quinta-feira, novembro 23, 2017

Os primeiros desenhos animados da Marvel

Em 1966 o seriado do Batman estreado por Adam West era um fenômeno nos EUA. Foi quando tiveram a ideia de levar para as telas os heróis Marvel que estavam revolucionando os gibis americanos.
O roteirista Stan Lee associou-se aos produtores Steve Krantz e Bob Lawrence e venderam a ideia para a Paramount.
Tudo foi feito a toque de caixa com um orçamento baixíssimo para aproveitar a onda de super-heróis.
Para se ter uma ideia, um único estúdio fez 5 séries de 13 episódios cada em um único ano. Um verdadeiro recorde.
A receita era simples: pegavam os desenhos das histórias em quadrinhos e animavam no máximo um olho, uma boca ou uma mão. Os personagens não andavam ou corriam, deslizavam pela tela.
A  técnica de animação era tão tosca que as série são conhecidas hoje no Brasil como os desenhos desanimados da Marvel.
Para estrear o desenho foram escolhidos o Capitão América (em aventuras que incluíam os Vingadores), Thor, Hulk, Homem de Ferro e Namor.
Era possível ver na tela os incríveis roteiros de Stan Lee e o traço de Jack Kirby, Don Heck e Gene Colan, todos grandes desenhistas de quadrinhos.
Esses desenhos tinham aberturas com músicas cheias de gírias que se tornaram clássicos da bizarrice.

A imprecisão do tempo



Com a criação do relógio, surgiu a visão mecanicista e determinista do mundo. Ou seja, o mundo passou a ser visto como um relógio, uma máquina determinada e previsível. Até mesmo a educação e o trabalho passaram a ser regidos pelo relógio. Um professor, por exemplo, passou a ser pago quantidade de horas que lecionava.
Mas essa visão mecanicista do mundo parte da idéia newtoniana de que o tempo é um valor absoluto. Ou seja, o templo flui da mesma maneira em todos os lugares do universo. A teoria da relatividade de Einstein, no entanto, mostrou que essa idéia é equivocada. O tempo não é um valor absoluto, mas relativo. O mesmo evento visto por duas pessoas pode ser percebido em momentos diferentes, dependendo do ponto de observação.
Tanto a velocidade quanto a gravidade podem afetar o tempo. O tempo passa mais devagar para pessoas que estão em alta velocidade. Isso é exemplificado pelo chamado “paradoxo dos gêmeos”. Temos dois gêmeos, João e Maria. Um deles, Maria, faz uma viagem espacial à velocidade da luz. Para ela, a viagem dura apenas um ano, mas quando ela volta, descobre que seu irmão está 10 anos mais velho. Em viagens de avião, essa diferença é mínima, mas pode ser percebida por relógios atômicos. Isso significa que enquanto você faz uma viagem de avião, o tempo corre mais lento para você do que para quem está parado.
Da mesma forma, o tempo passa mais lentamente para quem vive em um planeta com alta gravidade. Esse achatamento do tempo já foi demonstrando em submarinos, que estão mais próximos do centro gravitacional da Terra.
Fora os aspectos físicos, há aspectos psicológicos que influenciam na percepção do tempo. Situações de tensão e preocupação podem fazer o tempo correr mais lentamente. Foi o que descobriu o professor Antônio Damásio, diretor do Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa. Na edição nacional da revista Scientific American (n.5), ele publicou um artigo explicando como o cineasta Alfred Hitchcock dilatou o tempo no filme Festim Diabólico. A película conta uma história que se inicia às 15:30 e termina às 21:15. ou seja, o tempo dramático é de 105 minutos. Ocorre que o filme foi feito em tempo real, sem cortes, e resulta em 8 rolos de 10 minutos. Ou seja, 80 minutos. 



Em outras palavras, o tempo real do filme não bate com o tempo percebido pelos expectadores.

Como o filme deixa os expectadores tensos o tempo todo, parece que se passou mais tempo. Segundo Damásio, “Quando estamos incomodados e preocupados, freqüentemente sentimos o tempo passar mais devagar, porque nos concentramos nas imagens negativas associadas à nossa ansiedade”.
Em outras palavras, uma aula monótona e desinteressante parece decorrer em maior tempo do que uma aula divertida e interessante, que parece passar mais rapidamente, por mais que nos dois casos, os professores passem exatamente 50 minutos do relógio em sala de aula (aliás, pela lógica do relógio, o primeiro professor deveria ganhar mais, já que passou mais tempo em sala de aula).
Essa extensão do tempo pode mesmo ser uma estratégia de sobrevivência, pois nos dá maior prazo para reação em situações de perigo.
Em setembro de 1980, o piloto de testes da marinha americana Russ Stromberg sofreu um acidente após decolar de um porta-aviões. Até o avião mergulhar no mar, ele teve 8 segundos para decidir o que fazer para se salvar. Tudo entrou em câmara lenta, disse ele, depois. Ele primeiro tentou religar o motor. Como isso não funcionou, ele decidiu se ejetar, mas para isso ele precisava verificar se estava segurando corretamente a barra do assento ejetor. No final, ele acabou se ejetando 10 metros acima da água. Mais tarde ele tentou descrever tudo que lhe passara pela cabeça durante a queda e levou 45 minutos. Ou seja, embora o tempo de relógio do acidente tenha sido de 8 segundos, para Stromberg se passaram algo em torno de 45 minutos...

Logan´s run: nenhuma ditadura é boa

Existem obras que nos marcam para o resto da vida. No meu caso, uma obra fundamental foi Logan's run (Fuga do século 23), um filme de 1976, dirigido por Michael Anderson, posteriormente transformado em série televisiva. Não lembro de ter visto ao filme, mas eu devorava a série todas as tardes e era muito raro perder um episódio.

Logan's run conta a história de uma cidade hermeticamente fechada onde as pessoas vivem para o prazer. Mas há um porém. Ao chegarem aos 30, todos precisam ser "renovados". A renovação acontece durante um evento chamado carrossel em que as pessoas, flutuando no ar, são atingidas por raios que supostamente teriam a capacidade de renová-los. Na verdade, as pessoas são mortas para dar lugar a crianças. 


Para cada criança que nasce, uma pessoa deve morrer. A estratégia é uma forma de controle populacional imposto pelas máquinas que governam a cidade e convencem os cidadãos de que 30 anos é idade máxima que se pode viver. Logan é um patrulheiro, uma das pessoas que perseguem e matam os que tentam fugir da renovação no carrossel.



Aí há algumas diferenças entre o filme e o seriado. No filme, Logan e uma jovem chamada Jéssica conseguem fugir, mas se deparam com um mundo destruído por uma guerra nuclear. Depois de muito caminharem, chegam em Washington, onde encontram um velho. Eles voltam para a cidade, que acaba sendo destruída e termina com os seus jovens habitantes ao redor do velho, admirados com um tipo de pessoa que nunca haviam visto. 


No seriado, Jéssica e Logan fogem ajudados por um androide e são perseguidos por patrulheiros. Em suas andanças à procura do Santuário, um local paradisíaco, onde as pessoas vivem felizes, sem terem de morrer aos 30 anos, eles se deparam com os mais diversos tipos de perigos, de uma sociedade religiosa fundamentalista a uma casa mal-assombrada (é, às vezes os roteiristas viajavam um pouco...). 


Minha idolatria pela série fez com que eu encontrasse uma ressonância em obras distópicas, como 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley e Farenheith 451, de Ray Bradbury e isso talvez explique porque eu gostei tanto desses livros. Em todos eles havia a concepção de uma sociedade despótica em que não eram as próprias pessoas que decidiam sobre seus destinos. 



Nesse sentido, Logan's run me ajudou a definir minha filosofia política. Eu percebi que os sistemas autoritários surgem geralmente respaldados pelos cidadãos comuns. Em Logan's run as próprias pessoas colocaram o controle nas mãos das máquinas, pois isso era mais cômodo, já que as máquinas providenciavam tudo que se necessitava, podendo as pessoas viverem apenas para o prazer. Em sociedades desse tipo, em que as pessoas colocam o controle de suas vidas nas mãos de outros, os que governam conseguem impor o que quiserem. Os habitantes da cidade dos Domos achavam que morrer aos trinta anos era algo absolutamente normal porque era isso que a as máquinas diziam. A figura dos patrulheiros também é interessante, pois embora também sejam vítimas desse sistema (também eles devem morrer aos 30 anos), eles o defendem com unhas e dentes. Tanto no filme quanto no seriado, Logan e Jéssica são perseguidos por um patrulheiro totalmente cego a tudo que vê, pois só consegue obedecer à sua programação. Da mesma forma, todo regime autoritário só existe porque tem à sua disposição a tigrada, aqueles que obedecem cegamente ao ditador, mesmo que sejam vítimas dele. 

Outro aspecto interessante é observar uma sociedade formada exclusivamente por jovens (há uma cena em que uma garotinha vê a personagem Jéssica, de 24 anos, e diz que ela é uma velha bonita) em um filme lançado no auge do movimento hippie.


No filme, as pessoas, quando querem sexo, entram num circuito que permite escolher qualquer outra pessoa que esteja no circuito (uma antecipação dos chats eróticos?), e há a loja do amor, onde qualquer um pode se relacionar com qualquer um. Ao fugirem, Jéssica e Logan redescobrem as sociedades antigas e as uniões estáveis e decidem que serão marido e mulher e terão filhos. Seria uma espécie de auto-crítica da geração do amor livre? Como um jovem refletindo sobre suas mais importantes questões, a série não dá respostas. Se no filme Jéssica e Logan tornam-se um casal (amável esposa, amável esposo), no seriado os dois fogem juntos, mas não fica clara a relação entre eles. Ou seja, a série é mais uma reflexão sobre um comportamento do que uma censura do mesmo. 


O filme também antecipa toda a discussão ecológica sobre o aquecimento global. Numa sociedade em que restauram poucos recursos naturais, a solução encontrada é o controle populacional e o reaproveitamento dos recursos (creio que esqueci de mencionar que as pessoas mortas no carrossel são secretamente transformadas em comida para os mais jovens). 


A presença do andróide REM também permite interpretações interessantes pois, embora Logan e Jéssica estejam fugindo da ditadura das máquinas, eles estão sendo ajudados por uma máquina. Seria o andróide um espião infiltrado entre eles apenas para destruir o santuário quando o encontrarem? A série nunca deixou isso claro, mas o fato deu origem a situações interessantes que quebram com o maniqueísmo: o amigo pode também ser o inimigo. Aquele que parece simpático pode ser a maior ameaça. 


O seriado nunca mostrou os personagens chegando ao santuário, o que foi uma decepção para alguns fãs. Mas, por outro lado, deixou em aberto a situação, permitindo que cada um visualize o santuário a seu modo. O santuário, assim, passou a significar menos um local e muito mais um sentimento de esperança de que o homem um dia consiga encontrar uma maneira de viver sem ser dominado por regimes autoritários, em que cada pessoa viva feliz, sendo responsável e livre para fazer suas próprias escolhas. 

quarta-feira, novembro 22, 2017

A arte impressionante de Gian Lorenzo Bernini



Bernini foi o grande artista do barroco italiano. Era pintor, escultor, arquiteto, teatrólogo. Seu domínio da técnica da escultura era tamanho que ele parece transformar mármore em pele humana.












MAD 15

Guia MAD de sintomas da gripe suína foi minha quarta colaboração com a famosa revista de humor. Boa parte do texto, claro, eram piadas com porcos e/ou com o Palmeiras. Alguns dos sintomas também faziam referência ao país de onde se acreditava que vinha a gripe, o México. Hoje em dia se sabe que a gripe nem veio do México nem é proveniente de porcos, mas nas época isso deu uma boa sátira. Os desenhos ficaram por conta de Juarez Ricci e o roteirista Matheus Moura me ajudou no roteiro. 

terça-feira, novembro 21, 2017

Ponto de venda: layout


Layout é a organização da loja, visando a facilitar a vida do cliente (ajudando a achar os produtos que procura), a facilitar a atividade do vendedor, além de induzir as pessoas a comprarem mais. O layout também tem a importante função de fazer o consumidor andar por todo o ponto de venda, evitando que existam áreas mortas.
Já reparou que os itens mais importantes da lista de compras (como arroz, feijão, frutas e verduras) ficam na parte oposta à entrada do supermercado? É para fazer o consumidor percorrer a loja até chegar a eles. Mas existe a chance de o cliente ir direto ao ponto. Assim, outros itens importantes, como leite, café e produtos de limpeza, são espalhados por outros locais. Num bom supermercado, a pessoa precisa percorrer todo o espaço, passando por muitos produtos supérfluos, antes de encontrar o que precisa. 
Num shopping center, o layout é pensado para obrigar a pessoa percorrer todo o espaço se quiser chegar à área de diversão e lanches, que normalmente fica no último andar. Por isso as escadas rolantes ficam tão afastadas. A pessoa sobe para o segundo andar e tem que percorrer quase todo o piso antes de encontrar a escada que o levará ao terceiro, e assim por diante.
Em uma loja, o layout pode ser retangular, fluxo livre ou boutique.
O layout retangular é aquele típico de supermercados e mercadinhos. As prateleiras são colocadas uma ao lado da outra, em linha reta. Nesse caso, os produtos mais supérfluos, que geralmente não constam nas listas de compras (chocolates, salgadinhos etc.) devem ficar nas vias principais e os produtos mais básicos longe dessas vias, forçando o consumidor a percorrer a loja, expondo-o à tentação da compra por impulso.
A vantagem desse tipo de organização do ponto de venda é que ele é barato, fácil de fazer e favorece a segurança (é fácil perceber quando alguém está roubando um produto, pois há poucas áreas para se esconder). O lado negativo é que ele não é nada bonito, nem criativo. Por essa razão, ele não estimula o consumidor a ficar muito tempo no ponto de venda.
Já o fluxo-livre tem exatamente as características opostas. Criativo e diferente, ele estimula os sentidos do consumidor, fazendo-o percorrer de livre e espontânea vontade o ponto de venda, o que estimula a compra por impulso. As gôndolas são dispostas de maneira livre, preferencialmente criando ambientes. Por exemplo, numa loja de móveis, pode ser criada uma sugestão de sala de estar, de modo que o consumidor visualize como o sofá, o rack e a televisão vão ficar em sua casa.
O aspecto negativo é a falta de segurança. No fluxo livre surgem muitos espaços que podem ser usados para esconder um produto na roupa ou na sacola. Além disso, se for malfeito, esse tipo de layout pode causar confusão visual e até comprometer a compra, pois o ambiente está abarrotado de produtos, dificultando o fluxo.
Finalmente, o formato boutique é usado por aquelas lojas que dividem os produtos em setores, como feminino, masculino, infantil etc. Em alguns casos, como nas lojas Marisa e Renner, os produtos são divididos até por cores, como na seção de lingerie.

A vantagem desse modelo é a flexibilidade e a segmentação. Afinal, cada setor da loja fala diretamente para um tipo de cliente. Também é interessante por ajudar o cliente a encontrar o que precisa, desde que o ambiente seja bem sinalizado. 

Batman, a série da década de 1960

Um dos maiores fenômenos da década de foi o seriado do Batman protagonizado por Adam West no papel de herói e Burt Ward como Robin.
O responsável por esse sucesso foi o produtor William Dolzier. Ele nunca havia lido um gibi e, quando os direitos do personagem cairam no seu colo, ele decidiu que transformaria o seriado em uma comédia. O produtor colocou no papel principal o desconhecido ator Adam West, que nitidamente estava fora de forma, com uma barriguinha proeminente. Além disso, introduziu clichês dos seriados de matinês, como o gancho no final do episódio com os heróis prestes a morrer em alguma arapuca, com a linguagem de quadrinhos e a estética da pop art. Essa mistura foi bem aceita pela público da época. Na estreia o programa teve quase 50% da audiência. Depois o seriado seria badalado até pelo famoso artista Andy Warrol. 
O sucesso foi tanto que os astros da época disputavam a tapa uma oportunidade de aparecer na série; senão como vilão especialmente convidado ou na janela de um prédio que a dupla estivesse a escalar. Deram as caras, nesse quadro, grandes nomes da época como Sammy Davis Jr, Jerry Lewis e até o Papai Noel.
Esses convidados ganhavam mais do que os protagonistas. Aliás, todo mundo ganhava mais que o Robin. Ward, que fazia o garoto prodígio, ganhava menos do que o mínimo para um ator. Até o dublê que o substituía nas poucas cenas de perigo recebia mais do que ele. 
Os problemas do pobre Robin não acabavam aí: o estrelismo de West fazia com que ele improvisasse várias falas, tentando chamar a atenção para si, o que atrapalhava Ward. Além dia a Liga Católíca pela decência reclamou que o calção deixava proeminente demais o órgão sexual do parceiro mirim. Não é à toa que a frase predileta do garoto prodígio fosse “Santa qualquer coisa Batman!”, como: Santo problema, Batman ou Santa confusão, Batman.
O tom era mesmo de comédia. Em um dos episódios, Batman tenta se livrar de uma bomba preste a explodir, mas sempre há algo na frente, seja um casal de namorados, um grupo de freiras, ou uma família de patos. No final, ele solta a pérola: em certos dias é difícil se livrar de uma bomba.
Apesar do grande sucesso, o seriado foi perdendo audiência  e chegou a ser odiado pelos fãs. Os quadrinhos do homem-morcego chegaram até mesmo a ficar mais sombrios na década de 1970, exatamente para distanciar os gibis dessa série cômica.
Odiada por muito, adorada por outros, essa série marcou a infância de muita gente.

Promoção de vendas: Concursos e sorteios


            Os concursos e sorteios se diferenciam pelo fato de que, no concurso, o consumidor precisa realizar uma atividade para ganhar. No sorteio, ele conta apenas com a sorte.
            Os concursos são muito mais difíceis de operacionalizar do que os sorteios, mas, se bem feitos, costumam virar uma febre. Todo mundo se lembra, por exemplo, do Show do Milhão, em que consumidores de produtos (Nestlé, cartões Bradesco) tinham que responder perguntas para poder concorrer a até um milhão de reais.
            Há algum tempo a rádio Joven Pan promoveu o concurso “Faça uma loucura pela Joven Pan”, o que levou a diversas ações de divulgação de sua marca, gerando uma bela mídia espontânea.
            Atualmente, em tempos de internet e de marketing viral, muitas empresas estão fazendo concursos em que os consumidores são estimulados a fazer vídeos sobre o produto. Os vídeos mais criativos ganham os prêmios e tornam-se virais.
            Um aspecto importante tanto nos concursos quanto nos sorteios é que o consumidor deve visualizar o prêmio. Colocar o prêmio na frente do ponto de venda já virou praticamente padrão nesse tipo de promoção, mas uma empresa de Belém (PA) inovou, colocando os vários carros que seriam prêmios para seus clientes pendurados por um guindaste na área. Isso gerou grande interesse por parte da clientela e até mesmo um buzz marketing. Afinal, todo mundo queria ir lá ver os tais carros pendurados por um guindaste.

            Um detalhe importante tanto sobre concurso como sobre sorteios: eles devem ser registrados na Receita Federal, até para que seja providenciado o pagamento de impostos dos prêmios. 

segunda-feira, novembro 20, 2017

A arte fantástica de John Buscema

John Buscema foi um dos principais desenhistas da Marvel de todos os tempos. Os editores dos títulos brigavam por ele. Seu traço elegante, anatômico e, ao mesmo tempo, com forte influência da arte expressiva de Jack Kirby, garantia as vendas de qualquer título. Assim, ele passou por várias revistas, do Quarteto aos Vingadores, passando por uma fase inesquecível no Surfista Prateado, até descobrir seu título definitivo: Conan. Seu traço deu ao personagem o ar feroz e selvagem pelo qual o personagem ficaria conhecido. Confira abaixo alguns de seus trabalhos fantásticos.














domingo, novembro 19, 2017

Promoção de vendas: Bônus na embalagem


O bônus na embalagem é a estratégia promocional preferida dos produtos alimentícios. É muito comum dar uma quantidade a mais de produto para o cliente como forma de incentivá-lo a experimentar a novidade. Foi o que fez o Nescau Cereal no lançamento. Foi também a estratégia usada pela Nestlé ao lançar o biscoito maçã com canela.

Esse bônus tem que estar visível para o consumidor, que precisa visualizar o quanto está ganhando. É comum colocar uma tarja amarela com dizeres como: “Isto é grátis”.

Os estóicos



Um dos principais representantes da corrente filosófica estoicismo, na Grécia antiga, foi o escravo Epíteto.
Como escravo, Epíteto deparava-se com um problema que dizia respeito diretamente à sua felicidade. Ao pensarmos na relação senhor-escravo, todos imaginam imediatamente que o senhor será feliz e o escravo infeliz. Afinal, o senhor tem tudo o necessário à felicidade: as melhores comidas, as melhores roupas, os mais variados divertimentos... e não precisa trabalhar. Já o escravo não tem nada, nem mesmo o seu próprio corpo, que pertence ao senhor.
Como o escravo poderia ser mais feliz que o seu dono? Isso seria possível?
O filósofo resolveu a questão através de uma inversão de valores. Para ele, o que nos deixa felizes não são as coisas que temos, mas o significado que damos a elas. Por exemplo, se um belíssimo carro nos lembra uma pessoa querida, que morreu, esse carro será fonte não de alegrias, mas de tristezas.
Para Epíteto, o que nos torna felizes é a forma como encaramos aquilo que nos ocorre. Assim, devemos distinguir entre as coisas que podemos mudar e aquelas que não podemos mudar. Entristecer-se ou preocupar-se com algo que não podemos mudar, é tolice.
Esse ponto de vista foi expresso na frase: “Deus me dê paciência para agüentar aquilo que não pode ser mudado, coragem para mudar aquilo que pode ser mudado e principalmente sabedoria para distinguir um do outro”.
Mas os estóicos não só propunham paciência para aquilo que não pode ser mudado. Na verdade, os infortúnios podem ser fonte de felicidade, dependendo do sentido que se dá a isso. Se tudo que tenho é minha roupa do corpo, mas amo essa roupa, ela é fonte de felicidade. Essencialmente, o que importa é a atitude mental. “Se sou forçado a morrer, porém não entre gemidos, a ir para a prisão, mas não em meio a lamentações, a sofrer o exílio, mas o que impede que seja alegremente e de bom humor?”, dizia Epíteto.
Para ele, o que nós realmente possuímos não são os bens, os amigos, a saúde, nem o nosso próprio corpo, mas apenas o uso de nossas representações, o significado que damos às coisas que nos ocorrem, pois ninguém pode nos forçar a um uso que não desejamos.
Assim, para estóicos, devemos passar pelos momentos tristes da mesma forma que passaríamos pelos alegres.
É tolo aquele que no dia de sol, reclama de calor e num dia de inverno, reclama do frio. Sábio é aquele que sabe usufruir o melhor tanto do inverno quanto da doença.
Curiosamente, o estoicismo, uma filosofia que tinha como um dos principais representantes um escravo, foi adotado por pessoas ricas e poderosas. O imperador Marco Aurélio (que aparece no filme Gladiador) foi um dos mais importantes adeptos do estoicismo.

Gógol: entre risos e lágrimas


Não, você provavelmente nunca leu uma obra de Gogol. Mas certamente conhece alguma de suas histórias. Afinal, são muitas as adaptações para cinema, televisão e quadrinhos. Eu mesmo cheguei fazer duas HQs baseadas em suas histórias: Fobia (baseada em O Nariz) e A Inspeção (baseada na peça O Inspetor Geral), ambas desenhadas por Bené Nascimento (a primeira foi publicada pela Nova Sampa, a segunda pela revista Calafrio). O grande destaque de Gogol se deve ao fato de ter sido o iniciador da moderna literatura russa, que nos legou nomes como Tcheckov, Tolstoi e Gorki.
Nicolai Vassilievitch Gogol nasceu em uma pequena província da Ucrânia, no ano de 1809. Até mesmo a data de seu nascimento é controversa: 19 de março no calendário russo e 31 de março no calendário ocidental. O pai era um fazendeiro que, ao contrário de seus vizinhos, tinha rudimentos de cultura artística. Gostava de ler e usava as horas vagas para escrever peças satíricas. Gogol herdou dele o gosto pela pena. E herdou da mãe a extrema religiosidade que o levaria à morte.
Desde criança, Gogol sempre foi estranho. Na escola era chamado de "anão enigmático" porque falava pouco e tinha dificuldade para se relacionar com colegas e professores. Como o apelido sugere, também era pequeno. Seu grande sonho era ir para São Petesburgo. Imaginava-se com um bom emprego, instalado em um quarto com vista para o rio Nieva. Depois da morte do pai, conseguiu finalmente realizar o seu sonho, que acabou parecendo mais com um pesadelo. Tudo o que conseguiu em São Petesburgo foi um emprego burocrático medíocre, um salário insignificante e um quarto a grande distância do rio Rio Nieva. Para sobreviver, era obrigado a pedir dinheiro à mãe.
Por esses tempos, teve sua primeira decepção literária e revelou uma característica que o acompanharia por toda a vida: Gogol dava mais atenção às críticas que aos elogios. Seu poema Hans Kuchelgarten foi tão mal recebido pela crítica que o escritor recolheu todos os exemplares e os queimou. Só voltaria a escrever mais tarde, empolgado com a efervescência literária da época.
Na Rússia de então, os intelectuais se dividiam em dois grupos. Um deles defendia a aproximação com a cultura ocidental e o outro estava preocupado com a preservação da cultura russa. Gogol era um simpatizante do segundo grupo. No interesse de resgatar as tradições de sua terra, ele escreveu alguns contos sobre a Ucrânia para revistas e publicou uma seleção deles. O livro se tornou extremamente popular, especialmente por seu humor, que fazia rir os funcionários da gráfica que o imprimia.
Foi nessa época que Gogol conheceu Punchin, o maior poeta russo do período. Punchin foi uma espécie de guru para o jovem Gogol. Gogol chegou a dizer que tudo que escrevia o fazia pensando no que Punchin pensaria, e duas de suas principais obras, Almas Mortas e O Inspetor Geral, surgiram a partir de idéias do poeta.
A trama da peça O Inspetor Geral era simples: as autoridades de uma pequena aldeia tomam conhecimento de que um inspetor do governo chegará incógnito em breve para investigar certos abusos. Por acaso, um aventureiro passa por ali e os poderosos do local, achando que ele é o inspetor, fazem de tudo para suborná-lo. Essa história já foi adaptada para a TV, para o cinema, para os quadrinhos e até na série alemã de ficção-científica Perry Rhodan.
A obra mais genial de Gogol, no entanto, foi escrita em 1842. Trata-se de uma novela com o singelo título de O Capote. É a história de um pobre funcionário público que, a grandes custos, conseguia comprar um novo capote e é roubado no mesmo dia em que o inaugura. Segue-se, então, uma via-crucis pela burocracia russa. Ao invés do capote, ele consegue apenas uma grande bronca de um alto funcionário, interessado em impressionar um amigo. Isso, unido a uma gripe que o pega por estar sem capote, e portanto, desprotegido do terrível frio de São Petersburgo, leva-o à morte. Seu fantasma então, passa a puxar o capote de todas as pessoas que se aventuram a sair à noite.
Como se vê, suas histórias eram simples, bobas até, como contos infantis. Nada de pretensões filosóficas ou pedantismo. Nosso escritor queria apenas contar histórias de seu país natal, o jeito de ser de sua gente, e talvez nisso resida o seu maior encanto. Suas histórias misturavam humor e tragédia naquilo que os críticos chamaram de risos entre lágrimas. Personagens como o funcionário publico de O Capote são ridicularizados, mas ao mesmo tempo, redimidos por sua humanidade.
Gogol se tornou imortal porque suas obras eram repletas de vida. Era a vida dos grandes heróis nacionais, como Taras Bulba, ou dos insignificantes funcionários públicos. Mas, apesar do sucesso, o escritor vivia entre anjos e demônios. Sempre ouvia mais as críticas do que os elogios. Quando a peça O Inspetor Geral estreou, os conservadores pediram a proibição da mesma, acusando o autor de ter caricaturado tanto o país quanto seus dirigentes. Gogol mergulhou em profunda depressão e viajou para a Europa.
Com o tempo, essas crises de depressão foram se tornando mais e mais freqüentes. No dia 11 de fevereiro de 1852, influenciado por um padre fanático, Gogol queimou todos os manuscritos da segunda parte de Almas Mortas e deitou para morrer. Não se alimentava, nem aceitava remédios. A 21 de fevereiro daquele ano, a Rússia perdeu um dos seus escritores mais queridos, o homem que abriu as portas para torná-la uma das capitais mundiais da literatura.

Livro mostra zumbis diferentes


Um som se espalha pela cidade (ou pelo estado, ou pelo país, ou pelo mundo?). Um som que ouvido transforma as pessoas em seres irracionais cujo único o objetivo são os instintos básicos de violência e fome. É o uivo da Górgona.
Acompanhe a história dos sobreviventes neste livro de terror, uma história de zumbis diferente, em que qualquer um pode se transformar, bastando para isso ouvir o terrível uivo da górgona.
Escrito em capítulos curtos, o livro transforma o suspense em elemento de fantasia, prendendo o leitor da primeira à última página. 
Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

Esquadrão classe A


Eu acho que nunca falei aqui sobre o Esquadrão Classe A. Sempre que ia falar, aparecia alguma outra coisa e eu esquecia. Depois de Logan´s run, esse era meu seriado favorito. Era a história de militares que foram acusados por um crime que não cometeram e são perseguidos. Em meio às perseguições, eles encontram tempo para ajudar uma pessoa em necessidade. O padrão dos episódios era até mais ou menos rígido: fugindo dos militares, eles chegam a um local onde pessoas estão sendo exploradas ou ameaçadas e conseguem reverter a situação, terminando com um final feliz. Para vencer eles contavam com a força e a invetividade de BA (que sempre criava um tipo de arma bizarra, como um canhão que lança repolhos), a maluquice do Murdock, a sedução do Cara-de-pau e, principalmente, a estratégia de Aníbal.

Uma variação eram os episódios que começavam com uma cena aparentemente sem sentido, como de um vendedor de cachorro-quente conversando com uma pessoa aturdida por ter marcado com o Esquadrão, mas não encontrá-los. Os fãs logo percebiam que o vendedor de cachorro quente era ninguém mais que Aníbal, que fazia isso para descobrir se a pessoa não era um espião do exército.

Esse seriado fez muito sucesso no SBT no início dos anos 1980. Todo mundo da escola assistia... e cada um se identificava com um personagem. Tinha sempre o palhaço da turma, que se identificava com o Murdock. Tinha o cara que fazia sucesso com as meninas, e que gostava, claro, do Cara-de-Pau. Tinha os fortões, que se espelhavam no B.A. (eu costumava ficar longe desses). Eu sempre me identifiquei com o Aníbal e suas estratégias mirabolantes. Sempre achei que nenhuma das qualidades dos outros personagens valeria alguma coisa sem a estratégia de Aníbal.

sábado, novembro 18, 2017

A arte sensual de Alberto Vargas - o rei das pin-ups

Alberto Vargas é um artista peruano radicado nos EUA que durante vários anos publicou seus trabalhos na revista Esquire. Embora não tenha sido o criador das pin-ups, ele definiu o estilo ao pintar mulheres em situações sensuais, mas nunca explícitas. Suas mulheres eram garotas sapecas que oscilavam entre a malícia e ingenuidade. Sua inspiração era uma garota ruiva, Anna Mae Clift, que ele vira na rua e pedira para pintar. Ela acabou se apaixonando por ele e se casaram.