domingo, maio 31, 2009

Deu a louca na publicidade



Esta deveria ter ido direto para o Desencannes, mas apresentaram ao cliente, e, pior, o cliente aprovou!

Audiência pública sobre Direitos Humanos

Estive ontem na Casa Brasil em uma Audiência Pública da Câmara de Vereadores de Santana falando sobre Direitos Humanos e Comunicação. O tema foi proposto pela vereadora Roseli Matos (DEM) presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara de Santana.
Além de mim, tivemos o pró-reitor da Unifap, Steve Wanderson, falando sobre Educação Superior e Direitos e Ivanci Magno, Secretário de Educação do município, falando sobre Educação Básica e Direitos Humanos.
O evento foi muito interessante pelos temas dicutidos (eu falei sobre direito à informação, mas no debate, surgiu o tópico cyberbulling) e pelas pessoas que compareceram. Na mesa, sentei ao lado da secretária especial de políticas para a mulher, Esther de Paula e me impressionei tanto com a sua inteligência, quanto com a paixão pela sua área de atuação.
A Câmara dos vereadores e, em especial a vereadora Roseli, estão de parabéns.

Curso de cosplay no SESC Araxá


O Sesc Amapá em parceria com o grupo Marogoloro realizará o projeto Amapanime no centro de atividades Araxá. Este ano a programação contará com a presença vip de Thaís Yuki e Marcelo Vingaard que estarão ministrando cursos e palestras durante o evento. Roteiro da Programação de Thaís e Marcelo

No dia 04 curso Modelagem e Construção de Acessório para cosplay aliado a palestra de Interpretação para apresentação. Horário das 8h às 12h e 18h às 22h. Valor R$ 15,00 para estudante e comerciário e R$ 30,00 para usuário

Dia 05 curso Prática de Maquiagem aliada à palestra de Planejamento e Desenvolvimento de apresentação de Cosplay. Horário das 8h às 12h e 17h às 21h. Valor R$ 15,00 para estudante e comerciário e R$ 30,00 para usuário

O objetivo das oficinas é proporcionar o aprimoramento da qualidade dos cosplayers e dar suporte para os iniciantes que queiram participar de concursos de cosplay.

O evento acontecerá nos dias 06 e 07, sábado a partir das 12h e domingo com inicio às 10h. Entrada 2kg de alimento não perecível.


Thaís Jussim e Marcelo Fernandes, mais conhecidos como Yuki e Vingaard, fazem cosplays juntos desde o ano 2000. Conheceram-se em eventos de cultura japonesa e desde então praticam o hobby de fazer cosplayers, tendo vencido diversos concursos pelo Brasil e se tornando os cosplayers mais conhecidos do país e até mesmo internacionalmente. Yuki inclusive já contabiliza mais de 60 cosplays realizados em seu currículo. No ano de 2007, com os cosplays do anime InuYasha, o casal venceu a etapa brasileira do WCS que os levou a representar o Brasil no maior concurso de cosplays do mundo, o World Cosplay Summit, realizado todos os anos na cidade de Nagoya, no Japão.
Leia, no blog O Planeta é nosso, ótimo texto sobre Jornada nas estrelas. Vale conferir.

Serra explicando a gripe suína



Tinha que ser o Chaves...

sexta-feira, maio 29, 2009

Música do dia

A maçã
(Raul Seixas / Paulo Coelho)

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar...
Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais...
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar...
Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais...
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade


Eu sempre achei essa música muito bonita, mas sempre fiquei também muito intrigado com a parte fina da estrofe: "O ciúme é só vaidade". Sempre achei que foi uma palavra escolhida apenas para rimar com liberdade.
Há alguns dias, ouvindo essa música, cheguei à conclusão de que é isso mesmo: ciúme é só vaidade.
Isso significa que o ciúme não tem nada a ver com o objeto de ciúmes ou mesmo com amor, mas tem tudo a ver com quem sente ciúmes, pois trata-se de um medo de ser mal-visto socialmente. O ciumento não tem medo de perder o parceiro, tanto que muitas pessoas matam por ciúmes. É a "legítima defesa da honra", que já chegou a ser aceita como argumento nos tribunais brasileiros (vale lembrar, como disse Rosiska Darcy de Oliveira, que 'As pessoas são honradas justamente por não roubar e não matar ninguém', de modo que o argumento deveria se chamar legítima defesa da vaidade). O pior é que o ciúme ainda é visto, por algumas pessoas, como prova de amor.
Muitos outros artistas já trabalham a mesma idéia do ciúmes como vaidade. Shakespeare, em Otelo e Cláudio Seto em A Flor Maldita são ótimos exemplos. Mas, provavelmente, nenhum outro artista foi tão explícito nessa relação entre ciúmes e vaidade quanto Raul Seixas.

quarta-feira, maio 27, 2009

Dica para estudantes de Direito


Já está nas bancas de Macapá a revista Visão Jurídica 36 com um artigo meu e do professor Paulo Mendes sobre tributação ambiental. Boa dica para estudantes da área.

terça-feira, maio 26, 2009

Nerd?

Tudo bem, eu gosto de quadrinhos, de seriados, de ficção-científica, de terror, de desenho animado... mas nunca consegui me encaixar nesse estereótipo que fazem do nerd. Por isso não comemorei o dia do orgulho nerd (ô nomezinho!), só fiz uma referência irônica (pois é, Kiara, eu concordo com você). Pois encontrei um texto do André Forastiere sobre o assunto que diz exatamente tudo que eu queria dizer.
Forastiere é o ex-dono da Conrad, antes Acme, e foi o criador da revista Herói. Um ótimo cara. Uma vez nos encontramos no HQ Mix e conversamos bastante. Na época ele chegou até a me convidar a colaborar com a Herói, mas na era pré-internet isso se tornou inviável para mim que não morava em Sampa.
Na verdade, eu já era fã do Forastiere desde os tempos da Folha de São Paulo e da revista SET. Quando comecei a escrever textos jornalísticos, ele e o Marcel Plasse eram as minhas principais referências. Dê uma lida no texto sobre os nerds e aproveite para ler todo o blog. Vale a pena.

História dos quadrinhos

X-men: os filhos do átomo

No final dos anos 1970, uma série de quadrinhos mudou o mercado de super-heróis e, posteriormente, iria mudar a forma como Hollywood via os gibis. Trata-se de X-men.
Esse grupo de heróis foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1963 como uma espécie de Quarteto Fantástico adolescente, mas nunca fez muito sucesso. O gibi sempre foi deixado de lado e vivia constantemente de republicações. No início dos anos 1970, o revolucionário desenhista Neal Adams foi contratato pela Marvel para revitalizar os personagens numa série escrita por Roy Thomas. O novo gibi era bom e chegou a fazer algum sucesso, mas os executivos da Marvel não tiveram paciência de esperar e acabaram remanejando os autores para outros personagens.
Assim, os X-men ficaram à deriva, vivendo de republicações ou participações especiais em outras séries até 1975. Nessa época, a empresa dona da Marvel tinha também uma organização que licensiava quadrinhos para diversos países e surgiu a idéia de criar uma série que reunisse heróis dos países em que gibis Marvel eram mais populares. Roy Thomas sugeriu remodelar os X-men, com membros de várias etnias. Para isso, ele chamou o roteirista Len Wein e o desenhista Dave Cockrum, famoso pela facilidade de criar uniformes de personagens.
A idéia original não foi seguida à risca e a nova equipe veio com um herói russo (Colossus), uma africana (Tempestade), um índio apache (Pássaro Trovejante), um alemão (Noturno), um japonês (Solaris), um, escocês (Banshee). Um personagem canadense, que havia sido criado como coadjuvante nas histórias do Hulk, chamado Wolverine, foi reaproveitado na nova série, assim como dois personagens da série clássica: Cíclope e a Garota Marvel.
No livro A era de bronze dos super-heróis, Roberto Guedes conta que a criação do grupo partiu de um caderno de Cockrun, no qual ele desenhara várias idéias para uniformes de personagens. Ele e o roteirista misturaram uniformes, poderes, e chegaram a um grupo coeso.
A nova equipe estreou numa história em que eles eram chamados pelo professor Xavier para salvar o mundo de Krakoa, a ilha viva. Essa história fez tanto sucesso que a Marvel resolveu ressuscitar a revista. Mas Len Wein estava ocupado demais com outras séries, e passou a bola para seu assistente, Chris Claremont. Claremont tinha uma facilidade muito grande de trabalhar histórias com grupos grandes e acabou se apaixonando pelos X-men. Tanto que escreveu a revista dos mutantes durante 17 anos, sendo chamado de ¨O senhor X¨.
Com a nova equipe criativa, a revista foi ganhando popularidade, mas estava longe de figurar na relação das mais vendidas. Além disso, havia um problema: embora a revista tivesse apenas 17 páginas (o menor número de páginas que um gibi de super-heróis já teve), Cockrun não conseguia dar conta do serviço. Assim, foi chamado um outro artista, fã da série original, que já havia trabalhado com Claremont na série Punhos de Ferro: John Byrne.
Curiosamente, logo no início o traço de Byrne não agradou, tanto que os editores ainda colocaram Cockrun para fazer as capas. Mas logo ele se tornaria o preferido entre os fãs. Byrne, além de ótimo desenhista, era muito rápido e ajudava nos roteiros, colocando mais ação nas tramas e evitando a tendência de Claremont de transformar a série numa novela de diálogos intermináveis. Para fazer a arte-final foi chamado Terry Austin, dono de um traço muito detalhista, que ressaltava as melhores qualidades do desenho de Byrne. Estava formada a tríade que transformaria os X-men não só na revista mais vendida do mercado norte-americano, mas também numa das franquias mais bem sucedidas da indústria do entretenimento, com vários gibis e filmes.
Uma das primeiras mudanças provocadas pela entrada de Byrne na equipe foi a valorização do personagem canadense Wolverine. Como o desenhista também é canadense, ele acabou dando mais ênfase a ele. Na época, o baixinho era tão inexpressivo que a maioria dos leitores nem reparava nele. Com o tempo ele se tornaria o personagem mais popular da equipe.
Byrne chegou no final de uma saga em que a personagem Fênix praticamente salvava o universo sozinha. Essa aventura mostrava a personagem com tantos poderes que parecia impossível continuar fazendo histórias com ela. A solução encontrada durante algum tempo foi simplesmente afastá-la da equipe.
Logo na aventura seguinte, Byrne fez questão de colocar seu conterrâneo em evidência. Nessa história, o governo do Canadá enviava um super-herói local para levar Wolverine de volta para casa. A história chamou a atenção dos leitores para o passado nebuloso do baixinho. Esse seria um dos fatores de sua popularidade: a cada edição os leitores descobriam mais um detalhe sobre o passado desse personagem.
Os X-men viveram uma série de aventuras ao redor do mundo, passando pela Terra Selvagem, Japão e Canadá, para então voltar aos EUA. Aos poucos, os leitores foram percebendo que havia um novo padrão de qualidade sendo estabelecido ali, mas a série só se tornaria um sucesso mesmo com a saga de Protheus.

O xadrez dos smurfs


Em homenagem a ontem, que foi o dia Nerd.

segunda-feira, maio 25, 2009

As flores do jambeiro

Os jambeiros estão soltando flores, que colorem de rosa a cidade. No detalhe o jambeiro do quintal de casa. Para quem não é da região norte, jambo é uma fruta branca, de casca vermelha e sabor adocicado.

A polêmica dos quadrinhos

Gian Danton

Recentemente a história em quadrinhos 10 na área, um na banheira e ninguém no gol (Via Lettera, 2002, 112 págs.) foi alvo de grande polêmica envolvendo a compra da mesma para bibliotecas públicas do Estado de São Paulo. A escolha da obra revela, por si só, um preconceito: 10 na área... foi produzida para um público adulto, mas foi comprada pelo Governo do Estado de São Paulo para ser lido por crianças de oito anos. Quem escolheu a obra partiu da ideia equivocada de que toda HQ é infantil. Leia mais

domingo, maio 24, 2009

Boas idéias vendem

Olha que legal esse vídeo da dupla de publicitários brasileiros Bob Ferraz e Marcelo Melo. É uma campanha dupla. O primeiro objetivo era convencer os anunciantes que valia a pena investir em boas idéias. A segunda era conseguir aumentar as doações recebidas por um mendigo. Conseguiram os dois.

O ódio está no ar


A internet é uma invenção fantástica. Ela permitiu a pessoas em países diferentes se encontrarem e falarem como se estivessem um do lado do outro. Permitiu que o conhecimento fosse compartilhado. Permitiu que amantes se reencontrassem.
Mas a internet também permitiu o surgimento de um novo tipo de crápula: o troll. O troll normalmente é o tipo covarde, incapaz de atacar quem quer que seja no cara-a-cara, mas vira valentão no anonimato da rede. No jargão da internet, troll é um indivíduo que passa o dia deixando comentários ofensivos em comunidades do Orkut, listas de discussão e blogs. Seu prazer está na dor infringida ao outro, na polêmica causada e no fato de se sentir inatingível.
Segundo a Wikipédia, um troll geralmente tem um modus operandi:
1 Jogar a isca e sair correndo: consiste em jogar fogo na lenha, fazendo um comentário polêmico, ofensivo e abandonando a discussão quando percebe que conseguiu seu objetivo: criar inimizades no grupo atacado. Como em muitos casos, eles são expulsos das comunidades e listas, o complexo de vítima é uma forma de sair correndo e, ao mesmo tempo, sentir-se coitadinho.
2 Induzir a baixar o nível: é comum os trolls apelarem para a baixaria e xingamentos. Com isso, ele consegue que pessoas com que pessoas sensatas baixem o nível e se vejam desmoralizadas diante das outras. Os que não apelam para xingamentos são vistos pelos trolls como alguém que não está seguindo as regras do jogo. No caso, as regras do seu jogo.
3 Repetição de falácias: falácias são argumentos que parecem lógicos, mas não o são. Por terem um verniz de falsa lógica, são muito usados por trolls como forma de desestabilizar seus oponentes. Por exemplo: “vi numa entrevista que você elogiou um roteirista de novela. Se você o elogiou é porque assiste novelas. Como novelas são feitas para mulheres, você, evidentemente, é gay!”.
4 Desfile intelectual: um troll tenta mostrar um bom nível intelectual fazendo citações de obras que não conhece ou se instalando em grupos com menor leitura de mundo. Por exemplo, um troll que se acha escritor pode entrar numa comunidade de crianças que escrevem para exibir sua superioridade intelectual. Tanto nesse caso, como em outros, não é um compartilhamento de conhecimentos. É uma exibição intelectual covarde, que tem por objetivo humilhar o oponente.
Até há pouco tempo, eu conhecia apenas o lado positivo da rede. O máximo que havia sofrido eram os ataque de um troll que deixava recados ofensivos em meu blog. Quando ele deixou um recado desejando a morte de minha filha, simplesmente desabilitei a opção comentários (na época, não era permitido bloquear comentários nos provedores de blogs, ou você deixava todo mundo comentar, ou não deixava ninguém). Foi um fato que me assustou, mas ignorei.
Ano passado, fui vítima de um ataque sistemático de um troll muito conhecido (tempos depois, descobri que ele era o mesmo que havia me levado a retirar os comentários de meu blog). Eu estava divulgando uma série em quadrinhos de ficção-científica quando ele lançou a isca com uma crítica. Como me pareceu uma crítica honesta eu respondi. Hoje sei que muitos troll iniciam com uma crítica que “parece honesta”, apenas como uma isca. Como nunca me rebaixei ao seu nível de baixaria e sempre mostrei a falta de fundamentação de seus argumentos (como falar de marketing sem conhecer princípios básicos, como segmentação), ele me elegeu como inimigo.
A partir de então, começou a me perseguir em outras comunidades do Orkut e com comentários em meu blog. A situação se tornou realmente preocupante quando alguém me avisou que esse indivíduo poderia passar dos ataques virtuais para os ataques reais. Nessa época recebi o link de uma página do Orkut no qual o troll pedia a um amigo para tentar descobrir onde eu trabalhava.
Foi quando percebi que a coisa podia, sim tornar-se perigosa. Tirei todas as fotos dos meus filhos do Orkut, deletei qualquer referência mais precisa à minha vida pessoal (endereço, telefone, local de trabalho) e abandonei por um tempo comunidades o Orkut e listas de discussão, além de bloquear comentários por pessoas que não fossem amigos. Continuei com meu blog, mas não liberava nada que parecesse minimamente ofensivo (eu logo descobri que o troll usava mais de um pseudônimo).
Por esse tempo, o site da história em quadrinhos que havia ocasionado tudo foi vítima de ataques de hackers duas vezes no espaço de duas semanas. Na segunda vez, o troll comemorou em seu blog: “Parabéns, rapazes! Vocês fizeram um bom trabalho!”.
A experiência me fez mergulhar na mente insana e sua lógica bizarra. Ele achava, por exemplo, que os ataques pessoais feitos contra mim e outras pessoas (inclusive pessoas mortas recentemente, cujos parentes eram devidamente avisados dos ataques por ele mesmo através de recados no Orkut) iriam ajudar a promover seu livro. Ele acreditava que conseguiria algum tipo de lucro com os ataques.
Os trolls, eu logo descobri, são pessoas fracassadas, que se vingam do mundo ofendendo e difamando. Lendo os recados de seus blog, era possível identificar a maneira totalmente aleatória com a qual ele escolhia suas vítimas. Alguém dizia: “Troll, fala mal de Sicrano”. E ele: “Quem é Sicrano?”. Como resposta, era abastecido de links, biografias, trabalhos, que o ajudariam a colher argumentos para ataques.
Rosana Hermann, do blog Querido Leitor, teve que sair do país por causa de um troll que descobriu onde estudavam suas filhas. Em outra ocasião, ela colocou seu advogado para descobrir quem era. Ao descobrir, ligou para ele. Era uma administrador de empresas desempregado, de 42 anos, que vivia com os pais e passava o dia na internet. Um “clássico covarde na vida real, que se torna o bam-bam-bam atrevido sob o manto do anonimato”, definiu ela numa matéria ao G1


Existem casos de trolls sendo processados e condenados, embora nenhum deles esteja na cadeia, provavelmente por falta de uma legislação específica. Há ONGs especializadas em crimes de internet, como racismo e homofobia, mas a difamação sistemática por enquanto não é objeto de atenção das autoridades, embora já existam casos de trolls processados e condenados. Enquanto a legislação não muda, o ideal é tomar alguns cuidados. Para lidar com um troll, o melhor é ignorá-lo completamente. Não responder a suas ofensas, não publicar seus comentários... um troll só quer palco. Como ele não consegue chamar atenção por si mesmo, tenta fazer isso usando outros. Outra lição: cuidado com o que publique na internet. Não coloque fotos dos filhos, não diga onde eles estudam, não publique seu endereço ou seu telefone... embora a maior parte dos trolls seja inofensivo fora da net, a verdade é que o seguro morreu de velho...

sexta-feira, maio 22, 2009

A resposta dos quadrinhos


Direto do site do Pablo Carraza

O óbvio: quadrinhos não são só para crianças

Texto de autoria de Paulo Ramos e Waldomiro Vergueiro, publico originalmente no Blog dos Quadrinhos:

A frase que intitula esta postagem - o óbvio: quadrinhos não são só para crianças - é o nome do artigo que publico nesta sexta-feira no jornal "Folha de S.Paulo".
O texto foi feito em parceria com Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos, também na USP.
O artigo aborda a polêmica causada nesta semana pelo álbum "Dez na Banheira, Um na Banheira e Ninguém no Gol". A obra, adulta, seria destinada a crianças.
O governo estadual, que selecionou e comprou 1.216 exemplares do livro, reconheceu a falha e recolheu o material.
O artigo foi publicado na seção "Tendências e Debates", espaço nobre da Folha, dedicado a artigos de opinião. Segue o texto, na íntegra.
***
Reportagem desta Folha publicada na última terça-feira (dia19) revelou que uma obra em quadrinhos com palavrões e conotação sexual seria distribuída pelo governo paulista a alunos do terceiro ano do ensino fundamental. Em nota, a administração estadual reconheceu a falha e mandou recolher os 1.216 exemplares adquiridos.
O governador José Serra prometeu punição aos responsáveis e instaurou uma sindicância. Em entrevista ao telejornal "SPTV - 1ª Edição", da TV Globo, classificou o livro em quadrinhos como um "horror", obra de "muito mau gosto".
É preciso olhar criticamente esse noticiário, pois corre o risco de haver generalizações e reprodução de discursos antigos a respeito das histórias em quadrinhos. É o caso da associação delas somente às crianças.
A obra em pauta -"Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol"- não é direcionada ao público infantil. O álbum foi pensado para o leitor adulto, como confirmam o organizador da publicação, o ilustrador Orlando Pedroso, e outros desenhistas do livro.
O governo de São Paulo acerta ao não distribuir a obra a estudantes de nove anos. Nessa idade, o aluno não está preparado para uma leitura nesses moldes. Seria um desserviço pedagógico. Mas parece estar por trás dessa questão um olhar ainda estreito sobre as histórias em quadrinhos, herdado das décadas de 1940 e 1950.
Tal olhar ainda está presente também em parte da imprensa. Reportagem sobre o assunto, exibida na edição noturna do "SPTV", começava com a frase "as histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil". É um discurso que enxerga a linguagem como feita exclusivamente para crianças. É claro que o conteúdo não é infantil: a obra foi direcionada ao leitor adulto. A falha, assumida pelo governo do Estado, foi direcioná-la ao ensino fundamental.
Os quadrinhos, assim como a literatura, o teatro e o cinema, possuem uma diversidade de gêneros. Um deles é o infantil, do qual faz parte a Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. Mas há muitas outras produções, direcionadas a diferentes leitores. Inclusive aos adultos, como provam muitas livrarias e as tiras publicadas neste jornal.
O mesmo discurso tende a ver os quadrinhos de forma infantilizada ou não séria. Essa generalização evidencia desconhecimento sobre as histórias em quadrinhos e sua produção e afastou das escolas, por décadas, essa forma de leitura.
Os primeiros passos para a inclusão "oficial" dos quadrinhos no ensino ocorreram no fim do século passado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, pouco depois, nos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o atual secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, era ministro da Educação e do Desporto. Os parâmetros traziam orientações para as práticas pedagógicas dos ensinos fundamental e médio.
Outra medida que levou as obras em quadrinhos às escolas ocorreu na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir de 2006, publicações em quadrinhos foram incluídas na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), que distribui livros para escolas de todo o país. A prática foi repetida nos anos seguintes e também no edital deste ano.
Em 2008, a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro, revelou que as histórias em quadrinhos encontram forte eco entre os brasileiros. É o gênero mais lido entre os homens e o sétimo mais listado pelas mulheres. Especificamente entre estudantes até a quarta série, os quadrinhos são o terceiro item mais mencionado (36%).
São corretas as iniciativas de levar histórias em quadrinhos à sala de aula e ao roteiro de leitura dos estudantes. No entanto, há dois cuidados que deveriam ser óbvios, mas que o noticiário recente revelou que não são. O primeiro é haver uma seleção do material, de modo a separar as obras de melhor qualidade e destiná-las a seu público ideal. "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" tem qualidade. Mas não é destinada ao leitor juvenil.
O segundo cuidado é o de não associar as histórias em quadrinhos somente ao público infantil. Do contrário, corre-se o risco de repetir a falha agora vista e de generalizar discursos adormecidos, que são despertados em situações-limite como essa.

Paulo Ramos, 37, é jornalista e professor adjunto do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). É autor de "A Leitura dos Quadrinhos".

Waldomiro Vergueiro, 52, é professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP e coordenador do Observatório das Histórias em Quadrinhos, da mesma universidade. É organizador do livro "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula.

A polêmica 10 na área em frases

Frases retiradas do Blog dos Quadrinhos:

- "Eu aliás achei de muito mau gosto. Desenho, tudo" 19.05 - Governador José Serra, na mesma entrevista ao "SPTV 1ª Edição"
- "Essa é definitivamente a declaração mais infeliz de todas. Ele não leu o álbum." 20.05 - Orlando Pedroso, organizador do livro, aqui no blog, sobre a declaração de Serra

- "Quando eu fiz o livro, era destinado a outro público, de mais idade." (...) "Quem comprou não avaliou isso. O problema todo foi a falha de seleção em si." 20.05 - Lélis, um dos autores do livro, em entrevista aqui no blog

- "Cartunistas estão pagando pato por erro de secretaria" 20.05 - Jornalista Barbara Gancia, em seu blog

- "As histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil" 19.05 - 1ª frase da jornalista Monalise Perrone, em reportagem sobre o tema no "SPTV 2ª Edição"

- "Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. É inacreditável que em 2009 eu precise repetir isso quinhentas vezes para ver se entra na cabeça desse povo burro" 20.05 - André Forastieri, jornalista, em seu blog do UOL

O 100 grana viu o novo filme de Jornada nas Estrelas e adorou. Leia aqui a resenha. Eu estou muito ansiso. Tudo indica que é o filme do ano.

Mais sobre o álbum 10 na área: MP cobra governo de SP sobre livro didático com palavrões. Ah, a famosa cena erótica que estão falando tanto é essa acima. Sei não, acho que já vi coisas muito mais eróticas em novela das 19 h...

quinta-feira, maio 21, 2009

Seus dentes também querem ser brancos


Direto do Desencannes

A foto do buraco assassino

Esse é o buraco assassino, que detonou nosso carro. Fica no canto da Antônio Coelho de Carvalho com Manoel Eudóxio. O buraco é tão fundo que alguém colocou um parachoque de carro para avisar os motoristas e o buraco tragou o parachoque. Está ali há semanas, como uma armadilha para motoristas desavisados. É, o João Buracão está fazendo falta em Macapá, a capital dos buracos.

Dica de blog


O César Maciel, editor assistente da série Perry Rhodan no Brasil abriu um blog sobre o personagem. Destaque para o relato da visita dele à editora alemã VPM, detentora dos direitos do personagem. Para quem não conhece, Perry Rhodan é a maior série de ficção-científica de todos os tempos, já tendo 2500 livros publicados, somente da série principal, fora quadrinhos, jogos e filme.

MAD 14

A editora Panini já liberou uma prévia da MAD 14, com a sátira do filme Crepúsculo escrita por mim e desenhada pelo Raphael Salimena. Uma curiosidade: na segunda página da história aparecem três turistas comentando que todo mundo na cidade é virgem. Os três são, na ordem: eu, o Salimena e o Raphael Fernandes, editor da revista. Para ver melhor, é só clicar na imagem.

quarta-feira, maio 20, 2009


A revista Literatura nas bancas traz um artigo de minha irmã Leide comparando José de Alencar e o noveleiro Manoel Carlos. Vale conferir.

A polêmica dos quadrinhos


A grande polêmica do momento é o álbum de quadrinhos Dez na área, um na banheira e ninguém no gol. O livro foi produzido pouco antes da Copa de 2002 e era direcionado ao público adulto. Algum doido da Secretaria de Educação de São Paulo resolveu adotar o livro para usar com crianças de nove anos. Burrada sem tamanho, típico de gente que acha que quadrinho é mesmo coisa de criança. Ah, legal. É quadrinho, fala de futebol, a criançada vai adorar. Mas, como a obra foi feita para adultos, tinha palavrões, mulheres semi-nuas, etc... e foi aí que começou o problema. No rastro da polêmica, muita gente que nunca leu a obra, resolveu dar opinião. O governador José Serra disse que a obra é um horror. O Datena disse que é uma porcaria e que é pura pornografia e palavrão . Ele nitidamente não tinha lido a obra. Quanto vamos ter jornalistas sérios no Brasil? Em tempo: Dez na área tem um time de grandes autores brasileiros, alguns premiados internacionalmente (como os irmãos Bá) e chegou a ganhar prêmios de quadrinhos. O lado bom é que a polêmica está turbinando as vendas. Já está sendo necessário fazer reserva para comprar. Quem quiser acompanhar o case, o Blog dos quadrinhos está fazendo uma cobertura completa.
As mulheres estão mesmo dominando o mundo. O final de O Aprendiz Universitário vai ter só mulheres...

Homofobia na câmara dos vereadores de Macapá

Recebi um release da assessoria de imprensa da vereadora Cristina Almeida, que reproduzo, em parte, abaixo:

"Na sessão da Câmara de Vereadores de hoje (19), em decorrência da Semana de Combate a homofobia, a Comissão de Direitos Humanos, formada pela vereadora Adriana Ramos, Nelson Souza, Clécio Luiz e presidida pela vereadora Cristina Almeida, solicitou através de requerimento o uso da Tribuna para a coordenadora do Grupo de Homossexuais do Amapá (GHATA), Ivana Antunes.
O vereador Clécio Luiz é relator do projeto de Lei que torna o dia 17 de maio, como dia municipal de combate a homofobia (data já é comemorada mundialmente). O projeto está sendo avaliado pela Promotoria Jurídica da Câmara (Projur) e tramitará no próximo mês em plenária. Ele pediu a palavra para defender o uso da tribuna e comentou sobre a importância de combater o preconceito contra os homossexuais.
O vereador Charles Jhones interpelou e se pronunciou contrário ao projeto de lei, e em seu pronunciamento provocou indignação entre integrantes do movimento GLBT e seus familiares que estavam presentes na plenária. Charles Jhones sustentou sua posição num depoimento de um senhor que o interceptou antes da sessão para dar sua opinião sobre o assunto. Ele disse que preferia ter em sua casa, um ladrão ou uma puta, que ter um gay. Disse também que se tivesse um filho gay, ele o mataria. O vereador disse que seu pensamento é parecido, e alegou que estava defendendo seus princípios religiosos".

De fato, cada um tem o direito de acreditar no que quiser. O vereador Charles Jhones pode ter suas convicções religiosas e isso é um direito seu. Mas a frase realmente pegou mal. Dá a entender que o vereador anda acompanhado de ladrões e assassinos e acha isso tudo muito normal... e dá a entender que matar homossexuais é normal.
O mais triste disso é alguém usar como desculpa a religião cristã para defender a idéia de que o assassinato, o preconceito e o roubo são coisas normais. Foi esse tipo de gente que matou Hipatia, a grande filósofa da antiguidade, morta por cristãos e cujo assassinato marcou o início da Idade das Trevas e a oficialização da violência contra as mulheres.

220 anos da revolução francesa


Atarefado com um monte de coisas (inclusive com o carro, que apresentou vários problemas depois que caímos no buraco), acabei esquecendo de uma data importantíssima: o aniversário de 220 anos da Revolução Francesa, que aconteceu no dia 5 de maio. A Revolução Francesa mudou completamente o mundo ocidental ao introduzir o sistema republicano e as idéias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Claro que nem tudo deu certo, mas, se não fosse essa revolução, talvez ainda estivéssemos sendo governandos por reis absolutistas. Eu adotei o pseudônimo de Gian Danton em 1989, justamente em homenagem a um dos mais destacados personagens dessa história. Na época houve uma verdadeira enxurrada de publicações sobre o assunto nas bancas e eu tinha todas (algumas se perderam nas viagens). Para saber mais sobre esse fato histórico, leia na Wikipédia um artigo sobre o assunto.

segunda-feira, maio 18, 2009

Promoçao no Twitter gerou 15% das vendas de um só dia diz a pizzaria Leia mais

Aleph


“ Eu não sou eu. Eu sou você. Eu sou todos nós. Hoje eu mais nada faço. Eu somente falo
pela tua voz. Hoje durante um segundo. Eu fiquei a sós. S. O.S com o mundo. Hoje eu encontrei no fundo do poço o meu rosto”
Marcus Vinícius / Zé Ramalho


Eu sonhei com destinos virtuais, vislumbrei caminhos esquecidos, terras distantes e mundos inimagináveis. Desde então, jamais fui o mesmo. Estive atormentado pelos destinos que descortinei. Jamais terei novamente a deliciosa sensação do novo. Conheci todos os gostos, todas as cores e todas as emoções. Nem mesmo a menor das formigas me é desconhecida.
Creio que chegou o momento de revelar a história de como vim a ter o conhecimento absoluto. Talvez este seja o momento, embora meus olhos estejam fracos e enganadores e meus dedos trêmulos... embora minha testa se umedeça de temor diante da grandiosidade do que vou relatar. Peço, assim, que o leitor me desculpe caso o resultado saia aquém do desejado. Dizem que escrever é como andar: uma vez se aprendendo, nunca se esquece. Mas eu, pobre coitado, sou como um bebê. Tropeço, caio, ralo o joelho e só a grandes custos continuo em frente...
O leitor, se teve a sorte de lê-lo, certamente se lembrará de Jorge Luís Borges. Eu, no entanto, o desconheci por completo até os 25 anos, quando ganhei um de seus livros, chamado Aleph.
Entre os vários contos, alguns detestei, outros simplesmente pulei e alguns foram o bastante para ganhar minha admiração. Entre eles o que dava título ao volume. Nele, Borges relata seu encontro, no porão de uma velha casa de Buenos Aires, com um Aleph, um ponto do universo que contém todos os outros.
Por esses tempos, comecei minha pesquisa sobre a teoria do caos. Estava convencido de que o caos se relacionava diretamente com a informação. Minhas suspeitas nesse sentido se deviam ao fato lógico de que um fenômeno é tanto mais caótico quanto mais imprevisível for. Por outro lado, o que caracteriza a informação é justamente a sua carga de novidade. Uma mensagem absolutamente previsível não tem qualquer informação. Portanto, quanto mais caótico um fenômeno, mais caótico ele é.
O Aleph descrito por Borges era a materialização do máximo de caoticidade. Todas as informações do universo reunidas em um único ponto!
Analisei a excelente descrição que Flávio Calazans faz dos subliminares em seu livro Propaganda
Passei noites sem dormir. Não conseguia encontrar melhor solução às minhas inquietações do que o Aleph descrito por Borges. Confesso que estive a ponto de vasculhar todos os porões de Belém – e só não o fiz por motivos óbvios.
Estive, portanto, muito tempo procurando pelo Aleph. Mal podia imaginar que justamente quando eu estava perdido eu o encontraria...
A coisa toda aconteceu em uma das minhas viagens ao interior do Pará. Acampamos num sítio meio que abandonado no interior da floresta.
Na manhã do segundo dia, resolvi conhecer a mata à volta. Fui caminhando em meio à vegetação, fascinado com os raios de sol que penetravam por entre as folhas, formando fios luminosos no ar.
Passarinhos davam gritos agudos aqui e ali. Respirava fundo para aspirar o cheiro reconfortante do orvalho nas folhas. Andei, assim, inebriado, por quase uma hora. Quando dei por mim, tinhas saído do caminho. E a imprudência fizera com que eu me esquecesse da bússula.. estava perdido!
Comecei a correr, desesperado, cortando os braços no capim navalha e batendo o rosto nas folhas e galhos do caminho. Muito tempo depois, encontrei um igarapé. Talvez fosse minha salvação. Bastava segui-lo e certamente iria parar em algum lugar habitado.
Agachei e mergulhei as mãos em concha na água. Enquanto molhava a cabeça e os ombros suados, instintivamente fechei os olhos. Quando os reabri, percebi, na periferia de minha visão, uma estranha luminosidade.
Levantei. Havia desaparecido. Fora rápido como um flash. Ainda assim, fui seguindo naquela direção. Dei com uma grande árvore em cuja base se abria um buraco de proporções grandiosas. Ajoelhei-me e olhei em seu interior.
Foi quando aconteceu. Fui dominado pela sensação de que meu corpo havia peso. Senti a cabeça às voltas como se estivesse bêbado.
O momento seguinte foi plasmado pela sensação de que meus olhos se abriam para uma visão de 360 graus. Tinha consciência de tudo que estava à minha volta. Conseguia antecipar o movimento seguinte do peixe na água. Compartilhava da paciência estóica da minhoca, perfurando o chão sob meus pés. Antecipava o canto dos pássaros num dos galhos e admirava a velhice secular da árvore que me envolvia.
Vi o nascimento de meu filho. Percebi o momento mágico da fecundação. Observei os espermatozóides nadando numa competição cujo prêmio seria a vida. Lembrei-me de uma época em que as mulheres eram veneradas por serem as únicas conhecedoras do segredo da concepção.
Vi um homem morrendo numa trincheira, o peito trespassado por um tiro. Em seu bolso havia o retrato de sua amada, que choraria por ele durante 30 anos.
Gozei e bebi com prostitutas russas em plena São Paulo do século XIX.
Copiei iluminuras, recitando versos em latim e fiz isso até que meus dedos doessem e minhas pernas tivessem câimbras.
Berrei com o povo pedindo a cabeça do rei. Ao meu lado havia um homem chamado Marat e sua boca exalava ódio. Vi o rosto de uma menininha que chorava, enquanto sua mãe a abandonava.
Experimentei o sangue de um vampiro. Beijei uma moça de pele branca como leite. Cacei búfalos nas planícies sobre um grande cavalo. Escalei montanhas e naveguei em uma corveta.
Morri 300 milhões de vezes. Conheci a dor, a tristeza, a alegria, a depressão, o entusiasmo e a fadiga. Senti a ansiedade enquanto abria uma carta com as mãos trêmulas. Padeci da solidão da velhice e da inexperiência da juventude.
Vi meus amigos morrerem e uma abelha polemizando uma flor. Dancei como doido nos braços de uma birmaneza.
Senti todos os gostos, todos os sabores e todas as essências.
Vi todo o meu futuro como se folheasse páginas de um livro empoeirado. Passaram-se milhares de século e nem mesmo um segundo.
Quando acordei, estava rodeado pelos meus amigos. Haviam me descoberto, desmaiado no chão da floresta. Segui, cambaleante, com eles até o acampamento. Fomos embora no dia seguinte.
Estava como um doente, mas nenhum médico foi capaz de diagnosticar o meu mal. A razão para isso era simples: estava doente de velhice. Era como se tivesse um milhão de anos e ainda não completara 30.
Vivi naquele dia toda uma velhice milenar e, desde então, tenho apenas me arrastado pelos anos. Não tenho mais nada a conhecer. Só aguardo a morte. Assim, acordo, levanto, como e novamente durmo. Eternamente, até o fim...

Leia também Borges, el memorioso

sexta-feira, maio 15, 2009


1001 discos para ouvir antes de morrer.
Os mais estranhos tabuleiros de xadrez.
As mais lindas pin-ups.
Sacolas criativas.

Leis absurdas

AUSTRALIA - Na Austrália apenas um eletricista licenciado pode mudar uma lâmpada.
BAHAIN - No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.

BOLIVIA - Em Santa Cruz, na Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a filha dela ao mesmo tempo.
CANADÁ - Na British Colombia é ilegal matar um Pé Grande ou um Sasquatch. -Vermont: é ilegal assobiar debaixo d’água.

COLOMBIA - Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, e a primeira vez que isso ocorre, sua mãe deve estar no quarto para testemunhar o ato.

FRANÇA - Na França é proibido dar o nome de Napoleão a um porco.

- Em meados da década de 90, a dona de um restaurante no interior da França foi acusada de assédio sexual por dez empregados da sua cozinha. No tribunal, ela alegou que estava protegida por uma norma - datada da Idade Média - que autorizava os proprietários de terra a seduzir quem trabalhasse em seu terreno. Os juízes, depois de se assegurarem que a lei medieval jamais fora revogada, tiveram que inocentar a gulosa restaurantrice.

- A cidade de Chateauneuf-du-Pape, França, famosa por seus vinhos, proibiu, em 1954, que discos voadores pousassem sobre suas vinícolas. Só sobre as vinícolas! Caso isso acontecesse, o "veículo" deveria ser imediatamente recolhido para um depósito.

GUAM- Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Razão: pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem.

HONG KONG- Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a amante do marido pode ser morta de qualquer outra maneira.

INDONÉSIA - A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação.

INGLATERRA - Na cidade de York você pode legalmente matar um escocês se ele estiver a carregar um arco e flecha.

- A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais.

- É proibido a dois homens adultos terem sexo numa casa onde haja uma terceira pessoa, conforme uma lei antiga do Reino Unido.

LIBANO - Os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas tem que ser fêmeas. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.

USA

-Atlanta: é ilegal amarrar uma girafa num telefone público.

- No Arizona, é proibido manter burros dentro de banheiras.

- É contra a lei ter mais de dois vibradores dentro de casa, também no Arizona.

- No Estado do Arizona, nos EUA: "Jumentos não podem dormir em banheiras"

-Baldwin Park, Califórnia: é proibido andar de bicicleta dentro de piscinas.

-Baltimore: é ilegal levar um leão ao cinema.

-Boston: é ilegal se banhar mais de uma vez por semana.

- Califórnia, Santa Ana: é ilegal nadar no seco.

- O município de Chico, na Califórnia, formulou uma lei que determinava uma multa de 500 dólares para quem explodisse uma bomba nuclear em seu território.

-Em Connorsville, Wisconsin nenhum homem pode disparar uma arma enquanto a parceira está tendo um orgasmo.

-Hartford, Connectitut: é proibido atravessar a rua plantando bananeira.

-Havaí: é ilegal inserir uma moeda na orelha. - No estado do Idaho, se um homem oferecer à sua amada uma caixa de bombons com menos de 20kg está a cometer uma ilegalidade perante a lei. - Indiana, South Bend: macacos não podem fumar cigarros.

- Em Illinois, Oblong, é proibido fazer sexo enquanto se está a caçar ou pescar no dia do seu casamento.

- Em Kingsville, Texas existe uma lei que proíbe os porcos de fazerem sexo dentro do aeroporto da cidade.

- Missouri, Natchez: uma lei proíbe os elefantes de tomar cerveja.

- o Estado de Washington formulou uma lei que obriga motoristas com intenções criminais a pararem nos limites da cidade, ligarem para o chefe de polícia e avisarem que estão chegando.

- Em 1980, o Estado do Wyoming proibiu que se tirem fotografias de coelhos entre janeiro e abril sem uma licença oficial. Os zelosos legisladores queriam proteger a privacidade dos bichinhos em sua época de acasalamento.- No Wyoming, é proibido cortar o cabelo de uma mulher.

Quer divulgar um carro? Alugue um bom blogueiro

Por Gilber Machado

A campanha de mídia social da Nissan para o lançamento de um de seus produtos está utilizando um blog que vai contar a experiência de um autor ao utilizar o carro.
Sem dúvida, uma boa sacada, pois o blogueiro Cristiano Dias vai utilizar o automóvel no momento em que muda com a família do Rio de Janeiro para São Paulo e se adapta ao ritmo da cidade. Leia mais

Aprendiz universitário


Ontem a Maitê foi eliminada do programa O Aprendiz. Pena. Ela me surpreendeu pela inteligência, rapidez de raciocínio (embora tivesse dificuldade de transformar isso em algo prático). Na verdade, os três que ficaram na sala de reunião são justamente os três que eu levaria para a final. Agora, aposto minhas fichas na Mariana.

Tem capítulo novo no blog do Galeão no qual o capitão é operado e Manuel aprende a fazer panetone, ao mesmo tempo em que descobre o amor.

Patrocinadores se despedem e atiram na Globo

Assim como a Finasa já havia feito no mês passado, a Unisul encerrou na segunda-feira o patrocínio ao projeto de vôlei profissional que leva seu nome. Em comum, os dois têm o fato de publicamente responsabilizarem a Rede Globo, entre outros fatores, pela decisão. Afinal, gastam quantias vultosas em apoio ao esporte e, na hora de comer o filé mignon, o canal de televisão mais popular do País mutila o nome das equipes para não citar marcas. Leia mais

Comentário: Além de não dizer o nome da equipe para não citar a empresa patrocinadora, a Globo desfoca cenários, camisas, bonés, tudo para não permitir a publicidade não paga. A Globo se defendeu com a desculpa de que faz isso para não confundir jornalismo com publicidade. Mas, se fosse assim, a Globo deveria também tirar seus anúncios dos eventos esportivos, já que eles, segundo a emissora, são jornalísticos, não publicitários. Realmente, essa política da Globo é complicada até na área de cultura. Quando morava em Curitiba, já vi eventos culturais serem divulgados sem o nome do local em que acontece para não divulgar de graça uma empresa (uma livraria, por exemplo) ou uma instituição. Qual será a estratégia das equipes de vôlei? Não deixar os jornalistas da Globo entrarem das entrevisas coletivas? Com a Record subindo no IBOPE, isso é um perigo.

quinta-feira, maio 14, 2009

Smurfs e bananas inspiram obras sobre queda do muro de Berlim


Marcio Damasceno
De Berlim para a BBC Brasil
Uma instalação com os smurfs subindo em uma laje e a estátua de uma banana gigante estão entre as 532 ideias submetidas por artistas e que foram recusadas em um concurso para escolher um monumento à reunificação da Alemanha.
O governo alemão decidiu anular a concorrência para o "Nationales Freiheits- und Einheitsdenkmal" (Monumento Nacional pela Liberdade e Unidade, em tradução livre), afirmando que a qualidade dos trabalhos foi "insuficiente".
O júri decidiu pelo cancelamento da concorrência por ter considerado como "porcaria" 25% dos trabalhos. Segundo a imprensa alemã, alguns dos 19 membros da comissão de julgamento qualificaram trabalhos apresentados como "desastrosos" e "ingênuos".
Entre as propostas mais inusitadas, que abusam da criatividade e do bom humor, estiveram a imensa banana dourada (rara na Alemanha Oriental, a fruta representava no país o sonho de consumo capitalista), uma girafa e a festa dos smurfs, os pequenos duendes azuis personagens de desenho animado, comemorando a queda do Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria e da divisão da Alemanha, derrubado em 1989. Leia mais

Entrevista com Raphael Salimena


O desenhista Raphael Salimena, que ilustrou minha sátira do BBB na MAD, concedeu uma entrevista ao jornal Tribuna de Minas e a reproduziu em seu blog. Vale conferir. Ah, ele vai ilustrar mais um roteiro meu, a sair na MAD 14. Não posso detalhes, mas dá para adiantar é que é sátira de um filme

que tem feito muito sucesso entre os jovens...

quarta-feira, maio 13, 2009

Hipatia de Alexandria

Uma das coisas mais tristes do mundo é a intolerância religiosa, porque toda religião deveria estar baseada exatamente no amor e na compaixão. Alguns dos momentos mais negros da humanidade, algumas das guerras mais tristes, algumas das torturas mais crueis existiram exatamente por causa da intolerância religiosa. Um deses casos mais vergonhosos de intolerância foi o assassinato de Hipatia de Alexandria. Hipatia foi uma das maiores filósofas e cientístas de sua época. Um dia foi surprendida por um turba de fanáticos cristãos, golpeada, desnudade a arrastada pelas ruas da cidade até uma igreja, onde foi dilacerada com conchas de ostras. Tudo porque ensinava que o universo seguia leis matemáticas. Sua morte é considerada o início da Idade Média. Agora, a vida de Hipatia vai ser tema do filme Ágora, de Alejandro Amenábar, o mesmo de Abra los ojos (Vanilla Sky) e Os outros (com Nicole Kidman). A dica é do amigo Flávio Calazans. Abaixo, o trailer.

Ética? Que ética?

Todo mundo ficou sabendo da frase do deputado federal Sérgio Moraes, que estava responsável em investigar o deputado que construi um castelo e declarou que não via razão para condená-lo. Para quem não está sabendo, foi: “Estou me lixando para a opinião pública. Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Nós nos reelegemos mesmo assim.”. Agora descobriram que o deputado responde a vários processos no STF, inclusive por envolvimento com uma rede de prostituição que usava até menores. Aliás, ele tinha um telefone público em casa, que usava para fazer ligações internacionais e para o disk-sexo. O Diogo Salles, colunista do Digestivo Cultural e cartunista do Jornal da Tarde, fez uma charge sobre o assunto, que reproduzo abaixo:



Onde?


Dizem que Vicente Mateus, o presidente do Corinthias, pediu para a secretária fazer uma convocação, marcando uma reunião para uma sexta-feira. A secretária perguntou:
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”. “Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido de “no lugar em que”. Mas essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usada no lugar de qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem substituído palavras tão díspares quanto “porém”, “pois”, “quando”, “assim”, “e”, “em que”, “no qual”, “enquanto”, “todavia” e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem ONDE professores e alunos estão separados.
Compre o produto ONDE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu ONDE o secretário estava de férias.

Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas frases seria:

A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
Eu gosto de pizza, NO LUGAR EM QUE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO LUGAR EM QUE professores e alunos estão separados.
Compre o produto NO LUGAR EM QUE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu NO LUGAR EM QUE o secretário estava de férias.

Na verdade, o que se queria dizer era:

A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO QUAL professores e alunos estão separados.
Compre o produto E ganhe o cupom.
O acidente aconteceu ENQUANTO o secretário estava de férias.
Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE, pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida, troque o “onde” por “no lugar em que”. Se der certo, o onde está correto, caso não, coloque a palavra correta.

Deputado com carteira suspensa bate e mata 2

Fernando Carli Filho dirigia a 190km/h em rua de Curitiba; ele já tinha 23 multas por excesso de velocidade
O deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), que dirigia em Curitiba a 190 quilômetros por hora, com a carteira de habilitação suspensa desde julho do ano passado por excesso de multas, provocou um grave acidente que causou a morte dos estudantes Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20.
Com o impacto da colisão, o Honda Fit ocupado pelos jovens virou sucata e os destroços foram parar numa rua paralela.
. Testemunhas disseram que o carro de Carli Filho, um Volkswagen Passat, voou por cima do carro dos jovens. Leia mais

Comentário: Ontem a mãe de um dos jovens que morreram dizia, no programa do Datena, na Band, que está se armando uma situação para encobrir o deputado. Segundo ela, não foi feito exame de dosagem alcóolica e as famílias da vítima não estão tendo acesso a nenhuma informação sobre o caso. Ela diz também, que, embora a informação oficial seja de que o deputado está em coma, a verdade é que ele não quebrou nenhum osso: "O freio do carro do deputado foi o carro do meu filho". Detalhe: o carro do deputado arrancou a cabeça dos jovens.

terça-feira, maio 12, 2009

Apostila de promoção de vendas


Baixe a apostila de promoção de vendas e a apostila de merchandising.

Miracleman será finalmente reeditado?


Por Sérgio Codespoti (12/05/09)Numa entrevista recente realizada pela comic shop Forbidden Planet, Alan Moore declarou que existe uma forte possibilidade de que o material de Marvelman/Miracleman seja reeditado em breve.Segundo ele a confusão dos direitos autorais parece estar esclarecida e o verdadeiro e único proprietário do copyright seria o artista inglês Mick Anglo, que "criou" Marvelman (hoje mais conhecido como Miracleman) na década de 1950, e reciclou o personagem como Captain Miracle nos anos de 1960.Moore explicou que os envolvidos na produção das histórias de Miracleman foram iludidos quanto aos proprietários dos direitos do personagem, na época, e que hoje ele compreende que tudo pertence a Mick Anglo. Apesar disso, Anglo gosta bastante do material e Moore tem feito todo o possível para ajudar o artista veterano. Leia mais


Em tempo: Miracleman é a série na qual Alan Moore testou algumas das idéias que usaria posteriormente em Watchmen. Uma obra-prima, sem dúvida. É uma boa notícia que a pendenga jurídica tenha sido resolvida e a história possa finalmente ser republicada.

segunda-feira, maio 11, 2009

Vídeos virais

Uma das grandes ferramentas do marketing viral são os vídeos, feitos para colocar no Youtube ou mandar por e-mail. Geralmente são divertidos, engraçadinhos, com produção barata e inusitados. A idéia não fazer um comercial do produto, mas sim um vídeo divertido, que as pessoas mandem umas para as outras ou linkem. Abaixo, alguns exemplos:

Superbonder:


HSBC (feito por alunos de comunicação):



Terra sonora (feito pelos participantes do programa O Aprendiz):


Você foi meu 307:

O ódio está on-line


O meu artigo do mês no Digestivo Cultural já está disponível aqui. Chama-se O ódio está on-line e trata dos trolls.

Star Trek empurra Wolverine para uma distante segunda posição


Star Trek (Jornada ns Estrelas) decolou em sua estréia ocorrida em 8 de maio.A nova aventura da espaçonave Enterprise, pilotada por J.J. Abrams, deixou X-Men - Origens: Wolverine numa distante segunda colocação nas bilheterias.Em seu primeiro final de semana em exibição, Star Trek arrecadou pouco mais de 76 milhões de dólares, e ficou na primeira posição. Wolverine, em sua segunda semana em cartaz, faturou apenas 27 milhões, o que representa uma queda de 68%, e acabou em segundo lugar. Leia mais


Comentário: Esse filme do Jornada parece ser realmente bom, ao contrário de Wolverine. Ah, sobre ele já tem uma piada, contada pelo Paulo Ramos, do blog dos quadrinhos. Ele diz que estava na fila da bilheteria e uma mulher perguntou para o bilheteiro: "Como é esse Star Trek?". E o bilheteiro: "É como Jornada nas Estrelas". Ah, tá...

sábado, maio 09, 2009

Mais uma vez, a currutela no Congós


Mais uma vez a currutela e muvuca se instalaram no bairro do Congós. Sobre o assunto, eu gostaria de deixar bem claro que não tenho absolutamente nada contra atividades esportivas. Acho muito legal que o bairro conte com um lugar para a prática de futebol, vôley. Mas o que eu pergunto é: para praticar futebol, precisa de som alto? Precisa de bebida alcóolica? Na foto, as caixas de som, quatro no total (como se uma não fosse o bastante) e os ambulantes que vendem bebida (à direita, cerveja, à esquerda, pinga).
Quando morava em Belém, eu fazia parte do grupo de tocava o centro comunitário da Cidade Nova, que ficava na frente de uma praça. Nós fazíamos campeonatos de vôley, campeonatos de xadrez, cursos (eu mesmo cheguei a lecionar oficinas de roteiro e de escrita) e uma vez fizemos até um concurso de música (para cantores). Tudo isso sem som alto, sem bebidas alcóolicas, sem muvuca, sem currutela. Aqui no Congós as atividades comunitárias parecem se resumir a som alto e bebidas alcóolicas.
Por que só em Macapá as atividades esportivas precisam ser acompanhadas de som alto, bebidas? Por que só em Macapá as atividades esportivas precisam incomodar os vizinhos? Por que só em Macapá o esporte chama bandidos, que agem nas redondezas?
O que acho mais estranho é que o evento tem patrocinadores. Quem é doido de associar o nome de sua loja, de seu produto à currutela?

A caricatura


Gostaram da caricatura? Foi feita pelo Andrew, meu aluno no curso de design, durante uma aula. Aliás, fui eu que dei a primeira chance para o Andrew, na revista O Pavio, ainda em 2007. Na época ele não era profissional, mas já mostrava que tinha talento. A caricatura ficou legal, embora ele tenha exagerado um pouco na barriga (rs), mas caricatura é para exagerar mesmo, não é?

Ah, esses internautas!


O contador que estou usando atualmente me permite descobrir o que as pessoa estavam procurando quando entraram aqui (aqueles, claro, que entraram por mecanismos de busca).
Os resultados são curiosos. Uma pessoa entrou aqui pesquisando sobre currutela, outra procurando por enfermeiras nuas (por causa de um post sobre um hospital em Taiwan que usou suas enfermeiras na publicidade).
Três tarados entraram no blog pesquisando por sexo com hermafroditas (por causa de uma crônica minha sobre hermafroditas).
Alguém entrou aqui pesquisando a biografia de Jeca-tatu (esse aí está realmente perdido, acha que o Jeca-tatu é o autor, e não o personagem).
Mas sem dúvida, o mais engraçado item de pesquisa foi: "dicas um cara largado da mulher com 26 anos o que fazer em sexta feira a noite e sem grana". Acredita que teve três homens desesperados, largados da mulher, sem grana, que entraram no blog para saber o que fazer na sexta-feira? Claro que o ideal seria terminar com uma piada, mas o google só linkou para uma dica de blog. Ou seja: se você for separado e estiver sozinho em casa, na sexta à noite, sem dinheiro, o melhor é fazer uma boa leitura.

Dica de blog

O Portal dos quadrinhos, capitaneado pelo quadrinista e designer Eduardo Manzano é mais uma opção para os fãs de quadrinhos na net brasileira. Além de matérias e entrevistas, o blog terá histórias em quadrinhos gratuitas para baixar. Embora ainda esteja em construção, vale uma visita. Para conhecer, clique aqui.

sexta-feira, maio 08, 2009

A ação viral do grupo Best

Ontem, no programa O Aprendiz, a equipe Best deu um show de uso de novas tecnologias, desenvolvendo um ótimo viral para a Vivo. Um viral, aliás, relacionado à responsabilidade social, já que cada mensagem repassada correspondia a uma árvore que seria plantada. Enquanto isso, a equipe Maxxi fez o que deveria ser uma ação de guerrilha, mas acabou se tornando um constrangimento, ao se reunirem para abraçar um muda de árvore na Avenida Paulista. Sem dúvida nenhuma, O Aprendiz é o único reality show atual que tem algum teor educativo, especialmente para alunos da área de comunicação e administração. Mas o fato de ser necessário conseguir audiência faz com que eles foquem muito mais a sala de reunião, que é mais emocionante, do que a tarefa em si. Resultado: o destaque vai para o erro, não para o acerto.
A ação do grupo Best foi realmente interessante por usar mensagens de celular, Twitter, blogs, Orkut, msn e e-mails. Os mecanismos de busca da net permitiram inclusive monitorar o resultado da ação.
Abaixo, vídeo com a primeira parte do programa (sim, eu sei que os leitores de Macapá não vão conseguir ver o vídeo inteiro, mas já dá para ter uma idéia):

quinta-feira, maio 07, 2009

HISTÓRIA DOS QUADRINHOS


O sofisticado erotismo europeu

Enquanto nos EUA os quadrinhos ainda eram vistos ou como uma leitura infantil ou como algo perigoso, na Europa começava um movimento intelectual de pesquisa e valorização das HQs que daria origem a um novo gênero: o erotismo sofisticado, com ares de arte.
O primeiro trabalho a se encaixar nessa proposta foi Barbarella, do quadrinista francês Jean-Claude Forest. A personagem apareceu pela primeira vez na revista V Magazine, em 1962. Em 1964 foi republicada num álbum de luxo, com grande sucesso. Barbarella era uma heroína espacial que viajava pelo espaço libertando planetas inteiros de tiranos opressores. Símbolo da revolução sexual, ela tinha grande disposição para fazer sexo, fosse com um homem ou um robô. A sensualidade era, para ela, uma arma.
Sônia Luyten, no livro O que é história em quadrinhos, diz que Barbarella é ¨um reflexo da própria evolução da mulher na sociedade moderna¨.
Em 1968 a personagem foi levada às telas com direção de Roger Vadin e tendo Jane Fonda no papel principal.
Outra personagem de grande destaque foi Jodele, criada pelo desenhista Guy Peellaert e pelo roteirista Pierre Bartier. Essa personagem francesa aproveitava o visual e a proposta da pop art com muita cor e onomatopéias (isso foi curioso, pois a pop art foi influenciada pelos quadrinhos e depois acabou influenciando-os). As aventuras de Jodelle aconteciam numa Roma fictícia, com tubos de neon, clubes noturnos e cadilaques.
O sucesso de Jodelle levou Peellaert a publicar um novo álbum, com uma nova personagem, Pravda. Vestida apenas com um colete e um cinto largo, ela viajava pelas estradas com sua moto turbinada.
Em 1967 a França vê a criação de Blanche Epiphanie, do desenhista Georges Pichard. Blanche era uma heroína romântica ingênua. Com um humilde emprego de entregadora de cheques, ela passava as noites remendando os trapos que de dia eram rasgados pelos clientes do banco, que sempre a assediavam. Mas a moça tinha um defensor mascarado, o herói Défendar, identidade secreta de um estudante de ciências, vizinho do quarto da moça.
A história foi publicada com muito sucesso pela V Magazine e depois dela vieram outras heroínas criadas por Pichard, a maioria loiras, rechonchudas e com sardas no rosto. Outra de suas grandes criações foi Paulette, com roteiro de Wolinsky. Paulette era uma herdeira de um império industrial, mas com idéias socialistas. Tudo era desculpa que ela se desnudasse. Seu companheiro de aventuras era um velho de mais de oitenta anos, transformado em uma linda jovem morena, o que causava situações embaraçosas. A personagem foi publicada em capítulos entre 1970 e 1976 na revista francesa Charlie O movimento de erotismo elegante francês teve grande influência em outras partes do mundo, especialmente na Itália, inclusive conseguindo a atenção de leitores adultos, que já não se interessavam mais pelos gibis.
Macapá finalmente tem uma opção de qualidade na rádio: A Tarumã 104,3 FM. Parece que desta vez a idéia é tocar só música e notícias. E música boa, MPB. Um refrigério para o ouvido.

12 maneiras de fazer propaganda

O blog CH Mkt publicou uma relação de 12 formas de fazer propaganda. Algumas são clássicas, como exagerar os benefícios que o cliente terá ao consumir o produto (caso abaixo). Outras são menos convencionais. Vale a visita.


A série Exploradores do Desconhecido, com roteiro meu e desenho de Jean Okada, foi indicado ao prêmio HQ Mix. Veja a relação completa aqui.
Os 10 melhores livros sobre marketing, segundo o Advertising Age.

Lugaucho tiene coracion, mas no usa condor

Já ouviram falar do grupo musical que fez uma musica satirizando o presidente do Paraguai? Como diz a canção, "a cada coisa que acontece, um menino aparece". E o presidente era padre quando fez os bebês! Imagine se não fosse... Mas, como dizem, ele foi fiel aos princípios católicos: não usou camisinha...

quarta-feira, maio 06, 2009

Dica de blog

Esse blog eu já indiquei, mas não custa indicar de novo. O Dr. Pepper é um ótimo blog de tirinhas de humor negro que você acessa clicando aqui.
Vai um exemplo:

Buracos e prejuízos

Roberto Góes já está há cinco meses na prefeitura e a cidade continua cheia de buracos. Sábado caimos num buraco na Antônio Coelho de Carvalho com a a Manoel Eudóxio. Estava cheio de água, chovendo, não foi possível nem perceber que havia um buraco. Resultado: furou o carburador do carro. Dá para imaginar o tamanho do buraco? O prejuízo é de mais de dois mil reais. Mais alguém já caiu nesse buraco? Fica perto da loja Tudo Azul.

Dica de blog

Irani Gemaque é uma das grandes autoridades amapaenses quando o assunto é meio-ambiente. É minha colega no SENAC, na educação a distância e uma pessoa de cuja amizade tenho orgulho. Agora a Irani entrou na blogosfera com o Estilo de vida cai bem, um delicioso blog. Vale a visita.

A flor maldita


A Folha de São Paulo publicou uma ótima matéria sobre Cláudio Seto.

Na mesma matéria é possível ler a história A flor maldita, uma obra-prima do Seto.
Em tempo: a história faz parte do álbum Flores manchadas de sangue.

Convite recebido


CONVITE

Temos a honra de convidá-lo(a) para o evento de lançamento do livro de autoria de Claudio Seto: "FLORES MANCHADAS DE SANGUE". O álbum que está sendo lançado pela editora Devir / Jacaranda reúne cinco histórias de SAMURAIS de Claudio Seto (“Flores Manchadas de Sangue”, “O Monge Maldito”, “Idealismo Frustrado”, “O Sósia” e “A Flor Maldita”), já publicadas pela lendária editora Edrel. As histórias foram escolhidas pelo próprio autor, que também fez textos de apresentação para cada uma e reviu o material antes de ser impresso.Além de ser uma edição histórica, a obra tornou-se uma homenagem póstuma a Claudio Seto, que é considerado o introdutor do mangá no Brasil por ter lançado as primeiras histórias do gênero, na década de 60

DATA: 07 de Maio de 2009 (quinta-feira)
INÍCIO: 20:00 horas
LOCAL: Praça do Japão (Av. 7 de Setembro Curitiba/PR)
INFORMAÇÕES: (41) 9637 0222
Ps: Recebi o convite da filha do Seto, Mayumi, e agradeço.Se eu estivesse em Curitiba, iria.

CQC Melhores momentos


CQC: O senhor já roubou?
PAULO MALUF: Não necessariamente.

terça-feira, maio 05, 2009

Filme ruim é filme ruim

O 100 grana também não gostou de Wolverine e deu muitos motivos, além dos que foram expostos aqui.

Wolverine: o filme


O Omelete publicou uma resenha detonando o filme Wolverine Origens. Eu assisti o filme numa versão pirata, que uma amigo de meu filho arranjou. Não costumo assistir a esse tipo de versão, mas como estava mesmo em dúvida se valia pena pagar o dinheiro do ingresso, valeu como uma amostra grátis. E foi o suficiente para eu decidir não assistir. A versão que vi foi aquela que vazou do estúdio, ainda com os efeitos especiais por completar. Dava para ver os cabos que seguravam os atores em algumas cenas, só para dar um exemplo. Isso, de certa forma foi bom, porque os efeitos especiais muitas vezes costumam nublar nossa visão sobre o roteiro. Deslumbrados com os efeitos, muitas vezes esquecemos das falhas do plot. Pois bem: o roteiro de Wolverine é fraquíssimo. A sequência inicial, em que os mutantes invadem a casa de um criminoso africano só para pegar seu peso de papel é um ótimo exemplo disso. Como disse o Érico Borgo, na sua crítica no Omelete: "Será que não dava para oferecer 10 reais pro cara pela pedra antes de gastar milhões de dólares em uma força invasora?".

Wolverine parece uma daquelas histórias ruins de encontros de heróis: muita briga sem o menor sentido, algum interesse romântico e nada mais. O Independence Day dos filmes de super-heróis..
Que saudades do Brian Singer!

Dica de blog


O personagem Ken Parker revolucionou o mercado de quadrinhos italianos na década de 1970. Os anúncios da época diziam que se tratava do herói mais humano do oeste, o que parece muito correto até hoje. O personagem começou a ser publicado pela Vecchi e, desde então, já passou por várias editoras no Brasil, sempre arrebatando muitos fãs. Agora existe um blog apenas para homengear a série, o Ken Parker Blog. Vale a visita.

segunda-feira, maio 04, 2009

Roteiristas não?

Recentemente, o editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, declarou porque não aceita roteiristas brasileiros (apesar de muitos desenhistas brasileiros estarem fazendo sucesso na Marvel): ""Vemos, quase sempre, que não importa o quanto um escritor seja bom nos quadrinhos em outro país, não existe correspondência aqui. Eles podem chegar do ponto A ao B em uma história tranqüilamente, mas há uma certa cadência, e certos coloquialismos e estruturas de fala, que se perdem. A estrutura da história pode ser diferente também. O que é considerada uma estrutura clássica nos EUA pode não ser visto assim no Japão, ou em qualquer outro lugar. É muito, muito difícil para escritores ir de uma cultura a outra".
O Omelete publicou um artigo sobre o tema, com opiniões de roteiristas que já publicaram nos EUA, entre eles, eu. Leia aqui.

sexta-feira, maio 01, 2009

Carroça vazia


A respeito dos barulhentos, que adoram um som alto, o blog Umas e outras conta uma interessante história:
Certa manhã, um pai passeando num sítio com o filho, parou perto de uma árvore e perguntou:
- Além dos passarinhos, você está ouvindo alguma coisa? O menino pensou e respondeu:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
O pai completou:
- Isso mesmo, filho, é o barulho de uma carroça vazia.
O menino indagou:
- Ora, pai, como pode saber que a carroça está vazia se ainda não a vimos?
E o pai, de pronto:
- Filho, a gente sabe que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia, mais barulho ela faz. Desse mesmo jeito são as pessoas.

Pense.