamentais para a trama e segredos que são revelados no momento exato.
A obra é um verdadeiro tijolaço. São quase mil páginas de texto, mas que prendem o leitor – em especial após o primeiro terço. E, ao final, aquilo que poderia afastar o leitor – os detalhes sobre a arquitetura da época – acaba se transformando em uma atração a mais. Eu, ao menos, fiquei curioso para conhecer mais sobre o assunto.

Um único ponto negativo é a capa pouco inspirada da edição encadernada da editora Rocco. Em um livro sobre uma catedral e seus monges e construtores, usaram a imagem de soldados combatendo em frente a um castelo. 

Betty Boop Poor Cinderella 1934 HD Fleischer Studio's Color classics c...

Como os aliados conseguiram enganar os nazistas na Itália?

Documento fake usando na operação Mincemeat.

Quando, em julho de 1943, as tropas aliadas desembarcaram na Sicília, iniciando a invasão da Itália, foi muito fácil esmagar os poucos inimigos que ainda estavam por lá. A razão disso foi um estratagema que envolveu um defunto e uma carta falsa.
O plano, intitulado Operação Mincemeat (Carne moída) foi idealizado pelos oficiais da força aérea britânica Ewen Montagu e Archibald Cholmondley.
A questão por trás dessa operação é que os aliados já tinham conquistado todo o norte da África. Dali para a Itália o caminho natural era a Sicília, mas a ilha era muito bem guardada por tropas italianas e alemãs. Só um milagre os tiraria de lá. Um milagre ou a idéia de que os aliados viriam por outro lugar. Para fazer com que as tropas do Eixo acreditassem que a invasão se daria pela Sardenha, ilha ao norte da Sicília, os dois oficiais prepararam cartas falsas, com essa informação. Havia dois problemas. O primeiro era como fazer essas cartas chegarem aos alemães e a segunda era como fazer com que eles acreditassem no engodo.
Para que o plano desse certo, foi inventado um oficial britânico, o major William Martin, cujo navio afundaria enquanto estivesse levando os planos para as tropas britânicas na África. Para fazer o papel do major eles usaram o corpo de um indigente que morrera de pneumonia. Seu pulmão estava cheio de água, da mesma forma que estaria se ele tivesse morrido afogado.
O major recebeu uniforme, indentidiade militar e uma pasta, acorrentada a seu pulso, com cartas pessoais e objetos pessoais.
Assim que terminaram de caracterizar o defunto, ele foi solto por um submarino nas proximidades da costa da Espanha, que não estava em guerra, mas tinha boas relações com o Eixo.

Os peritos alemães não duvidaram da autenticidade do material e as tropas foram deslocadas para a Sardenha. 

domingo, junho 18, 2017

Como cancelar serviços da NET


A NET é uma empresa que oferece serviços de TV a cabo, internet e telefone. A coisa mais fácil do mundo é conseguir contratar um serviço deles: você liga e às vezes no mesmo dia aparece um técnico para instalar o equipamento. Cancelar os serviços, no entanto, é um verdadeiro calvário.
Quando morava em Curitiba eu assinava um pacote de internet mais telefone passei por todas as dificuldades que todos enfrentam na hora de cancelar o serviço.
Assim, preparei um passo-a-passo para evitar que outras pessoas passem pelas mesmas dificuldades na hora de cancelar pacotes da NET:

1) Não ligue para o 0800. Eu liguei seis vezes. Em todas elas as ligações demoraram quase uma hora, com atendente me passando para atendente. Em todas eu, teoricamente, conseguia o cancelamento do serviço. Pedia inclusive que me enviassem por e-mail o número de protocolo. Quando ligava de novo, descobria que não havia nenhum registro de pedido de cancelamento.

2) Não se preocupe com número de protocolo. Mesmo quando mandam por e-mail, são apenas números, não dizem nada - até porque o e-mail não traz o assunto ao qual aquele protocolo se refere. Em um processo pode-se descobrir, por exemplo, que aquele número de protocolo se refere a uma gravação vazia. Número de protocolo de ligação não tem nenhum valor legal.

3) Leve o equipamento diretamente na loja. Eles agendaram dia para pegar equipamento e simplesmente não apareceram. Quando meu filho foi levar o equipamento na loja, descobriu que não havia nenhum registro de pedido de cancelamento (apesar das minhas seis ligações).

4) Exija na loja comprovante de entrega do equipamento e de cancelamento do serviço.

5) Se a conta estiver no débito automático, procure o banco para cancelar o débito automático. Mesmo depois de entregue o equipamento e cancelado o serviço, eles provavelmente ainda vão cobrar uma ou duas mensalidades. Eles fazem isso por uma razão muito simples: se o consumidor entrar na justiça, o máximo que irá conseguir será seu dinheiro de volta em dobro. O máximo. E quem vai contratar um advogado e ter todo stress de um processo judicial para receber 300 reais de uma cobrança indevida? Se o débito automático for cancelado e a NET colocar o nome do consumidor no SPC- Serasa, fica caracterizado o dano moral. Aí sim vale a pena um processo, pois os valores altos de indenização por inclusão indevida no SPC-Serasa compensam o processo.