segunda-feira, julho 29, 2013

Conservadores e progessistas

Há uma famosa charge do cartunista norte-americano Gary Larson na qual dois homens das cavernas observam jovens passando com arco e flecha e comentam, inconformados: "Olhe só para isso! Bons tempos aqueles em que os homens carregavam um tacape e tinham o cérebro do tamanho de uma castanha". A charge representa bem o embate entre conservadores e progressistas, que existe desde que o mundo é mundo. 

Progressistas são aquelas pessoas, geralmente jovens, inconformadas com as maneira como as coisas são e que querem realizar mudanças, fazer coisas diferentes, de maneira diferente e, no rastro, mudar o mundo. Leia mais

sábado, julho 27, 2013

Em discurso a líderes civis, Papa pede diálogo e cita reabilitação da política

Durante encontro com representantes da sociedade civil no Theatro Municipal, neste sábado (27), Papa Francisco pediu que houvesse um "diálogo construtivo" para enfrentar as dificuldades do presente. "Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade." Leia mais

Índia declara os golfinhos como pessoas não humanas



Um grande passo foi dado em relação ao reconhecimento dos golfinhos como inteligências não humanas. Agora, na Índia, além de os golfinhos serem protegidos por lei, eles não poderão mais serem mantidos em cativeiro.

O ministro hindu do meio ambiente e das florestas, baniu todos os shows de golfinhos em seu território argumentando serem moralmente inaceitáveis, já que golfinhos são pessoas não humanas. Leia mais

Dr. Estranho


Em 1963, Stan Lee resolveu dar uma mexida na revista Strange Tales. O gibi sempre trazia duas ou três histórias de aventura ou fantasia em cada edição, mas não tinha personagens fixos. Com o sucesso da revista do Quarteto Fantástico, o roteirista e editor deduziu que poderia aumentar as vendas de Strange Tales publicando histórias solo do Tocha Humana. Deu certo e as vendas foram um sucesso. Se um herói funcionava, talvez dois funcionasse mais ainda. Foi assim que surgiu o Dr. Estranho, o herói místico da Marvel que se tornou símbolo da geração hippie. 
Lee se baseou nas lembranças de infância, quando ouvia no rádio o programa Chandu, o mágico. Ele ficava eletrizado quando uma voz portentosa anunciava: “Channnnndu, o mágico!” e um gongo soava. Lee decidiu que seu novo personagem teria aquela aura de mistério. O nome do personagem foi tirado do título da revista em que ele iria estrear. Para desenhar, Lee chamou Steve Ditko (o co-criador do popular Homem-Aranha) , um mestre da narrativa visual, que se adequava muito bem ao clima mágico da série.

Uma das características interessantes do personagem é que Stan Lee criou vários encantamentos, dando-lhe aquele ar portentoso que tanto admirava em Chandu. Assim, ao invés de simplesmente dizer: “Homem-aranha, desapareça!”, ele dizia algo como “Demônios da escuridão, deuses do alvorecer, pelas chamas de Faltine, façam o Aranha desaparecer”. Os nomes estranhos, como Dormannu e olho de Agamoto ajudaram a compor a mitologia do personagem com muita propriedade.
Doutor Estranho era Stephen Strange, um cirurgião genial, mas arrogante e egoísta, que fica impedido de operar após um acidente de carro. Procurando uma cura, ele vai até a Índia, atrás do Ancião, o Mago Supremo. Lá ele descobre que o discípulo Mordo quer matar o mestre, mas como este lhe impôs um encanto de silêncio, ele aprende as artes mágicas para conseguir quebrar o encanto, tornando-se um mago.
O primeiro grande festival hippie aconteceu em 1965, em São Francisco com o titulo de “A Tribute to Dr. Strange”, a repercussão na época foi enorme o que levou Stan Lee a dar entrevista para várias emissoras de TV (Nada mal para um cara que pensou varias vezes em largar a profissão e tinha vergonha de dizer que escrevia quadrinhos).
A  possível explicação para o sucesso do personagem dentro da contracultura está ligado diretamente a seus enredos recheados de temas esotéricos e filosofia oriental. Esse público se tornou ainda mais fiel quando o personagem começou a ser escrito pro Steve Englehart e desenhado por Frank Brunner, na década de 1970. Os roteiros se tornaram surreais, com o personagem atravessando dimensões e até mesmo entrando na mente de seu mestre.  A arte de  Brunner se encaixava perfeitamente nesse tipo de narrativa ao abusar de perspectivas distorcidas lembrando viagens psicodélicas e com o grafismo muito próximo das revistas underground como a Zap comics de Robert Crumb.
Embora não tenha sido o primeiro místico a ser criado nos quadrinhos, o Doutor Estranho se tornou um dos magos mais queridos e de maior sucesso justamente por quebrar com as regras desse tipo de HQ com suas estórias que usavam e abusavam de conceitos esotéricos de magos como Aleister Crowley e Blavatsky muito distante dos “Abakadrabas” que permeavam esse estilo ate então.

(Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes)

sexta-feira, julho 26, 2013

Pai de família de dia e artista de rua à noite, Herr Nillsson transforma princesas em bandidas

Estefani Medeiros
Do UOL, em São Paulo


De dia, o sueco de codinome Herr Nillsson é um homem de rotina comum, com trabalho fixo, filhos para cuidar e preocupações de pai. À noite, ele sai as ruas para fazer arte de rua com estêncil e criticar a forma como as princesas não são um bom exemplo para sua filha. "No geral, sou um pai trabalhando duro e tentando sustentar minha família o melhor que posso. Sou um sueco típico de escritório e poucas pessoas sabem sobre a minha relação com arte de rua. Às vezes me vejo como Batman, mas infelizmente não sou tão rico quanto Bruce Wayne", comenta em entrevista ao UOL.  Leia mais

Terceiro número de Ditadura No Ar foca no movimento estudantil


Chega às comic shops Ditadura No Ar #3 - “Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua”, penúltima

parte da minissérie em quadrinhos escrita por Raphael Fernandes (MAD, Ida e Volta,

Imaginários em Quadrinhos, Apagão) e com desenhos de Rafael “Abel” Vasconcellos

(Coleção Shakespeare – Macbeth, A3, Cecille Veronika, Almanaque Gótico).

Ditadura No Ar é uma HQ nacional ambientada em um dos períodos mais conturbados da

história brasileira: a Ditadura Militar. A trama mostra as investigações do repórter fotográfico

Félix Panta para encontrar sua namorada Nina, uma estudante comunista que foi presa pelo

DEOPS durante um protesto.

Neste terceiro número, conheceremos melhor Anselma, amiga de Nina, e teremos mais

detalhes sobre o que houve com as meninas no fatídico dia do protesto. Política, amizade,

família e lealdade são alguns dos conflitos abordados na HQ, em uma história que nos faz

refletir até aonde podemos ir por aquilo que acreditamos.

Com as duas primeiras edições esgotadas e a caminho da reimpressão, “Ditadura no Ar”,

rendeu a Raphael Fernandes o prêmio de Roteirista Novo Talento no Troféu HQMix de

2013, considerado o Oscar do quadrinho nacional. O desenhista Abel foi indicado como

Desenhista Novo Talento e a obra foi indicada na categoria Publicação Independente.

Em 3 de agosto, os autores estarão presentes em uma tarde de autógrafos na livraria

especializada Comix Book Store (Al. Jaú, 1998, São Paulo – SP. Próximo ao metrô

Consolação). O evento vai ocorrer das 12h às 16h e depois a dupla vai direto para a entrega do

Troféu HQMix, no Sesc Pompeia.

quinta-feira, julho 25, 2013

Mundo Monstro na Amazon

Já está disponível na Amazon o ebook Mundo Monstro. O livro de fantasia conta a história de uma cidade em que humanos e monstros convivem normalmente, mas esse equilíbrio é abalado por um assassinato. O livro tem capa do meu amigo Antonio Eder. Aliás, todos os meus livros estão em promoção de lançamento. Para saber mais, clique aqui.

Falcão - a besteira é a base da sabedoria

Falcão foi o protagonista do quadro Música Pop, no programa Rádio Pop desta quarta. Para quem não conhece, esse cantor cearense faz músicas bregas misturadas com muito humor e um inglês tosco cheio de trocadilhos.
Só o nome de seus discos já valem a pena:

Bonito, Lindo e Joiado (1992)
O Dinheiro não É Tudo, mas É 100% (1994)
A Besteira É a Base da Sabedoria (1995)
A Um Passo da MPB (1996)
Quanto Pior, Melhor (1997)
500 Anos de Chifre (1999)
Do Penico à Bomba Atômica (2000)
Maxximum: Falcão (coletânea, 2005)
What Porra Is This? (2006)
Coloco abaixo vídeos com algumas músicas.




Dia do escritor na praça

Foto de Jhenni Quaresma
O Dia do Escritor foi comemorado nesta quinta-feira, 25 de julho, com uma ação cultural coordenada pelo “Poesia da Boca da Noite”, movimento local nascido da necessidade de compartilhar versos pela cidade e descobrir novos poetas.

A data comemorativa foi criada em 1960 após a realização do primeiro Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores, uma justa homenagem a todos aqueles que receberam o dom de transcrever em palavras, relatos, histórias, fantasias, sentimentos e vivências.

A programação começou às 8h com o café da manhã entre os participantes que realizaram rodas de conversas e leituras infinitas sob o verde da Praça Veiga Cabral colorida por poemas, e centenas dobraduras feitas cuidadosamente para dar um toque poético ao ambiente. 

Além das declamações e intervenções poéticas, pontos fortes dos integrantes do Movimento “Poesia Boca da Noite”, a ação cultural teve a participação do Grupo Eureca (AP) com “A Língua Solta do Palhaço Joca” e da Cia. Circunstância (MG) com “Palhaços à vista”, ambos espetáculos de rua que incentivam a leitura por meio do teatro. 

Ainda como forma de comemorar a data, a biblioteca móvel do Ponto de Leitura Parazinho e a Barca das Letras colocaram cerca de 200 livros ao alcance de quem passou pelo local do evento. 

Além da participação popular, o evento teve o apoio da Prefeitura Municipal de Macapá por meio de sua Fundação Municipal de Cultura (FUMCULT) que vê neste, a importância dos movimentos culturais como mola propulsora do acesso aos bens culturais. De acordo com Márcia Corrêa, Presidenta da FUMCULT, programações culturais como esta serão incluídas no planejamento das ações de ocupação de espaços públicos pela PMM no segundo semestre deste ano.


Paulo Rocha.

AsCom. Fumcult - PMM

Polícia ambiental e a poluição sonora

Amanhã vou ao Ministério Público ajuizar uma ação contra a Polícia Ambiental do Amapá. Ontem o vizinho com som alto. Liguei pela primeira vez às 22 horas. 1:30 da manhã aumentaram o som e voltei a ligar. Depois liguei de novo às 2 horas e às 2:30. às 3 da manhã fui ao banheiro e o celular tocou, mas não consegui atender. Quando liguei de volta era a PM Ambiental dizendo que arquivaram a reclamação porque não atendi a ligação.

segunda-feira, julho 22, 2013

O pior comercial de todos os tempos

Esse comercial pode não ser o pior de todos os tempos, mas certamente entra na lista. O humor involutário se junta a atuações péssimas e à tentativa de associar uma sela de cavalo com sexo. Confiram.


Atualização: o amigo Miguel Rude me indicou um comercial ainda mais tosco. Pior é que é metalingístico: uma propaganda que diz para não se acreditar em propaganda. Confiram.

Expulso por traficantes, AfroReggae encerra suas atividades no Complexo do Alemão

A sede do AfroReggae e a pousada da ONG, na Rua Joaquim de Queiroz, na Grota, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, amanheceram fechadas na manhã deste sábado. Normalmente, aos sábados, a sede funciona até as 16h. A ausência de funcionários e integrantes do projeto no imóvel confirmam a informação publicada hoje em reportagem da revista “Veja” de que o AfroReggae teria sido expulso pelo tráfico.
Segundo a publicação, os bandidos chegaram a fazer ameaças à ONG, dizendo que “a desobediência seria punida com a explosão da sede e uma chacina”. Em seu twitter, o coordenador do AfroReggae, José Júnior, disse que daria neste sábado uma “péssima notícia”: “Tenho uma pessima noticia pra dar + q muito me orgulha de não omitir. Já comunicamos as autoridades do nosso estado e país. Post amanhã”. No início da tarde, ele postou o link da reportagem e acrescentou a frase “Não dá pra deixar assassinarem inocentes”.
De acordo com a revista, o motivo da expulsão tem nome, sobrenome e título religioso: pastor Marcos Pereira, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso desde o início de maio sob a acusação de estuprar fiéis.
Ele seria ligado a Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. Duas irmãs do traficante frequentam a igreja de Marcos. Leia mais


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/expulso-por-traficantes-afroreggae-encerra-suas-atividades-no-complexo-do-alemao-9110306.html#ixzz2Zlkd5K3s

terça-feira, julho 16, 2013

Pig Fiction

O desenhista Antonio Eder publicou no Facebook a versão finalizada de uma das páginas de Pig Fiction, história com roteiro meu e desenho dele que será publicada no álbum Clássicos revisitados, que reúne HQs que recontam histórias clássicas, misturando-as com a máfia. Pig Fiction surgiu quando o Antonio me convidou para recontarmos a história dos três porquinhos. Eu sugeri que fizéssemos uma referência a uma famosa cena de Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. O resultado tem agradado todo mundo que viu.
As outras histórias do álbum são: Fausto Mafioso - Leonardo Melo e Erick Carjes; Oz - Leonardo Melo e André Caliman;Johnny & Mary - Leonardo Santana e Marcus Rosado e João e a Spirit - Alex Mir e Alex Genaro.


Do fundo do baú: Vigilante Rodoviário


O vigilante rodoviário foi o primeiro herói brasileiro da TV. Criado pelo cineasta Ary Fernandes, foi exibido pela primeira vez em 1962 pela TV Tupy. Passava logo após o jornal Repórter Esso e patrocinado pela Nestlé.
Foi o primeiro seriado filmado em película de cinema no Brasil.
No total foram 38 episódios, nos quais os personagens Inspetor Carlos, interpretado por Carlos Miranda, e seu cão Lobo, lutavam contra o crime, à bordo de uma motocicleta Harley-Davidson.
No ano de 2008, Ary Fernandes e o Canal Brasi, selaram parceria para reexibir o seriado. Dos 38 episódios originais, 1 foi totalmente deteriorado (perdido) e os outros 2 tiveram problemas e não puderam ser remasterizados. Para esta nova temporada, um total de 35 episódios foram relançados a partir de março de 2009 pelo Canal Brasil. A série se encerrou no Canal Brasil em novembro de 2011.

O Eternauta II será lançado no Brasil

A Martins Fontes, através do Selo Martins, está lançando O Eternauta II, a segunda parte da obra criada por Héctor G. Oesterheld, escrita e desenhada por Francisco Solano López
 
Grande clássico argentino de ficção científica e aventura, Oesterheld e Solano López reinventam o mito de Robinson Crusoé e criam um universo que nunca poderá ser esquecido. A cidade, devastada. Os poucos sobreviventes, isolados e subjugados. A invasão alienígena dos ELES havia triunfado. Triunfado?  Leia mais

Ps: Essa é uma das melhores histórias em quadrinhos que já li. Recomendadíssimo. 

segunda-feira, julho 15, 2013

A biblioteca dos livros que nunca foram escritos

Seja por diversão, como um exercício criativo ou como uma maneira de provocar autores e leitores, é fato que alguns escritores citaram contos, romances e outras obras de autores que nunca chegaram a existir. Alguns desses livros foram apenas citados, outros ocupam um lugar central em uma obra, causando até curiosidade nos leitores. Leia mais

3 lições de carreira que você pode aprender com Stephen King

Stephen King é um dos grandes nomes da literatura do século 20. Seus livros foram tão aclamados que alguns deles, como O Iluminado, ganharam as telas do cinema. A carreira de King é o exemplo perfeito de escritor bem-sucedido, por isso o autor pode ensinar lições valiosas sobre como lidar com a sua carreira. Leia mais

Site Literatura fantástica

Essa é para os fãs de ficção científica e fantasia: já está on-line o site Literatura Fantástica, do escritor Ademir Pascale e da editora Navras. São notícias, entrevistas e colunas. Vale a pena conferir. Para conhecer, clique aqui.

domingo, julho 14, 2013

Superman - o homem de aço

Assistimos Superman, o homem de aço, filme de Zack Snyder, com roteiro de David Goyer.
O filme reconta a origem do homem de aço, com ênfase em Kripto, algo que foi pouco mostrado em outras versões do personagem para o cinema. Depois pula para Clark adulto e o restante vai sendo contado através dos flash backs, que, aliás, são os melhores momentos de toda a película, dando ao personagem uma profundidade que ele jamais havia tido na tela grande.
Snyder mostra que nasceu para dirigir filmes baseados em quadrinhos. Sua atuação já havia sido ótima em Watchmen e 300, nos quais ele criou o slow motion que se tornou característico de seu estilo. Em Superman, ele parece se segurar e não usa o recurso, mas mesmo assim acaba imprimindo uma marca própria nos efeitos especiais. As cenas em que o heroi flutua são impressionantes, com destaque para aquela em que ele se entrega para os militares, ou para aquela em que ele se aproxima do general Zod, no final. O efeito dá um ar de divindade para o personagem e lembra muito Miracleman, de Alan Moore.
O aspecto negativo: ação em excesso. O corte poderia ter  tirado pelo menos 15 minutos de ação sem perda nenhuma. O excesso acaba se refletindo em algo que muitos têm notado: Metrópoles fica destruída.  Além disso, o roteiro de Goyer é muito denso e realista, o que funcionou muito bem com o Batman, mas não se encaixa muito bem para o Homem de aço.
Atenção: spoiler abaixo, leia por conta e risco. 
Tanto que quando finalmente vemos Clark no Planeta Diário, a cena destoa do resto, parecendo mais uma piada interna do que algo que faça parte do filme. Faltou uma piscadela do personagem, o que criaria uma clumplicidade do personagem com o expectador e faria uma referência direta à famosa HQ de Alan Moore, "O que aconteceu ao homem de aço?". Mas piadas não têm lugar na película. Nesse sentido, o filme dos Vingadores parece muito mais quadrinhos, parece muito mais autêntico.
Outro ponto que destoa da abordagem realista: do nada, Clark decide virar jornalista e, sem diploma ou mesmo experiência, consegue logo um emprego no principal jornal de Metrópolis.
Como o filme está fazendo muito sucesso, essa deve ser a linha seguida pela DC: filmes densos e pesados, em oposição à Marvel, com seus filmes leves e divertidos.


quinta-feira, julho 11, 2013

Lançamentos de ábuns de quadrinhos em Natal

Brummmm!!
Autor: Brum


BRUMMMMM!!! são tiras autobiográficas (com os devidos exageros)que narram o dia-a-dia do autor, Brum. Superpoderes? Nenhum. Só a teimosia de não desistir nunca de tentar viver de
desenhos, sem ter nenhum pistolão, num país que não valoriza o artista.
As tiras narram o cotidiano do autor, seja na mesa de desenhoou na mesa do bar, contando com participações especiais dos seus amigos e parentes, umas verdadeiras fi guras. O livro é o
primeiro de uma série anual que pretende publicar as tiras do BRUMMMMM!!!, sempre apresentando uma temática diferente.
Neste primeiro, por exemplo, o seu lado nerd foi mais exaltado. Criadas há 10 anos, as tiras chegaram a ser publicadas diariamenteno O Jornal de Hoje (RN) e em diversos sites, inclusive
em espanhol.

O guarda-vidas


Autores: Milena Azevedo e Brum
O Guarda-vidas é uma HQ de “narrativa visual” - quadrinho em que as imagens narram a história
sem necessidade de texto - que tece uma crítica ao crescente individualismo presente em
boa parte das aglomerações urbanas contemporâneas.
Uma das referências para a produção de O Guarda-vidas foram os “romances sem palavras”,
também conhecidos como pictorial narratives, produzidos entre as décadas de 1910 e
1930, na Europa e nos Estados Unidos.
Os romances sem palavras eram compostos de um quadro por página, trazendo uma trama autoconclusivae focada na crítica social, aproximando- se da narrativa do cinema mudo.
O responsável pela ponte entre os romancessem palavras e os quadrinhos foi Milt Gross,
com sua paródia aos trabalhos de Lynd Ward, chamada He done her wrong.
O Guarda-vidas marca a estreia da série MBP Pocketinho, que trará anualmente duas edições
em formato pocket, com histórias fechadas que abordam temáticas sociais.

SERVIÇO
Lançamento de O Guarda-vidas e BRUMMMMM!!! - não quero sou nerd
QUANDO: 11 de julho
HORÁRIO: a partir das 18:30 horas
ONDE: Praia Shopping (em frente às lojas Americanas) - Av. Eng. Roberto Freire, 8790 - Ponta Negra  Natal

Grupo colombiano traz à Macapá espetáculo premiado pela Funarte “Odissi, no Caminho das Águas”

O Grupo Locômbia Teatro de Andanzas apresenta em Macapá o Recital de Dança Clássica Indiana “Odissi, no Caminho das Águas”, Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klaus Vianna 2012. O espetáculo ocorre na sexta-feira, 12, no Teatro Porão do Sesc Araxá, às 20h, com entrada gratuita. No sábado, 13, acontece a oficina de Dança Clássica Indiana, no valor de R$ 10,00, na sala de dança do Sesi. Em Macapá, a produção é de Graham Cia. de Dança.

O espetáculo será apresentado por quatro cidades da Região Norte do país: Manaus, Santarém, Belém e Macapá, no período de 8 a 22 de Julho. O projeto visa articular uma rede de intercambio entre povos das cidades ribeirinhas amazônicas, através da linguagem universal da dança. No ano 1995 os integrantes se estabeleceram na Índia em busca de novas fontes nas Artes Cênicas. Aprenderam a dança e a música na prestigiosa escola Orissa Dance Academy, localizada em Bhubaneswar, Orissa.

O Recital Indiano

A Dança Odissi é originária da região de Orissa, situada ao nordeste da Índia. Faz parte do Culto ao Deus negro Jagannath, sendo uma representação de Vishnu, Deus que preserva. As bailarinas do Templo, chamadas de "Maharis" ou "Devadasis", eram jovens que consagravam suas vidas ao Deus e ao rito cerimonial, sendo treinadas pelo Guru ou Mestre do templo na tradição sagrada de contar histórias da Mitologia Hindu através da expressão corporal e um rico vocabulário de gestos.

Odissi tem um caráter espiritual e estético, relembrando a simbologia da Yoga e a Meditação em que se busca a união entre a mente e o corpo para liberar o espírito. A característica principal da dança é o Tribangui, correspondente a três dobras do corpo (na cabeça, no tronco e nos joelhos), formando sempre um triângulo com o corpo do bailarino, relembrando a linha sinuosa da estatuária em pedra dos templos hinduístas. Combina-se a expressão dramática com uma refinada e sensual estilização de movimentos corporais suaves e fortes, busca despertar emoções no espectador.

A Música e a Dança estão intimamente ligadas de tal maneira que a percussão feita pelo Mardala (tambor melódico próprio da dança) acompanha cada um dos movimentos da Dançarina, marcando o ritmo. Na apresentação, o grupo faz um ritual de oferecimento, conservando as tradições da região de Orissa. São mostradas cinco danças do repertório clássico, algumas delas executadas com música gravada original e outras acompanhadas do tambor ao vivo.

SERVIÇO

Recital de Dança Clássica Indiana - intimista e encantador

Dia: 12 de julho de 2013
Local: Teatro Porão do SESC
Horário: 20h
Entrada Franca
Produção: Graham Cia de Dança
Contatos: 9129-4090/ 8121-5253

Oficina de Dança Clássica Indiana

Dia: 13 de julho de 2013
Local: Sala de Dança do SESI
Horário: 09h às 13h
Investimento: R$ 10,00
Duração: 04 horas.
Público: homens e mulheres com alguma experiência em trabalho físico.



Assessoria de Imprensa – Rita Torrinha


quarta-feira, julho 10, 2013

Space opera à venda na Amazon

O meu ebook Paralella Mundi já está à venda no site da Amazon. Trata-se de uma space opera, gênero da ficção científica em que a ação é mais importante que o rigor científico (a exemplo de Jornada nas Estrelas, Guerra nas Estrelas, Perry Rhodan e Flash Gordon) e com histórias que normalmente duram vários episódios ou livros.
Confira abaixo a sinopse:
" Um mundo dividido entre duas raças em uma guerra eterna tem seu equilíbrio abalado pela chegada de uma nave espacial e sua tecnologia. O homem que caiu do céu pode mudar toda a história do mundo nessa space opera cheia de reviravoltas". 
Para comprar, clique aqui.

terça-feira, julho 09, 2013

Sem saber, inglês usa quadrinhos de quase US$ 30 mil para fazer escultura

Ao reunir revistas em quadrinhos antigas para produzir uma escultura em papel machê, o britânico Andrew Vickers não imaginou que estaria destruindo o equivalente a quase US$ 30 mil dólares em edições raras. Pelo menos seis revistas foram usadas, sendo a mais cara um exemplar do primeiro número de “Os vingadores”, da Marvel, cujo valor foi estimado em mais de US$ 15 mil.

 O artista de Sheffield só descobriu o estrago quando sua obra, chamada “Paperboy”, foi vista por Steve Eyre, um colecionador que possui uma loja especializada chamada World of Superheroes. Curioso com as imagens de quadrinhos na escultura, ele parou para prestar atenção e viu as raridades, que Vickers diz ter encontrado no lixo. Leia mais

quinta-feira, julho 04, 2013

Do fundo do baú - He-man


O desenho animado He-man é um filho bastardo do Conan. No início dos anos 1980, a Mattel comprou os direitos para fazer os bonecos do cimério, mas considerou que o filme era muito adulto. Assim, criou a série Mestres do Universo e encomendou para a Filmation uma série de desenhos animados para ajudar a alavancar as vendas. Em 1983 foi lançada a série He-man e os mestres do universo tornando-se um enorme sucesso. Foram duas temporadas de 65  episódios cada. Além disso, ainda surgiu uma série irmã, She-ha, a princesa do poder, com 93 episódios.
A Filmation usou a técnica da rotoscopia, em que os desenhos eram feitos em cima de filmagens de atores. O estúdio já havia usado essa técnica em Tarzan e Flash Gordon e costumava repetir os movimentos. Tarzan, Flash Gordon e He-man corriam da mesma maneira.
No Brasil He-man foi uma febre. Surgiu até um álbum de figurinhas que esgotava rapidamente nas bancas.
Uma das curiosidades do seriado são os conselhos de He-man dados ao final de cada episódio, que acabaram de transformando memes na web.

terça-feira, julho 02, 2013

Antologia A revolução das máquinas

O escritor Ademir Pascale e a editora Navras estão lançando uma chamada de contos para a antologia A revolução das máquinas. Os textos deverão ter até 15 mil caracteres e deverão ser enviados até o dia 05 de outubro. A antologia será publicada na forma de e-book gratuito e não há taxa de inscrição. Para maiores informações, clique aqui.

Antologia Vírus Z

Acabo de saber que fui selecionado para mais uma antologia: vírus Z, da editora Crescente. A antologia, como o próprio nome sugere, é voltada para histórias de zumbis. Clique aqui para ver a relação completa de selecionados.